Leituras

O Quinto da Discordia


O Quinto da Discórdia é uma mostra da mestria de Davies no romance: a sua erudição permite-lhe tratar os assuntos mais diversos – os horrores da guerra, a vida de um internado, a religião e os mitos – com uma naturalidade assombrosa; e a sua imaginação teatral consegue cativar o leitor desde o início.
O primeiro romance da Trilogia de Deptford, a mais aclamada de Davies, ergue-se como a história de um homem racional que descobre no maravilhoso mais uma faceta da realidade.

edição: AHAB
título: O Quinto da discórdia
autor: Robertson Davies
tradução: Maria João Freire de Andrade
formato: 14x21cm (capa mole)
n.º pág.: 359
isbn: 9789899634091
pvp: 21.95€

9 de Dezembro de 2010


É sempre bom lembrar: Perfil do idiota

«O idiota é geralmente competente, moralmente irrepreensível e socialmente necessário. Faz o que tem a fazer sem dúvidas ou hesitações, respeita as hierarquias, toma sempre o partido do bem e acredita religiosamente nas grandes ficções sociais.
O idiota é todo liberdades.
A idiotia também faz bem às artes, principalmente às audiovisuais. A concentração do idiota numa ideia fixa, torna-o especialmente receptivo às músicas de ritmo simples e batida forte, o que facilita extraordinariamente o comércio discográfico, com todas as vantagens que daí advêm para producers e performers, enfim, para o tecido social. No que diz respeito às artes plásticas, tudo é mais fecundo se não houver interferências entre os olhos e as mãos. As ideias perturbam, turvam o olhar, atrapalham o gesto e, nos casos de ideologite aguda, daltonizam as cores. Sem imagens, uma cabeça vazia endoidece.
O idiota puro é o idiota jovem. Com o tempo, torna-se cínico, adquire hábitos esquisitos, sempre à procura do que lhe serve ou lhe rende, em busca de técnicas para obter sucesso e se sentir bem, sereno, de boa saúde e belo aspecto: cristianismo, ioga, dieta macrobiótica, drogas, parapsicologia, psicanálise, etc.
Entre os idiotas, também começa a manifestar-se, se bem que de modo caricatural, algo que recorda o hedonismo e o utilitarismo da aristocracia de outrora: o gosto de ser servido, de se distinguir do "vulgar". Como única crítica a filmes, espectáculos, livros, etc., é frequente ouvi-los dizer: "Mas que mau gosto!"
Os idiotas andam sempre juntos: consomem os mesmos produtos, frequentam os mesmos locais, lêem os mesmos livros e jornais, e têm uma habilidade notável para descobrir e evitar quem não é idiota. Graças a Deus! A política, porém, unifica o conjunto da sociedade sob o signo da idiotia: pessoas estimáveis, notáveis até nos diversos domínios do saber e da cultura, quando chegam à política tornam-se idiotas. Triunfam, quer-se dizer. Tornaram-se, enfim, públicas.»



Se Isto É Um Homem



Tenho o hábito de escolher a dedo alguns livros para ler nas férias – não fosse eu um livreiro –, mas, sistematicamente, e não sei porquê, acabo sempre por roubar o que os outros levam para ler. Foi o que sucedeu novamente este ano e com vários livros, entre eles, Se Isto É Um Homem, de Primo Levi. Não resisti, era um daqueles livros que sempre tinha ouvido dizer ser de leitura obrigatória. Sentado à beira-mar, na cadeirinha de praia – não se riam, sei que ainda não tenho idade para cadeirinha de praia, mas, convenhamos, é tão mais confortável para ler –, comecei a lê-lo. O primeiro impulso que tive, após as perturbadoras primeiras páginas, foi deixá-lo para outra altura, não fosse o tema do Holocausto estragar-me as férias. Mas aconteceu precisamente o contrário, por cada linha que lia, feita das memórias de sofrimento do autor, por cada horror contado, por cada homem para quem o amanhã deixava de fazer sentido, eu tomava consciência da precariedade da vida e da liberdade e gozava triplamente a sorte que tinha em estar sentado ao sol, naquela cadeirinha de praia.
«Na noite de 13 de Dezembro de 1943, Primo Levi, um jovem químico membro da resistência, é detido pelas forças alemãs. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em Fevereiro do ano seguinte; aí permanecerá até finais de Janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado. Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objectividade, a vida no Lager e a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta. Se Isto é um Homem tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus.»
Jaime Bulhosa
Editor:Teorema
Ano de edição: 2009
ISBN: 9789726957829
C.I.: 00000212348
Número de páginas: 176
Tradutor: Simonetta Cabrita Neto
Encadernação: Brochad
PVP: 14.13€

Quinta-feira, Dezembro 9


Rabo de Foguete


Ferreira Gullar é o pseudónimo de José Ribamar Ferreira, nascido em São Luís, no Brasil, em 1930. Poeta, prosador, crítico de arte, ensaísta, guionista de muitos dos maiores sucessos das novelas da Globo, foi nomeado para o Prémio Nobel, vencedor do Prémio Jabuti de Poesia em 2000 com Muitas Vozes e de Ficção em 2007 com Resmungos, e foi em 2010 agraciado com o Prémio Camões, a mais importante distinção dada a um escritor de língua portuguesa. Rabo de Foguete representa a sua incursão nos domínios da autobiografia, deixando como legado as memórias de um exílio forçado pela ditadura militar brasileira, primeiro em Santigo do Chile e depois em Buenos Aires, cidade onde viria a escrever o seu mais importante livro de poemas Poema Sujo. Um livro essencial para se compreender a solidão povoada de que nos falava Jorge de Sena e a maneira como, como na expressão idiomática Rabo de Foguete, nos vemos por vezes em situações tão perdidas como abraçados a um foguete na imensidão do céu.

edição: Verbo
título: Rabo de Foguete
autor: Ferreira Gullar
formato: 15,5x22cm (capa mole)
n.º pág.: 284
isbn: 9789722230087
pvp: 19.50€




Se Cervantes é apontado com o seu "Dom Quixote" como o pai do romance moderno europeu, não deixa de o ser também para o conto com estas "Novelas Exemplares", clássico maior da literatura universal que vê aqui a primeira tradução integral em língua portuguesa em mais de 60 anos. São histórias que expõem as virtudes e fraquezas humanas servindo de exemplo para o que se deve e não deve fazer. Próximo de "Decameron" e de "Contos de Cantuária" mas diferente e mais abrangente. Miguel de Cervantes é o pai do romance europeu com o seu "Dom Quixote" que ainda hoje é a referência de base em termos de estilo literário. Recentemente, aquando da celebração dos 400 anos do seu nascimento, as celebrações correram todo o mundo e o nome de Cervantes voltou à ordem do dia.
edição: Ulisseia
título: Novelas Exemplares
autor: Miguel de Cervantes
tradução: Hélder Guégués
formato: 16x22,5cm (Capa Dura)
n.º pág.: 532
isbn: 9789725686577
pvp: 33.00€

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010


Novidade Gailivro


UM GUERREIRO MÍTICO QUE TUDO ENFRENTARÁ PARA A POSSUIR…
Depois de sofrer anos de tortura às mãos da horda vampírica, LachlainMacRieve, líder do clã de lobisomens, está furioso. Ele descobriu que a companheira, que lhe estava predestinada e pela qual esperou um milénio, é uma vampira. Ou meia vampira.
Emmaline é pequena, etérea, meio valquíria, meio vampira, mas de certo modo acalma a fúria que arde dentro dele.

UMA VAMPIRA ENREDADA NA SUA MAIS SELVAGEM FANTASIA…
Emmaline Troy sempre foi protegida e, finalmente, partiu à descoberta da verdade sobre os pais, até que um poderoso lobisomem a reclama como companheira, forçando-a a regressar com ele ao seu castelo na Escócia. Lá, o medo face ao seu raptor e aos seus obscuros desejos cedem lentamente perante uma corte sedutora que a fará aperceber-se dos seus anseios mais secretos.

UM DESEJO QUE TUDO CONSOME…
Mas um mal antigo do seu passado reaparece… Será que o seu desejo consegue levar um guerreiro orgulhoso a render-se e a transformar uma criatura gentil e frágil na guerreira que ela nasceu para ser?

Novidade Bertrand


Está farto de ouvir falar em vampiros? Meena Harper também.
Mas os seus patrões obrigam-na a escrever sobre eles na mesma, apesar de Meena não acreditar na sua existência.
Não é que Meena seja alheia ao sobrenatural. O que se passa é que ela sabe como vamos morrer. (Claro que não acreditamos nela. Nunca ninguém acredita.) Nem o dom da premonição de Meena pode contudo prepará-la para o que sucede quando ela conhece Lucien Antonescu (e depois comete o erro de se apaixonar por ele), um príncipe dos dias de hoje com um lado negro. Trata-se de um lado negro pelo qual muitas pessoas, como por exemplo uma antiga sociedade de caçadores de vampiros, preferiam vê-lo morto.
O problema é que Lucien já está morto. Talvez seja por isso que é o primeiro tipo que Meena conhece com quem se imagina a ter um futuro. É que, apesar de Meena ser capaz de ver o futuro das outras pessoas, nunca conseguiu ver o próprio.
E apesar de Lucien parecer ser tudo o que Meena sonhou encontrar num namorado, poderá acabar por ser um pesadelo.
Esta poderá ser uma boa altura para Meena começar a prever o seu próprio futuro…
Se é que o tem.

Sinopse:
Da autora de maior destaque da lista de best-sellers do New York Times, chega-nos o segundo romance da trilogia NO JARDIM. Três mulheres terão de descobrir os segredos do passado que habitam a sua histórica casa...

Rosalind Harper é uma mulher capaz de enfrentar qualquer situação. Viúva, com três filhos, resistiu a um segundo casamento desastroso e empreendeu o seu centro de jardinagem No Jardim, um símbolo de esperança e independência para ela e para as duas amigas que aí trabalham.

Mas Roz enfrenta um novo desafio e conta com a ajuda do dr. Mitchell Carnegie, contratado para investigar a identidade da Noiva Harper. Só que a imprevisível aparição parece determinada a destruir a única pessoa que a poderá ajudar a descansar em paz.


Sinopse:
Não se fala noutra coisa na cidade. Num momento menos sóbrio, os dois mais famosos libertinos de Londres - o conde de Manderville e o duque de Rothay - fazem uma aposta muito publicitada para decidirem qual deles é o melhor amante. Mas que mulher que reúna beleza, inteligência e discernimento concordará em ir para a cama com ambos os homens e declarar qual deles é mais competente a satisfazer os seus desejos mais profundos? Lady Caroline Wynn é a última mulher que alguém esperaria que se oferecesse. Uma viúva respeitável com uma reputação de gelo, lady Caroline mantém-se firmemente fora do mercado de casamento. Pode não desejar outro marido, mas o seu breve casamento deixou-a com algumas perguntas escandalosas sobre o acto de fazer amor.

Se o conde e o duque concordarem em manter secreta a identidade dela, lady Wynn decidirá qual dos dois detém a maior mestria entre os lençóis. Mas, para surpresa de todos, o que começa como uma proposta indelicada transforma-se numa espantosa lição de amor

 

Marina

Tuesday, November 16, 2010 Post por Estante de Livros
 
Autor: Car­los Ruiz Zafón
Título Ori­gi­nal: Marina (1999)
Edi­tora: Pla­neta
Pági­nas: 260
ISBN: 9789896571191
Tra­du­tor: Maria do Carmo Abreu
Sinopse
Marina, tal como a obra que con­sa­grou Zafón, é um romance mágico de memó­rias, escrito numa prosa ora poé­tica ora iró­nica, assente numa mis­tura de géne­ros lite­rá­rios (entre o romance de aven­tu­ras e os con­tos góti­cos) e onde o pas­sado e o pre­sente se fun­dem de forma ini­gua­lá­vel. Clas­si­fi­cado pela crí­tica como «maca­bro e fan­tás­tico e simul­ta­ne­a­mente arre­ba­ta­dor», Marina pro­põe ao lei­tor uma refle­xão con­ti­nu­ada sobre os mis­té­rios da con­di­ção humana atra­vés do relato alter­nado de três his­tó­rias de amor e morte. Ambi­en­tada na cidade de Bar­ce­lona, a his­tó­ria decorre entre Setem­bro de 1979 e Maio de 1980 e depois em 1995 quando Óscar, o pro­ta­go­nista, recorda a força arre­ba­ta­dora do pri­meiro amor e as aven­tu­ras com Marina, recu­pera as ano­ta­ções do seu diá­rio pes­soal e revi­sita os locais da sua juventude.
Opi­nião
Li e gos­tei muito dos dois livros deste escri­tor espa­nhol que tinham sido publi­ca­dos em Por­tu­gal, A Som­bra do VentoO Jogo do Anjo. Foi, por isso, com enor­mes expec­ta­ti­vas que parti para esta lei­tura, com von­tade de regres­sar aos mun­dos mági­cos e à teia de belas pala­vras com que Car­los Ruiz Zafón nos tem vindo a brin­dar. Marina foi o último livro que escre­veu antes de publi­car o famoso A Som­bra do Vento, e é tam­bém con­si­de­rado o seu último livro juve­nil, depois de ter publi­cado El prín­cipe de la nie­bla, El pala­cio de la medi­a­no­cheLas luces de sep­ti­em­bre. No entanto, e ape­sar de não ter lido os livros que o pre­ce­de­ram, arrisco-​me a dizer que Marina é mais um livro de tran­si­ção, por­que de juve­nil só tem mesmo as ida­des dos protagonistas.
Óscar Drai é um ado­les­cente que vive num orfa­nato em Bar­ce­lona, mas que encon­tra fre­quen­te­mente con­solo a vaguear pelas ruas de Bar­ce­lona e na liber­dade que estas apa­ren­tam dar-​lhe. A zona de Sar­riá estava repleta de anti­gas man­sões senho­ri­ais, várias delas em ruí­nas, e o seu fas­cí­nio por este ambi­ente algo degra­dado leva-​o lá fre­quen­te­mente. Numa des­sas oca­siões, Óscar conhece Marina e o seu pai, Ger­mán, e começa a fre­quen­tar a casa deles. Uma visita ao cemi­té­rio de Sar­riá em busca de aven­tura dá iní­cio ao desen­ter­rar de vários segre­dos anti­gos e leva Óscar e Marina a encontraram-​se no meio de uma his­tó­ria com per­so­na­gens muito pouco usuais.
Este livro, à seme­lhança dos que já conhe­ce­mos do autor, recu­pera a cidade de Bar­ce­lona como palco de mis­té­rios, segre­dos, e de uma his­tó­ria com ambi­ente gótico, apre­sen­tando mesmo alguns ele­men­tos de ter­ror e sobre­na­tu­ral. É um livro mui­tís­simo bem escrito, como é apa­ná­gio do autor, e que lança cla­ra­mente as bases das suas obras pos­te­ri­o­res. Por isso mesmo, e por já conhe­cer um pouco as linhas com que Zafón se cose, vários ele­men­tos do enredo tornaram-​se algo pre­vi­sí­veis e o desen­vol­vi­mento das per­so­na­gens per­deu um pouco em com­pa­ra­ção com a riqueza a que o autor já nos tinha habi­tu­ado. Por estes moti­vos, não foi um livro que me tivesse dei­xado uma impres­são tão forte como os dois ante­ri­o­res; não deixa, no entanto, de ser um bom livro, que julgo ser um bom ponto de par­tida a quem ainda não tenha expe­ri­men­tado este autor. 
111 RECEITAS DE MEL




GÉNERO - Culinária
Escrito por Paulo Martins   
Terça, 16 Novembro 2010 10:01
“Este livro contém receitas em que o mel é utilizado na preparação de todo o tipo de comidas e bebidas, numa selecção que apresenta refeições deliciosas para qualquer ocasião. A reputação do mel como alimento saudável é bem conhecida, e será essa, provavelmente, a razão por que o leitor pegou neste livro. Gostaria, entretanto, que os leitores se lembrassem dos milhares de pequenos insectos que labutaram durante as suas curtas vidas a fim de garantirem a fonte de sobrevivência, e do trabalho árduo dos apicultores que utilizaram as abelhas em vosso benefício.” Trata-se de um resumo e apresentação perfeitos para as “111 Receitas de Mel”, uma recolha e selecção de Michael Gadomski. As palavras são de Ted Hooper, no prefácio da obra das Publicações Europa-América.
Nesta obra, poderá deliciar-se com receitas que provam que o mel é um excelente ingrediente culinário, como o bolo de mel (nas suas inúmeras variantes), o perú recheado com amêndoas e passas ou as costeletas de vitela com bananas e rum. Na secção das bebidas, não poderia deixar de referir o hidromel, o licor de framboesa, o licor de mel e ovos e a bebida matinal (para auxiliar a digestão).
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Michael Gadomski
111 Receitas de Mel
Publicações Europa-América
 
AS FOBIAS


GÉNERO - Saúde e Bem-Estar
Escrito por João Almeida   
Segunda, 15 Novembro 2010 17:48
O professor de Psicologia Clínica e de Psicopatologia na Universidade da Provença, Jean-Louis Pedinielli, e a conceituada psiquiatra Pascale Bertagne trouxeram até nós o livro “As fobias”.
Teoricamente, a fobia consiste num medo irascível de um objecto ou de uma determinada situação. Assim, a angústia é transferida para uma dimensão exterior à pessoa e passa a estar associada a algo existente nesse mesmo exterior, ao qual uma pessoa procura fugir.
Esta obra tem como objectivo descrever os fenómenos comuns a todas as fobias, ilustrar os quadros semiológicos com exemplos clínicos, fazer o balanço e o resumo de todas as teorias que visam dar uma explicação sobre a origem das fobias, seus mecanismos e consequências.
Através das Publicações Europa-América, a questão da terapia e da sua aplicação é aqui analisada — e o mesmo acontece na apresentação clínica e teórica —, tendo sempre em conta a diferente abordagem das teorias psicanalíticas e das teorias cognitivo-comportamentais. 
 
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Jean-Louis Pedinielli e Pascale Bertagne
As Fobias
Publicações Europa-América
 
CONVERSOR DO ACORDO ORTOGRÁFICO COM MILHARES DE UTILIZADORES


NOTÍCIAS - Recentes
Segunda, 15 Novembro 2010 12:43
O Conversor do Acordo Ortográfico passou a ser utilizado por milhares de portugueses e brasileiros em todo o mundo.
Com toda a atenção que a implementação do Acordo Ortográfico (AO) tem merecido, a existência de um conversor gratuito e extremamente prático, que adapta qualquer texto à nova grafia, tem ajudado um número crescente de falantes da Língua Portuguesa a entender melhor as alterações previstas.
 
TANTA ROUPA E NADA PARA VESTIR


GÉNERO - Vida Prática
Escrito por Carla Carvalho   
Sexta, 12 Novembro 2010 09:59
Eis um livro cujo título diz quase tudo. “Tanta Roupa e Nada Para Vestir” é como se sentem muitas vezes as mulheres portuguesas. Esta manual propõe-se acabar com isso rapidamente. Maria Guedes, que se especializou em marketing, comunicação e imagem, deixa-nos aqui uma série de sugestões práticas para ultrapassar as dificuldades em conjugar roupas, cores e padrões.
A autora começa logo por nos apresentar um capítulo que se debruça sobre a imagem que temos e a que pretendemos evidenciar. Depois, fala em personalidade, profissão, ocasiões, guarda-roupas, entre muitos outros assuntos. A obra apresenta-se ao leitor muito bem ilustrada.
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Maria Guedes
Tanta Roupa e Nada Para Vestir
Ideias de Ler
 
NASCI PARA NASCER


GÉNERO - Poesia
Escrito por Mário Gonçalves   
Quinta, 11 Novembro 2010 10:03
O prémio Nobel da Literatura, o poeta Pablo Neruda é, para mim, um dos melhores poetas de todos os tempos. O chileno que chegou a ser convidado pelo Presidente Salvador Allende para ler poesia para 70 mil pessoas num estádio de futebol, chega-nos agora às mãos pelas Publicações Europa-América.
Através da colecção “Grandes Clássicos do Século XX”, Neruda deixa-nos “Nasci para Nascer”. Trata-se de uma obra muito completa. Aqui há poesia, crónicas de viagem, narrativas, palestra e cartas.
São cadernos que nos ajudam a conhecer um pouco melhor o autor, um poeta em sociedade.
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Pablo Neruda
Nasci Para Nascer
Publicações Europa-América
 
"LEITE DERRAMADO" VENCE PRÉMIO JABUTI E PRÉMIO PT DE LITERATURA


NOTÍCIAS - Recentes
Quarta, 10 Novembro 2010 20:48
Leite Derramado, o quarto romance de Chico Buarque, foi anunciado ontem como o vencedor da 8ª Edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura. Esta é a segunda distinção que o livro recebe em poucos dias, depois de, no início desta semana, ter sido galardoado com o Prémio Jabuti, o mais importante Prémio Literário no Brasil.
Chico Buarque de Holanda nasceu no Rio de Janeiro em 1944. É cantor, compositor e escritor, tendo publicado as peças “Roda Viva” (1968), “Calabar” (1973), “Gota d'Água” (1975) e “Ópera do Malandro” (1979). Escreveu a novela “Fazendo Modelo” (1974) e os romances “Estorvo” (1991 - Prémio Jabuti 1992), “Benjamim” (1995), “Budapeste” (2003 - Prémio Jabuti 2004) e “Leite Derramado” (2009 - Prémio Jabuti 2010 e Prémio PT 2010), o seu mais recente romance.
Leite Derramado, editado em Portugal pelas Publicações Dom Quixote, mereceu a atenção da Livros & Leituras em Setembro de 2009:
 
A REPÚBLICA E OS JUDEUS


GÉNERO - História
Escrito por Mário Gonçalves   
Quarta, 10 Novembro 2010 20:41
Os 100 anos da Implantação da República foram assinalados, recentemente em Portugal, com pompa e circunstância. Por isso mesmo, a efeméride continua muito actual nas nossas memórias.
Jorge Martins deixa-nos um estudo que nos remete para “A República e os Judeus”. Aquele que é hoje considerado o maior historiador português vivo sobre o judaísmo começa por fazer uma abordagem, nesta obra da editora Vega, sobre o longo processo de emancipação dos judeus portugueses; para logo depois falar da legislação republicana e os judeus; o projecto do lar judaico em Angola; a representação do judeu nos primórdios da República e o anti-semitismo contra a República e os judeus.
O prefácio foi cuidadosamente elaborado por Miguel Real. Aconselha-se vivamente esta obra!
__________
Jorge Martins
A República e os Judeus
Vega

COMO ENCONTRAR UM HOMEM DEPOIS DOS QUARENTA



GÉNERO - Desenvolvimento Pessoal e Auto-Ajuda
Escrito por Sílvia Fernandes   
Terça, 09 Novembro 2010 10:03
Serei velha de mais para um blusão de cabedal? Estarei a ter a quantidade certa de sexo? Por que é que odeio a minha melhor amiga? Estarei a transformar-me na minha mãe? Estas são algumas das questões que alguma mulheres depois dos trinta ou quarenta anos colocam a si próprias e às quais este livro tenta dar uma resposta. Não por ainda estar solteira, ou por aparentar mais anos do que tem, mas simplesmente porque a vida fica realmente mais estranha quando se atinge um certo patamar de idade, este livro de Shane Watson pode iluminar o seu caminho.
A autora, colunista do Sunday Times, é ela própria a excepção à regra, pois nunca se contentou com alguém assim-assim como companheiro, não desesperou e veio a casar depois dos quarenta. Ter-se-á sentido, certamente, e por várias vezes, confrontada com vários dos dilemas de meia-idade aqui enunciados. Daí ter escrito, de forma muito divertida e com bastante humor “Como Encontrar Um Homem Depois Dos Quarenta (Ou Trinta) E Outros Dilemas de Meia Idade Resolvidos”. Atenção, pois vários dos capítulos deste livro, publicado pela Arteplural Edições, podem aplicar-se a mulheres de qualquer idade, como aqueles que abordam a relação com os amigos, enteados e educação.
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Shane Watson
Como Encontrar Um Homem Depois Dos Quarenta
Arteplural Edições
 
COZINHA DAS VINDIMAS


GÉNERO - Culinária
Escrito por Paulo Martins   
Segunda, 08 Novembro 2010 13:33
Agora que as vindimas foram feitas, eis que nos surge um livro interessante. Aqui, encontramos um conjunto de receitas deliciosas com vinho, parras, uvas e passas. Há para todos os gostos.
Este é mais do que um livro de culinária. É a celebração de uma época cheia de significado.
Pescada regada com vinho branco, sopa à italiana, biscoitos borrachões, figos com presunto e vinho do Porto, guisado de polvo, salada de frutos de Verão com vinho,  bolinhos imperiais, bife com alho e molho de tomate ou lagosta à americana são algumas das boas sugestões. Experimente e bom apetite!
__________
Ana da Costa Cabral
Cozinha das Vindimas
Publicações Europa-América
 
OS MISTÉRIOS DO NÚMERO SETE


ORIGINAIS - CONTO
Escrito por Fernando Cardoso   
Domingo, 07 Novembro 2010 13:22
Já no séc. VI a.c. o grande filósofo grego Pitágoras, para quem todas as coisas eram números, considerava o 7 um número sagrado e perfeito. Tudo isto porque Deus abençoou e santificou o 7.° dia (Génesis, 2:3) tal como o povo (Êxodo, 16:30)?
Há que convir que no Cristianismo a simbolística do número 7 é flagrante: 7 pecados mortais; 7 sacramentos; 7 dons do Espírito Santo; 7 as dores e as alegrias de Nossa Senhora e de S. José; 7 as palavras que Cristo pronunciou na cruz antes de morrer: «Pater, dimitte illis, nesciunt enirn que faciunt». Também Deus, depois de criar o Mundo, descansou ao 7.° dia. A Arca de Noé parou no monte Ararat ao 7.° mês. E o Senhor disse a Noé para transportar na Arca 7 machos e 7 fêmeas de todos os animais limpos ~.apenas dois dos imundos. E o Faraó do Egipto sonhou com 7 vacas gordas e 7 vacas magras que José interpretou como sendo Deus a anunciar que a 7 anos de abundância se seguiriam 7 anos de fome. Nos sistemas religiosos orientais, o número 7 aparece também com frequência. No Budismo, por exemplo, a moradia da beatitude é rodeada de 7 cintos de barreiras, de 7 espessuras de cortinas, de 7 renques de árvores e de 7 lagos onde jorra água com 7 virtudes. No Maometismo, o Céu, tal como o Inferno, tem 7 andares.
Também na Astrologia o 7 esteve presente na classificação platomeica: 7 planetas e 7 metais. 7 são as cores do Arco-Iris e 7 o número de estrelas das constelações Ursa Maior, Ursa Menor e Órion. E a constelação das Pléiadas por ser formada por 7 estrelas é vulgarmente conhecida por Sete-Estrelo.
Na Mitologia, encontra-se referência aos 7 tubos da flauta de Pã, bem como às 7 cordas da lira de ApoIo. E da Música, fazem parte integrante 7 notas musicais.
O 7 surge ainda em rifões bem expressivos: «quem rouba a ladrão tem 7 anos de perdão». Existem, outrossim, interessantes expressões com o n.07: «homem de 7 ofícios»; «pessoa de 7 fôlegos»; «tocar 7 instrumentos»; «fechar a 7 chaves»; «estar com 7 olhos»; «estar nas suas 7 quintas»; «pessoa que não tem 7 alqueiros bem medidos»; «correr as 7 partidas»; «7 palmos de terra»; «ter 7 manhas» e «pintar o 7». Há também palavras, sobretudo compostas, onde o 7 tem particular significado: «sete-sangrias»; «sete-espigas»; «sete-capotes»; «setecasacos»; «sete virtudes».
7 são ainda os dias da semana, 7 as maravilhas do mundo, 7 as colinas de Roma e por extensão, mas impropriamente, as de Lisboa. O 7 está ainda presente na «Fonte das 7 bicas»; «As 7 saias»; «Os 7 namorados» e até nos «Sete Rios».
São também inúmeros os rimances que invocam o número 7. Apenas a título de exemplo: «7 anos andei na guerra»; «Vejo 7 espadas nuas»; «7 fadas me fadaram»; «7 anos há que espero».
O número 7 está ligado a várias superstições, à mitologia, à astrologia, à religião, à música (com 7 notas apenas compõem-se todas as músicas) e até à poesia. Curiosamente, são os versos de 7 sílabas os que brotam mais naturalmente do âmago dos poetas, mormente dos poetas populares, como a confirmar o mistério que envolve o número SETE.
Não resisto à tentação de transmitir uma quadra de autor anónimo que corrobora o mistério do número 7:
Nossa Senhora das Dores
tem sete espadas no'peito,
SAUDADE tem sete letras
que ferem do mesmo jeito.
 
VIAGEM EXTRAORDINÁRIA NO CONTINENTE DAS EPOPEIAS


GÉNERO - Fantástico
Escrito por Isabel Ferreira   
Sábado, 06 Novembro 2010 08:15
Através da colecção Europa-América Juvenil, Artur Ténor deixa-nos dois interessantes volumes de aventura e magia. Para os leitores mais jovens mas também para os mais velhos que gostem de navegar pelas interessantes histórias de Tibert, esta parece-nos uma obra interessante.
Thédric Tibert, o intrépido explorador dos mundos imaginários, aventura-se pelo Continente das Epopeias na companhia de Lizlide, a elfo da Floresta de Esmeralda.
Juntos terão de superar as provas que um terrível Traga-almas lhes impõe, para conseguirem fugir daquele mundo tenebroso e evitar um destino horrendo às mãos daquele vilão impiedoso.
Cada dia é uma nova aventura e o nosso herói vai precisar de toda a sua inteligência e do amor de Lizlide para sair vitorioso desta epopeia…
Será que vai conseguir ultrapassar todos os obstáculos? Conseguirá salvar Lizlide e escapar das garras do Traga-almas? Voltará algum dia a ver o seu lar?
__________
Artur Ténor
Viagem Extraordinária no Continente das Epopeias – Vol I e II
Publicações Europa-América
 
PREVENÇÃO E CURA COM PEDRAS



Escrito por Sílvia Fernandes   
Sexta, 05 Novembro 2010 11:09
Karl Stark e Werrner Meier elaboraram uma mini-enciclopédia de cerca de uma centena de pedras e cristais, com sugestões de como eles podem ajudar na prevenção e cura de problemas de saúde física e psicológica. “Prevenção e Cura Com Pedras” tem início com explicações fundamentais sobre a energia das pedras, as chacras, os efeitos provocados pelas cores das pedras (cromoterapia), o significado das diversas formas ou como limpar e activar as pedras.
Sabia que o âmbar fortalece o corpo e a mente, sendo uma grande ajuda contra o reumatismo? Para além dos efeitos terapêuticos para o corpo, ao nível da psique, o âmbar desperta a alegria de viver, fortalece a capacidade de decisão, ajuda em casos de depressão, potenciando a autoconfiança e o êxito nos negócios. Por sua vez, o rubi é conhecido como a pedra do amor e da felicidade conjugal, bem como da protecção intuitiva contra os inimigos. Esta pedra, originária do Sri Lanka, Índia, Myanmar e Brasil, proporciona ainda maior consciência para analisar amizades e casos de invejas e intrigas. E estes são apenas um par de exemplos entre uma centena de pedras!
No final desta obra publicada pela Dinalivro, encontamos uma síntese das propriedades das várias pedras e um índice de sintomas com a pedra recomendada, ambos bastante úteis. Recomendamos vivamente.
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Karl Stark e Werner Meier
Prevenção e Cura Com Pedras
Dinalivro
 
EU SOU SUPER!



Escrito por Carla Carvalho   
Quinta, 04 Novembro 2010 10:03
Através da colecção A Arte de Viver das Publicações Europa-América, Anita Naik deixa-nos um livro muito interessante. “Eu Sou Super!” é um manual de dicas e conselhos para jovens adolescentes.
Há explicação para quase tudo e até alguns questionários para preencher. O objectivo da autora é poder elucidar da melhor forma possível as jovens raparigas que se deparam com a sua transformação física e mental, de um dia para o outro.
A pressão constante de quem nos rodeia, o estar bem consigo próprio, o stress, a auto-estima, as alterações hormonais ou as emoções são alguns dos assuntos tratados.
A escritora e jornalista é, essencialmente nesta obra, uma conselheira para a jovem mulher. Fala dos seis, dos pelos, do período, da acne, das borbulhas, das dietas, da imagem, dos amigos, da família, do lidar com rapazes. Depois, deixa-nos uns exercícios muito interessantes.
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Anita Naik
Eu Sou Super!
Publicações Europa-América
 
5 NOVEMBRO: LANÇAMENTO DE "O PIOLHO ZAROLHO"

Quarta, 03 Novembro 2010 08:39
A apresentação de “O Piolho Zarolho e o Arco-Íris da Amizade”, de Lurdes Breda, terá lugar no próximo dia 5 de Novembro, pelas 15 horas, no auditório 2, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.
“O Piolho Zarolho e o Arco-Íris da Amizade” é um livro ilustrado infantil bilingue Português / Escrita com Símbolos, com recurso ao sistema de Comunicação Aumentativa e Alternativa , que vai permitir outras formas de comunicar, sobretudo, para quem tem dificuldades de comunicação verbal ou escrita.
Este método facilita a aquisição de competências básicas em literacia da leitura e escrita, uma vez que os símbolos podem ser motivos de inclusão ao serem utilizados, por exemplo, em processos de reabilitação ou em contextos educativos, nomeadamente em crianças portadoras de deficiências e, por isso, com necessidades especiais ou ainda em crianças com dificuldades de aprendizagem.
A apresentação, neste livro, de um leque variado de personagens, quase todos em situações engraçadas e inesperadas, para além de imprimir vivacidade, dinâmica e unidade narrativas, visa clarificar, de maneira humorística, a não existência de condições ideais ou perfeitas no quotidiano. Não obstante o tamanho, a natureza ou a origem, tenta mostrar-se como a aceitação e a tolerância poderão unir as pessoas, e que só juntos e em harmonia terão força para fazer do mundo um lugar melhor para todos.
No final da história, o Piolho Zarolho ficou “sem o cisco no olho” porque, por mais diferentes que estes fossem, viu o quão maravilhoso era, estar rodeado de amigos!
Esta é uma obra de afectos e de sorrisos, que pretende despertar ainda mais afectos e ainda mais sorrisos…
Através da Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) proporcionar-se-á a pessoas incapazes de prover às suas próprias necessidades diárias de comunicação, através de meios naturais como a fala, o gesto ou a escrita, sistemas alternativos ou aumentativos de expressão.
Os sistemas de Comunicação Aumentativa e Alternativa devem preencher não só certas necessidades básicas de comunicação do indivíduo, mas, igualmente, permitirem a sua inclusão na sociedade, como membro de pleno direito, e a livre expressão das suas ideias; facilitar a descoberta da criança e a sua compreensão do mundo, tendo em consideração a diversidade étnica, religiosa, regional e cultural; fomentar atitudes inclusivas e de cidadania; explorar a vertente fonética do texto: a métrica, o som, o ritmo e o conteúdo das palavras; utilizar a Escrita com Símbolos para proporcionar à criança um meio para expressar as suas necessidades e pedidos, mas, igualmente, para permitir a transferência interactiva de informação e contribuir para uma maior aproximação, em termos sociais, das outras crianças e, ou, adultos, permitindo o desenvolvimento de relações interpessoais; desenvolver actividades de aprendizagem, utilizando os símbolos, as imagens, os sons e a voz; comunicar, utilizando os símbolos como linguagem alternativa e inclusiva; favorecer a tolerância, a amizade e a socialização; promover o interesse por situações ou por personagens da história, criando um espaço afectivo, interactivo e de partilha.

 

O Vice-Rei de Ajudá


D. Francisco veio de S. Salvador da Baía em 1812 e, durante mais de trinta anos, foi o melhor amigo do rei do Daomé, mantendo-o abastecido de rum, tabaco, coisas finas e espingardas Long Dane, que não eram feitas na Dinamarca mas em Birmingham. Como recompensa por estes favores, gozava do título de Vice-Rei de Ajudá, do monopólio da venda de escravos, duma adega de Chateau Margaux e dum inexaurível serralho de mulheres. Quando morreu, em 1857, deixou sessenta e três filhos mulatos e um número desconhecido de filhas cuja progenitura, cada vez mais escura, hoje incontável como gafanhotos, se estende de Luanda ao Quartier Latin.
É sobre esta fabulosa personagem e o seu cruel universo — Ajudá, onde os portugueses ergueram a Fortaleza de S. João Baptista, foi um importante porto do tráfico de escravos — que Bruce Chatwin constrói este seu romance. Entre a ficção e a realidade, O Vice-Rei de Ajudá leva-nos a um estranho país em que os soldados são ferozes amazonas, o poder é absoluto e imprevisível e a feitiçaria e a morte são a realidade quotidiana. O Vice-Rei de Ajudá foi adaptado ao cinema por Werner Herzog no filme Cobra Verde.

Edição: Quetzal 2010 (1.ª edição 1980)
Título: O Vice-Rei de Ajudá
Tradução: Carlos Leite
Formato: 15x23cm (capa mole)
n.º pág.:141
isbn: 9789725649053
pvp: 12.95€

 

Sunset Park


Durante os meses sombrios do colapso económico de 2008, quatro jovens ocupam ilegalmente uma casa abandonada em Sunset Park, um bairro perigoso de Brooklyn. Bing, o cabecilha, toca bateria e dirige o Hospital das Coisas Escangalhadas, onde conserta relíquias de um passado mais próspero. Ellen, uma artista melancólica, é assaltada por visões eróticas. Alice está a fazer uma tese sobre a forma como a cultura popular encarava o sexo no pós-guerra. Miles vive consumido por uma culpa que o leva a cortar todos os laços familiares. Em comum têm a busca por coerência, beleza e contacto humano.
São quatro vidas que Paul Auster entrelaça em tantas outras para criar uma complexa teia de relações humanas, num romance sobre a América contemporânea e os seus fantasmas.

edição: Asa
título: Sunset Park
autor: Paul Auster
tradução: José Vieira de Lima
formato: 14x21cm (capa mole)
n.º Pág.: 230
isbn:9789892310206
pvp: 16.00€

 

Memórias do Futuro


Com 78 anos de idade, o narrador e personagem principal deste novo livro de Daniel Sampaio é um dia confrontado com uma situação comum a muitos homens da sua idade - o casamento de um neto. Convidado para a festa, feliz por não ter sido esquecido, parte para uma longa viagem mental nas profundidades da sua memória. Começa por esse neto, Afonso, que o fez sentir velho pela primeira vez, aos 60 anos; aqui recupera a memória de Luísa, a colega na escola onde ambos ensinavam e partilhavam projectos e sonhos profissionais; recua até aos 40 anos, à figura de Mariana, sua mulher e companheira de sempre, mas que por esta altura da vida o confronta com a fragilidade das relações humanas, a começar pelo amor; e enfim, chega aos 20 anos, à adolescência e à juventude, onde tudo começa, para o bem e para o mal

edição: Caminho
título: Memórias do Futuro
autor: Daniel Sampaio
formato: 13,5x21cm (capa mole)
n.º pág.: 174
isbn: 978972121385
pvp: 15.00€



Divórcio em Buda


O último expediente chegado à mesa de trabalho de Kristóf Kömives, juiz na Budapeste de entre guerras, é o divórcio dos Greiner. Mais um caso, não fosse o nome de solteira da mulher, Anna Fazekas, fazer o magistrado perder a sua imutável serenidade.
Imre Greiner e Kristóf haviam sido colegas de escola, mas é a lembrança de Anna que é mais intensa para o juiz: a evocação de instantes fugazes passados com ela são o suficiente para perturbar, depois de tantos anos, o aparente sossego da sua respeitável vida burguesa. E quando Greiner se apresenta em sua casa com a notícia do suicídio da mulher, Kristóf não consegue resistir ao turbilhão de pensamentos que inunda o seu espírito. No decurso de uma noite, Kristóf assumirá o duplo papel de acusado e testemunha da confissão de Greiner, que, à medida que conta a história do seu casamento com Anna, porá em evidência o abismo que separa os dois homens.


Assim, tendo como pano de fundo o estalar iminente da guerra mais devastadora que a Humanidade conheceu, a morte da mulher que ambos amaram dá-lhes a oportunidade de reflectir sobre vivências e sentimentos que nunca foram capazes de partilhar com ninguém, e redimir em parte, talvez, os erros que os levaram à situação actual.

edição: D.Quixote
título: Divórcio em Buda
autor: Sándar Márai
tradução: Ernesto Rodrigues
formato: 15,5x23,5cm (capa mole)
n.º pág.: 184
isbn: 978972204133
pvp: 14.00€

 

Sempre Vivemos no Castelo


«Chamo-me Mary Katherine Blackwood. Tenho dezoito anos e vivo com a minha irmã Constance. É frequente pensar que se tivesse tido um pouco de sorte poderia ter nascido lobisomem, porque o anular e o dedo médio das minhas mãos têm o mesmo comprimento, mas tive de me contentar com aquilo que tenho. Não gosto de me lavar, nem de cães ou barulho. Gosto da minha irmã Constance, de Ricardo Coração de Leão e do Amanita phalloides, o cogumelo da morte. Todas as outras pessoas da minha família estão mortas.» Assim inicia Shirley Jackson o seu último romance, de 1962, considerado pela crítica uma das obras-primas da literatura norte-americana. Neste, atinge o auge a sua perícia narrativa de tornar real ao leitor um mundo inverosímil, conseguindo ao mesmo tempo convencê-lo de que a loucura e o mal habitam os cenários mais comuns.

edição: Cavalo de Ferro
título: Sempre Vivemos no Castelo
autor: Shirley Jackson
tradução: Maria João Freire de Andrade
formato: 14,5x22,5cm
n.º pág.:207
isbn: 9789896231194
pvp: 16.00€

O segredo dos seus olhos


Benjamín Chaparro, vice-secretário num tribunal de instrução, vê chegar ao seu departamento o caso de homicídio de uma bela mulher que ao partir deixou um coração dilacerado pela perda. Identificado com a dor do marido da vítima, Benjamín vai além do que lhe é permitido para descobrir e punir o culpado. Esta luta obstinada pela verdade e pela justiça terá consequências que ele não poderia ter adivinhado. Passados trinta anos, Benjamín ainda não esqueceu o caso. Já reformado, decide escrever um romance, como forma de fazer um balanço da vida e exorcizar os fantasmas do passado.

edição: Alfaguara
título: O Segredo dos seus olhos
autor: Eduardo Sacheri
tradução: Vasco Gato
formato: 15x24cm
n.º pág.:309
isbn: 9789896720407
pvp: 18.50€


Salazar - Biografia Política




A primeira biografia académica escrita sobre Salazar. O autor, Filipe Ribeiro de Meneses, é um investigador português a leccionar actualmente na University of Ireland, na Irlanda: «... as consequências das decisões de Salazar eram sentidas por povos na Europa, África e Ásia. Salazar reconfigurou a política portuguesa, embora não tivesse partidários pessoais nem estivesse disposto a cortejar a opinião pública para os conquistar. Guiou o seu país através do campo minado da diplomacia e política da Guerra Civil de Espanha e da II Guerra Mundial, emergindo incólume da última, não obstante as suas idiossincráticas alianças políticas e a sua neutralidade em tempo de guerra. Sob Salazar, Portugal foi membro fundador da NATO e da EFTA e diligenciou no sentido de se associar à CEE. Simultaneamente, recusou-se a aceitar a inevitabilidade da descolonização, mantendo as suas colónias africanas e asiáticas e desenvolvendo uma aliança flexível com a Rodésia e a África do Sul para proteger as suas mais preciosas possessões, Angola e Moçambique. Quando Salazar saiu de cena, Portugal era alvo de críticas infindáveis nas Nações Unidas e perdera para a União Indiana o grandiosamente intitulado Estado Português da Índia, mantendo todavia a sua atitude de desafio perante o resto do mundo.»

edição: Dom Quixote
autor: Filipe Ribeiro De Meneses
formato: Encadernado 16x24cm
n.º pág.: 803
isbn: 9789722040051
pvp: 37.00€

 

Khadji-Murat


A Cavalo de Ferro lançou em Junho – esta edição já não é propriamente uma novidade, mas Tolstoi juntamente com Dostoiévski, Gogol, Gorki, Pushkin, Tchékhov, vale sempre a pena divulgar –, na Colecção Gente Independente, Khadji-Murat, obra póstuma de Lev Tolstoi, autor de títulos como Guerra e Paz, Anna Karenina ou A Morte de Ivan Ilitch.
Publicada postumamente em 1912, «Khadji-Murat» é a última obra de grande fôlego de Tolstoi. Uma história de luta e vingança. A história trágica e sublime do chefe guerreiro que decide abandonar os seus companheiros, que combatem obstinadamente contra a tirania do Czar e, para reivindicar a sua própria liberdade, se alia ao inimigo russo. Uma escolha sem retorno, que o fará ser refutado tanto por amigos como por inimigos. No seu estilo inconfundível, Tolstoi descreve os lugares e as paisagens do Cáucaso, um mundo inocente e violento, que conhecera na sua juventude – Tolstoi combateu na guerra que opôs populações locais ao Império Russo aquando da anexação da Tchetchénia e do Daguestão – realçando o simbolismo dos destinos individuais. Uma obra elogiada por gerações de leitores, que não perdeu a sua actualidade, fazendo ainda luz sobre a cruel história contemporânea.


edição: Cavalo de Ferro
autor: Lev Tosltoi
tradução: Olga Solovova
formato: 13x18,5cm
n.º pág.: 181
Isbn:9789896231262
Pvp: 10.00€


White Jazz


Los Angeles 1958. O FBI decide proceder a uma investigação para acabar com as lotarias clandestinas do pugilismo, ligadas ao crime organizado e às máfias que proliferam em toda a região do Sul da Califórnia. No entanto, esta iniciativa é encarada como manobra política e forma de lançar suspeitas sobre o Los Angeles Police Department. O tenente Dave Klein, um polícia com um passado pouco recomendável, é destacado para investigar um assalto, mas envolve-se numa trama de interesses contraditórios e torna-se um possível alvo a abater no fogo cruzado entre os rivais, Dudley smith, o polícia mais corrupto de Los Angeles, e Ed Exley, o chefe dos inspectores do Los Angeles Police Department . Klein terá de recorrer a todas as armas de que dispõe para se defender, num jogo que pouco tem de limpo. O seu percurso levá-lo-á aos clubes de jazz do sul da cidade, onde se cruza com os ícones do be-bop, os amantes do White jazz, e tantas outras personagens do submundo do crime, habituais nos romances de Ellroy.

edição: Presença
autor: James Ellroy
tradução: Marta Mendonça
formato: 14,5x23cm
n.º pág.: 441
isbn: 9789722343930
pvp: 21.90€

 

Capas (Santuário)

Publicado pela primeira vez em 1931, “Santuário”. É assim que é feita, na contracapa, a introdução a este livro. Agora, olhem (em cima) para a capa do livro e comparem-na com a da primeira edição (em baixo) - tem tudo a ver, não tem? William Faulkner é considerado, a par de James Joyce, Virginia Woolf, Marcel Proust e Thomas Mann, entre outros, um dos maiores escritores do século XX.
Passada no condado (fictício) de Yoknapawpha, no Mississípi, a história envolve traficantes de bebidas, gangsters, um homem que se quer separar da mulher por razão nenhuma, uma estudante de cabeça vazia, uma prostituta, violação, assassinato. Faulkner conta-nos a trajectória da jovem Temple Drake rumo à sua decadência, a luta infrutífera de Horace Benbow por justiça e a fantástica presença de Popeye, personagem de extrema força, cujas simplórias aparições em cena conferem um tom singular à narrativa.
Olhem novamente para a capa do livro e reparem na menina de cabeça cortada vestida tão à anos trinta. Manifestamente um tiro ao lado em relação ao público-alvo, não vos parece? Uma capa mais apropriada para outro tipo de literatura, mas não, com certeza, para a escrita de William Faulkner. O livro foi adaptado para o cinema em 1933 com o título The Story of Temple Drake. Coloco aqui um pequeno clip do filme, para que melhor tenham noção do ambiente que vos espera, se, evidentemente, não se assustarem com a capa e escolherem ler este magnífico livro.

edição: Bertrand Editora
título: Santuário
autor: William Faulkner
tradução: Ana Maria Chaves
Capa: (Não vem indicado)
formato: 15x23cm
n.º pág. 295
isbn: 9789722521277
pvp: 16.90€

 

O ogre


Destruir o pai. Parece impossível para Jean Calmet, professor de Latim em Lausanne, na Suíça. Depois de assistir à cremação do pai, os fantasmas e as humilhações do passado voltam para o tiranizar. Neste livro, que ganhou o Prémio Goncourt, Jacques Chessex desenrola o fio de uma vida devorada por um ogre estrondoso que roubou o prazer da vida aos filhos e lhes fez pagar a sua cobardia. Um pai nunca morre…
Jacques Chessex (1934-2009) é um romancista, ensaísta e poeta suíço considerado como um dos escritores contemporâneos mais importantes da língua francesa. Recebeu em 1973 o Prémio Goncourt pelo romance O ogre e, em 2004, o Prémio Goncourt de Poesia. Tem uma obra vasta e obteve também, em 2003, o grande Prémio da língua francesa pelo conjunto da sua obra.

edição: Sextante
título: O ogre
autor: Jacques Chessex
tradução: José Carlos Gonzalez
formato: 15x23,5cm
n.º pág.: 159
isbn: 9789896760243
pvp: 14.60€

 

O Bom Inverno


Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.

edição: Dom Quixote
título: O Bom Inverno
autor: João Tordo
formato: 15,5x23,5cm (capa mole)
n.º pág.: 289
isbn: 9789722041379
pvp: 14.95€

 

 

História Política do Diabo


Originalmente publicado em 1726, e agora pela primeira vez traduzido em Portugal, este é um texto que combina a visão bíblica e o senso comum, oferecendo uma panorâmica abrangente do papel do Diabo na sociedade ao longo dos tempos. O feroz crítico de Milton e do seu Paraíso Perdido apresenta o Diabo como um Robinson Crusoe na sua ilha deserta, condenado ao destino de se ver rodeado de hipocrisia e cupidez por todos os lados humanos. Satã - como anjo caído ou cavalheiro de levantada condição - revela-se-nos nas duas partes bastante diferentes que compõem o livro e que fascinam pela sua irreverência mordaz, cuidado histórico e actualidade.

edição: Guerra e Paz
título: História Política do Diabo
autor: Daniel Defoe
tradução: Maria João Medeiros
formato: 15x23cm (capa mole)
n.º pág.: 414
isbn: 9789898174901
pvp: 20.00€

 

Desespero


Um monstro de auto-estima, que se delicia com os muitos e fascinantes aspectos da sua personalidade, Hermann Hermann talvez não seja pessoa para se levar muito a sério. Mas, um encontro casual com um homem que ele acredita ser o seu duplo, revela uma assustadora ruptura na sua natureza. Com um inconfundível estilo, já então, Nabokov conduz-nos por um mundo perturbante, cheio de um humor surpreendente e sem peias, dominado pela figura egoísta e sobranceira de um assassino que se vê a si próprio como um artista.
Desespero é um dos primeiros romances de Nabokov. Escrito originalmente em russo, em Berlim, em 1932, foi publicado pela primeira vez em Paris por um revista de emigrados, em 1934. Em 1937, Nabokov traduziu-o ele próprio para inglês e publicou-o em Londres. Finalmente em 1965, fez uma profunda revisão do romance, como explica no seu prefácio. É a tradução dessa última versão que a Teorema agora publica.

edição: Teorema
título: Desespero
autor: Vladimir Nabokov
tradução: Telma Costa
formato: 15,5x23,5cm (capa mole)
n.º pág.: 232
isbn: 9789726959250
pvp: 16.90 €

O Lóbi de Israel




Enquanto superpotência económica e militar, os EUA exercem enorme influência um pouco por todo o mundo. No Médio Oriente, o papel dos americanos é diariamente tema nos noticiários. O debate sobre as verdadeiras razões da intervenção militar e diplomática norte-americana naquela região nunca cessa. Em O Lóbi de Israel, somos confrontados com um incrível manancial de testemunhos, documentos e factos, nos quais se apoia a teoria de que a intervenção dos EUA no Médio Oriente é comandada pelo lóbi pró-israelita americano. Em lugar de protegerem os interesses do seu próprio país, os governantes americanos — cujas campanhas presidenciais e demais apoios políticos dependem da ajuda de uma vasta rede lobista favorável a Israel — consideram que proteger o estado de Israel deve obter prioridade máxima. O que explica, entre muitos outros fenómenos, que se tenha avançado com a invasão do Iraque de Saddam (em busca de armas de destruição maciça) e que, tragicamente, não se dêem passos significativos para a criação de um estado palestiniano viável. A política externa norte-americana para o Médio Oriente encontra neste livro explicações muito claras e que, seguramente, darão origem à mais acesa polémica.

edição: tinta-da-china
título: O Lóbi de Israel e a Política Externa dos EUA
autor: John J. Mearsheimer e Stephen M. Walt
tradução: Rita Graña
formato: 15,5x23,5cm (capa mole)
n.º pág.:603
isbn: 9789896710118
pvp: 29.90€

Livro


Este livro elege como cenário a extraordinária saga da emigração portuguesa para França, contada através de uma galeria de personagens inesquecíveis e da escrita luminosa de José Luís Peixoto. Entre uma vila do interior de Portugal e Paris, entre a cultura popular e as mais altas referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições e de um futuro com dupla nacionalidade. Avassalador e marcante, Livro expõe a poderosa magnitude do sonho e a crueza, irónica, terna ou grotesca, da realidade. Através de histórias de vida, encontros e despedidas, os leitores de Livro são conduzidos a um final desconcertante onde se ultrapassam fronteiras da literatura. Livro confirma José Luís Peixoto como um dos principais romancistas portugueses contemporâneos e, também, como um autor de crescente importância no panorama literário internacional.

edição: Quetzal
título: Livro
autor: José Luís Peixoto
formato: 15x23cm (capa mole)
n.º pág.: 263
isbn: 9789725648995
pvp: 17.95€


As Aventuras de Augie March


É voz corrente que "As Aventuras de Augie March" equivalem, no século XX, às de Huckleberry Finn. Martin Amis, por exemplo, diz que "As Aventuras de Augie March" é o grande romance da Literatura americana, e que não vale a pena procurar por melhor. Nesta narrativa picaresca das glórias e vicissitudes da fortuna, o herói, um homem de qualidades indefiníveis, cuja motivação principal é a busca do amor, conta a sua história. Esta envolve uma inigualável gama de esquemas e episódios mirabolantes - que vão do trato com pugilistas ao contrabando de emigrantes; do roubo de livros à organização de sindicatos; da segurança de Trotstky, no México, ao treino de águias temperamentais na caça de lagartos gigantes, ou ao resgate da humanidade pela abolição do aborrecimento. Escusado será dizer que estes projectos são acompanhados (ou interrompidos) por relações com mulheres fortes, sempre excelentes amantes, e às vezes ricas.

edição: Quetzal
título: As Aventuras de Augie March
autor: Saul Bellow
tradução: Salvato Telles de Menezes
formato: 15x23cm (capa mole)
n.º pág.: 709
isbn: 9789725648988
pvp: 28.00€

 

Milagrário Pessoal


Iara, jovem linguista portuguesa, faz uma incrível descoberta: alguém, ou alguma coisa, está a subverter a nossa língua, a nível global, de forma insidiosa, porém avassaladora e irremediável. Maravilhada, perplexa e assustada, a jovem procura a ajuda de um professor, um velho anarquista angolano, com um passado sombrio, e os dois partem em busca de uma colecção de misteriosas palavras, que, a acreditar num documento do século XVII, teriam sido roubadas à “língua dos pássaros”. Milagrário Pessoal é um romance de amor e, ao mesmo tempo, uma viagem através da história da língua portuguesa, das suas origens à actualidade, percorrendo os diferentes territórios aos quais a mesma se vem afeiçoando.

edição: Dom Quixote
titulo: Milagrário Pessoal
autor: Agualusa
formato: 15,5x23,5cm (capa mole)
n.º pág.:190
isbn: 9789722041706
pvp: 15.00€

 

Marina


«Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos.» «À medida que avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e, quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa dentro de mim, qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta dia a dia, ficou ali para sempre.» Carlos Ruiz Zafón «Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.» «Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro.» «Não sabia então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. «Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.»
edição: Planeta
título: Marina
autor: Carlos Ruiz Zafón
tradução: Maria do Carmo Abreu
formato: 15,5x23,5cm (capa mole)
isbn: 9789896571191
pvp: 18.85€

A Viagem dos Inocentes


«Quando penso como fui enganado pelos livros de viagens sobre o Oriente, só me apetece comer um turista ao pequeno-almoço.»
Mark Twain

«A Viagem dos Inocentes contém já tudo aquilo que viria a ser central na personalidade literária de Mark Twain, fazendo dele um autor decisivo: da linguagem exacta e sem ornamentos a um impiedoso sentido de humor.
O humor é, na verdade, o elemento primordial deste relato. Mark Twain não poupa nada, nem os próprios companheiros de viagem. O sarcasmo do escritor não se limita, contudo, a um relato de peripécias mais ou menos burlescas num navio carregado de “inocentes” americanos em excursão pelo Velho Mundo.
O olhar de Mark Twain nunca é indulgente. Não o é para os passageiros e é-o ainda menos para alguns dos lugares visitados. Em certas passagens, pode chegar a extremos de contundência para os quais, no nosso tempo, se inventou a expressão “politicamente incorrecto”.»

Carlos Vaz Marques

edição: tinta-da-china
título: A Viagem dos Inocentes
autor: Mark Twain
formato:14x19,5cm (capa dura)
n.º pág.: 688
isbn: 978-989-671-050-7
pvp: 21.90€

O Jogo Favorito


Leonard Cohen, o consagrado músico, conta neste romance a história do jovem Lawrence Breavman. Filho único de uma família abastada, Lawrence procura fora de casa o que não consegue encontrar junto do pai doente e da mãe neurótica: amor e beleza. Na companhia de Krantz, o melhor amigo, explora ávidamente o mundo, que gira obsessivamente em torno de um único eixo: o sexo oposto. Na ânsia de abafar um passado deprimente e castrante que chegou ao fim com a morte do pai, é através das mulheres que Lawrence vai tacteando e conhecendo a vida, mesmo quando a carne e o desejo se transformam numa prisão tão sufocante como o passado. O seu jogo favorito Lawrence descobre-o em Nova Iorque, onde se refugia depois de terminada a faculdade e de um êxito precoce como poeta. É aqui que conhece Shell, a mais linda das mulheres, com quem partilha o prazer das sedutoras palavras e dos íntimos silêncios. Descobre, por fim o amor completo, na plenitude inebriante do êxtase que oferece e dos sacrifícios que exige.

Edição: Alfaguara
Título: O Jogo Favorito
Autor: Leonard Cohen
Tradução: Alice rocha
Formato: 15x24cm (capa mole)
n.º pág.: 290
isbn: 9789896720476
pvp: 16.50€

Dama de Espadas


Com o seu admirável ritmo narrativo e clareza de escrita salpicada de humor, Mário Zambujal apresenta-nos Eva Teresa, garota de onze anos, e Filipe, rapaz de dezoito, que namora com a irmã, Rosália. Há uma grande empatia entre a pequena e o futuro cunhado, mas a vida afasta-os com a viagem da família para o Brasil. Eva torna-se mulher e Filipe acaba por se apaixonar por ela, levando-o a viajar ao seu encontro. Entre episódios imprevisíveis que enlaçam mistério e comicidade, ambos só se reencontram em Sintra onde iniciam um romance atribulado.
No seu estilo inconfundível, Mário Zambujal traz-nos uma obra em que se aliam a vontade de saborear cada passo da trama e o prazer da leitura.

edição: Clube do Autor
título: Dama de Espadas
autor: Mário Zambujal
formato: 16x23cm (capa mole)
n.º pág.: 218
isbn: 978-989-8452-04-7
pvp: 15.95€

 

A Última Noite em Twisted River


Em 1954, no pavilhão de refeições da serração de um acampamento de lenhadores, no Norte do New Hampshire, um ansioso rapaz de doze anos confunde a namorada do chefe da polícia local com um urso. Tanto o rapaz de doze anos como o pai são forçados a fugir de Coos County para Boston, Vermont e Toronto, perseguidos pelo implacável polícia. O seu único protector é um lenhador libertino, antigo condutor de toros, que se torna amigo deles. Numa história que abrange cinco décadas, A Última Noite em Twisted River retrata o último meio século nos Estados Unidos. Desde a primeira frase do romance até ao último capítulo, A Última Noite em Twisted River foi escrito com autenticidade histórica e emocional. O que mais o distingue é a voz inconfundível do autor - a voz inimitável de um exímio contador de histórias

edição: Civilização
título: A Última Noite em Twisted River
autor: John Irving
tradução: Fátima Vieira
formato: 15,5x23,5cm
n.º pág.: 654
isbn: 9789722632591
pvp:22.00€

 

Uma Viagem à Índia


Uma arrojadíssima obra literária a que é impossível ser indiferente. Gonçalo M. Tavares, um dos mais conceituados escritores portugueses da actualidade, propõe uma Epopeia portuguesa para o séc. XXI. Com o melhor da argúcia, lucidez e ironia a que Gonçalo M. Tavares já nos habituou, Uma Viagem à Índia relata-nos a viagem existencial de um homem -um herói, Bloom -, um português que «procurará o impossível: encontrar a sabedoria enquanto foge; fugir enquanto aprende.»

edição: Caminho
título: Uma Viagem à Índia
autor: Gonçalo M. Tavares
prefácio de Eduardo Lourenço
formato: 14,5x21,5cm (capa dura)
n.º pág.: 455
isbn: 978-972-21-2130-9
pvp: 25.00€

A Literatura Nazi Nas Américas


Uma enciclopédia ficcional composta de pequenas biografias de autores pan-americanos imaginários. Estes nazis literários - fascistas, fanáticos e reaccionários - são retratados numa galeria de medíocres alienados, snobes, oportunistas, narcisistas e criminosos. Numa entrevista, Roberto Bolaño referiu-se aos seus autores nazis na América como uma metáfora do mundo das letras, às vezes heróico, outras desprezível. E, na verdade, ainda que inventados, estes escritores são personagens de histórias, essas sim reais, de grandes nomes da Literatura das américas.
edição: Quetzal
título: A Literatura Nazi Nas Américas
autor: Roberto Bolaño
tradução: Cristina Rodriguez e Artur Guerra
formato: 23,5x15cm (capa mole)
n.º pág.: 224
isbn: 9789725649091
pvp: 15.95€
Blacksad: O inferno, o silêncio


Foi longa a espera pela quarta aparição de Blacksad mas não podia ter vindo em melhor altura: com o título "O Inferno, o silêncio", esta aventura tem um tom estranhamente actual.

Blacksad é uma das séries de banda desenhada da tradição franco-belga mais interessantes dos últimos anos. E cada nova aventura confirma isso mesmo. Escrevo da tradição "franco-belga" pese embora os autores sejam ambos espanhóis, publicados pela editora francesa Dargaud (em Portugal, pela ASA). Em algumas coisas a tradição leva vantagem: Guarnido e Díaz Canales integram-se voluntariamente nesta tradição, com os seus códigos e o seu público mas sem com isso perderem originalidade. Aliás, pode dizer-se que a mestria da dupla e o sucesso de Blacksad depende da equilibrada composição de dois ingredientes: a homenagem ao clássico e a reconstrução do clássico.

Blacksad é o universo fabuloso tornado humano, demasiado humano. Fabuloso no seu sentido original, pois Blacksad convoca ambientes humanos familiares - desta vez, Nova Orleães - que são exclusivamente povoados por bichos. E os bichos, já se sabe, têm uma carga simbólica que se coloca entre as palavras e as imagens, como uma terceira dimensão desta banda desenhada Blacksad.

Esopo e La Fontaine encontram Blade Runner, não tanto porque haja algo de futurista nos cenários (há até uma opção por cenários retro) mas porque o universo animal dos dois escritores é aumentado em escala de uma forma exponencial, cada vinheta uma renovação da fábula. E, claro, há o mesmo tom negro do velho Perigo Iminente. Aliás, gosto de pensar em Blacksad como o Deckard do Reino Animal.

Esta quarta aventura não desilude e renova junto do leitor estes traços essenciais, temperada por uma história de jazz e vingança.

 

 

Deixa o Grande Mundo Girar

Thursday, October 14, 2010 Post por Abylyo Koelho
 
Autor: Colum McCann
Título Ori­gi­nal: Let the Great World Spin (2009)
Edi­tora: Civi­li­za­ção
Pági­nas: 432
ISBN: 9789722631617
Tra­du­tor: Helena Lopes
Sinopse
Numa madru­gada do final do Verão, os habi­tan­tes de Manhat­tan obser­vam incré­du­los e em silên­cio as Tor­res Gémeas. Esta­mos em Agosto de 1974 e um mis­te­ri­oso funâm­bulo corre, dança e salta entre as tor­res, sus­penso a qua­tro­cen­tos metros do chão. Em baixo, nas ruas da cidade, vidas banais tornam-​se extra­or­di­ná­rias atra­vés deste retrato impres­si­o­nante e com­plexo de uma cidade e dos seus habitantes.
Opi­nião
Se há um acon­te­ci­mento artís­tico que me fas­cina é este. Pela cora­gem, pela irre­ve­rên­cia, pelo con­cre­ti­zar de um desejo quase impos­sí­vel de rea­li­zar, pela sua valen­tia, pelo desa­fiar dos limi­tes da vida, enfim, tudo o que Phil­lippe Petit fez nas Tor­res Gémeas, con­si­de­rado o “crime artís­tico do século”, é para mim uma lição de vida para todos nós.
O livro de Colum McCann reflecte bem essa ana­lo­gia entre o que Petit fez e o que nos acon­tece quando somos con­fron­ta­dos com algo que nos leva para além dos limi­tes, mudando a nossa vida para sem­pre. O livro é um con­junto de his­tó­rias, sem­pre pas­sa­das em 1974, num ano impor­tante na His­tó­ria dos EUA, em que este acon­te­ci­mento está, implí­cita ou expli­ci­ta­mente, envol­vido na trama do romance.
Acom­pa­nha­mos, sobre­tudo, a vida de um padre irlan­dês que se dedica, quase obses­si­va­mente, aos mais des­fa­vo­re­ci­dos, ao seu irmão cuja vida irá mudar quando ele aterra nos EUA, a uma pros­ti­tuta que vê a filha tornar-​se tam­bém numa pros­ti­tuta. Assis­ti­mos ao sofri­mento das mães de sol­da­dos que lutam no Viet­name, ao juiz que se pre­para para dar a sen­tença a Petit, enfim, a toda uma vari­e­dade de situ­a­ções que mar­cam o leitor.
O livro é bas­tante des­cri­tivo, dando uma ima­gem per­feita do que eram os EUA naquela altura, num ano de ple­nas fra­gi­li­da­des, com uma enorme crise polí­tica e com os EUA envol­vi­dos numa guerra sem razão, que viriam a per­der, reflec­tindo tudo isso nas pági­nas deste romance sur­pre­en­dente. Ape­sar de em alguns momen­tos ser um livro forte, com situ­a­ções bem dra­má­ti­cas, há sem­pre uma ter­nura na escrita do autor e cui­dado para abor­dar as coi­sas sem que­rer cho­car o leitor.
E no final, o autor brinda-​nos com uma frase mara­vi­lhosa: “A lite­ra­tura faz-​nos lem­brar que a vida não está já toda escrita: exis­tem ainda mui­tas his­tó­rias para serem con­ta­das.” Por mim, gos­tava de ler mais his­tó­rias con­ta­das por este escri­tor.

Solar

Wednesday, October 13, 2010 Post por Abylyo Koelho
 
Autor: Ian McEwan
Título Ori­gi­nal: Solar (2010)
Edi­tora: Gra­diva
Pági­nas: 340
ISBN: 9789896163594
Tra­du­tor: Ana Fal­cão Bastos
Sinopse
Michael Beard é um físico galar­do­ado com o Pré­mio Nobel cujo tra­ba­lho já conhe­ceu melho­res dias. Agora vive da sua repu­ta­ção, pro­fe­rindo con­fe­rên­cias, empres­tando o nome a ins­ti­tui­ções cien­tí­fi­cas e acei­tando – relu­tan­te­mente – pre­si­dir a uma ini­ci­a­tiva sobre aque­ci­mento glo­bal levada a cabo com dinhei­ros públi­cos. Mulhe­rengo com­pul­sivo, Michael vê entre­tanto ruir o seu quinto casa­mento. Mas desta feita é dife­rente: é ela quem tem um caso e ele ainda está apaixonado.
Quando os mun­dos pro­fis­si­o­nal e pes­soal de Michael coli­dem ines­pe­ra­da­mente, conjugam-​se as alme­ja­das opor­tu­ni­da­des de fugir da con­fu­são con­ju­gal, revi­ta­li­zar a car­reira e sal­var o mundo da des­trui­ção ambiental.
Opi­nião
Depois de ter lido Expi­a­ção, deste escri­tor, e de ter sim­ples­mente ado­rado o livro, Ian McEwan foi um autor a que sem­pre tive von­tade de vol­tar, para con­fir­mar (ou não) o incrí­vel talento como escri­tor e con­ta­dor de his­tó­rias. Tam­bém tenho Sábado por ler, mas tinha com­prado este Solar há pouco tempo e apeteceu-​me pegar-​lhe.
O livro divide-​se em três par­tes, que decor­rem em 2000, 2005 e 2009. Todas elas têm em comum a per­so­na­gem cen­tral, um Pré­mio Nobel da Física, que no iní­cio do enredo se depara com a pers­pec­tiva de ver arrui­nado o seu quinto casa­mento. A sua mulher Patrice, cerca de 20 anos mais nova, cansou-​se dos casos extra-​conjugais de Michael e decide, ela pró­pria, ter um caso. No entanto, e ape­sar de ter traído a mulher diver­sas vezes, Michael per­cebe que gosta da mulher e sente-​se mago­ado com a situ­a­ção. Nas duas par­tes seguin­tes, con­ti­nu­a­mos a acom­pa­nhar a vida pes­soal de Michael, com a ins­ta­bi­li­dade que a per­so­na­gem lhe con­fere. No meio desta tur­bu­lên­cia, Michael vê-​se envol­vido em diver­sas pesquisas/​investigações com vista a pro­mo­ver o uso da ener­gia solar, par­tindo daí o título do livro.
Para mim, este livro foi uma desi­lu­são. Foi com pena que a vi a grande capa­ci­dade que Ian McEwan tem para a escrita empre­gue num livro com uma per­so­na­gem prin­ci­pal tão desin­te­res­sante e que gera tão pouca empa­tia, e com um enredo tão fraco. Michael é um homem que parece já ter alcan­çado tudo e que faz alguns fre­tes (pales­tras e con­fe­rên­cias) para man­ter o nível de vida dese­jado. Já não tem pai­xão pelo estudo e pela inves­ti­ga­ção que o levou ao Nobel e parece cair de pára-​quedas na pes­quisa para apro­vei­ta­mento de ener­gias alter­na­ti­vas, em que embarca nem ele sabe porquê, rou­bando ideias de ter­cei­ros. É um abso­luto desas­tre no res­peito pelo sexo oposto e, se o lei­tor espera ver algum tipo de evo­lu­ção posi­tiva na sua vida pes­soal ou per­so­na­li­dade, cedo per­cebe que não passa de uma uto­pia. Acre­dito que esta per­so­na­gem foi pro­po­si­ta­da­mente carac­te­ri­zada deste modo, mas três quar­tos do livro com diva­ga­ções sobre a sua vida amo­rosa (ou falta dela) e sobre o seu abor­re­ci­mento em rela­ção a tudo e todos de um modo geral aca­bam por enfas­tiar o lei­tor e criam o desejo de que o livro acabe rapidamente.
No meio do texto, é pos­sí­vel vis­lum­brar alguns momen­tos de bri­lhan­tismo na escrita de Ian McEwan e é ine­gá­vel o inte­resse e a per­ti­nên­cia das ques­tões cli­má­ti­cas e das ener­gias alter­na­ti­vas, mas fora isso e alguns momen­tos de humor bem con­se­gui­dos, pouco fica.

O Bom Inverno

Monday, October 11, 2010 Post por Abylyo Koelho
 
Autor: João Tordo
Edi­tora: Dom Qui­xote
Pági­nas: 292
ISBN:9789722041379
Sinopse
Quando o nar­ra­dor, um escri­tor pre­ma­tu­ra­mente frus­trado e hipo­con­dríaco, viaja até Buda­peste para um encon­tro lite­rá­rio, está longe de ima­gi­nar até onde a lite­ra­tura o pode levar. Coxo, por­ta­dor de uma ben­gala, e pla­ne­ando uma via­gem rápida e sem con­tra­tem­pos, acaba por conhe­cer Vin­cenzo Gen­tile, um escri­tor ita­li­ano mais jovem, mais enér­gico, e muito pouco sen­sato, que o con­vence a ir da Hun­gria até Itá­lia, onde um famoso pro­du­tor de cinema tem uma casa de pro­vín­cia no meio de um bos­que, escon­dida de olha­res curi­o­sos, e onde passa a tem­po­rada de Verão à qual chama, enig­ma­ti­ca­mente, de O Bom Inverno. O pro­du­tor, Don Metz­ger, tem duas obses­sões: cinema e balões de ar quente. Entre per­so­na­gens inu­si­ta­das, estra­nhos acon­te­ci­men­tos, e um corpo que o atrai­çoa cons­tan­te­mente, o nar­ra­dor apercebe-​se que em casa de Metz­ger as coi­sas não são bem o que pare­cem. Depois de uma noite agi­tada, aquilo que podia pare­cer uma comé­dia transforma-​se em tra­gé­dia: Metz­ger é encon­trado morto no seu pró­prio lago. Porém, cada um dos doze pre­sen­tes tem uma ver­são dife­rente dos acon­te­ci­men­tos. Andrés Bosco, um cata­lão enorme e ame­a­ça­dor, que cons­trói os balões de ar quente de Metz­ger, toma nas suas mãos a tarefa de des­co­brir o cul­pado e isola os pre­sen­tes na casa do bos­que. Assus­ta­das, frá­geis, e egoís­tas, as per­so­na­gens come­çam a desa­bar, atraiçoando-​se e acusando-​se mutu­a­mente, sob a influên­cia do caris­má­tico e peri­goso Bosco, que desa­pa­rece para o inte­rior do bos­que, dando iní­cio a um cerco. E, um a um, os pro­ta­go­nis­tas vão ser con­fron­ta­dos com os seus pio­res medos, num pesa­delo assas­sino que parece só poder ter­mi­nar quando não sobrar nin­guém para con­tar a história.
Opi­nião
O romance As 3 Vidas foi dos livros de auto­res por­tu­gue­ses que mais me mexeu comigo, como digo aqui; a par­tir daí e depois de ler todas as suas res­tan­tes obras, sigo com aten­ção e bas­tante admi­ra­ção a car­reira de João Tordo, sem dúvida um dos escri­to­res naci­o­nais com mais talento.
O pró­prio João Tordo definiu-​se numa entre­vista recente como um escri­tor que gosta de con­tar his­tó­rias, e efec­ti­va­mente quanto mais lemos a sua obra, mais pode­re­mos afir­mar que as his­tó­rias, e con­se­quen­te­mente as per­so­na­gens que habi­tam den­tro nelas, são o ponto cen­tral nos seus livros, não dando espaço para quais­quer pre­o­cu­pa­ções em dar lições morais ou filo­só­fi­cas implícitas.
Há coi­sas trans­ver­sais em todos os seus livros, como a escrita cine­ma­to­grá­fica, em par­ti­cu­lar nas des­cri­ções de situações/​personagens/​locais que são fei­tas com uma enorme minú­cia, ou a ten­ta­ção pelo fan­tás­tico e pelo poli­cial — aliás Tordo afirma que Poe é uma das suas gran­des influên­cias. Neste livro temos uma mis­tura de diver­sos géne­ros: não é bem um poli­cial, mas tem aquela ten­são tão pre­sente nos mes­mos, não é fan­tás­tico, mas tem um final como se fosse, não é um thril­ler de ter­ror e sus­pense, mas, ao fim e ao cabo, acaba por ter enor­mes influên­cias; acima de tudo, é uma mis­tura de géne­ros que acaba por agra­dar ao leitor.
Neste livro, a trama gira à volta de um escri­tor frus­trado, um sósia do Dr. House, que depois de ir, con­tra­ri­ado, a um encon­tro lite­rá­rio, conhece um grupo de pes­soas curi­o­sas que o obri­gam a acompanhá-​los numa ida con­junta a uma casa em Saba­dia, na Itá­lia, de um famoso pro­du­tor de cinema. Mas essa ida torna-​se ines­que­cí­vel pela nega­tiva quando o pró­prio dono da casa apa­rece, depois de uma noite de festa, morto no lago. A par­tir daqui assis­ti­mos a uma busca pelo assas­sino, mas não é uma busca à moda antiga, onde exis­tem várias pis­tas e no final encontra-​se o assas­sino, aqui assis­ti­mos a um des­fi­lar de acon­te­ci­men­tos estra­nhos, deixando-​nos sem­pre na expec­ta­tiva para ver o que se irá pas­sar a seguir.
É com sofre­gui­dão que lemos este livro, a mesma sofre­gui­dão que Tordo con­se­gue encar­nar nas suas per­so­na­gens. Aqui, Tordo dá um passo em frente na sua con­sa­gra­ção, pois sente-​se uma cada vez maior matu­ra­ção na sua escrita, se bem que, par­ti­cu­lar­mente, o livro As 3 Vidas seja aquele que mais me mar­cou. Agora venha o livro sobre a his­tó­ria da Cata­rina Eufé­mia que eu já estou ansi­oso por come­çar a ler mais obras deste escri­tor.

 

Sally

Saturday, October 9, 2010 Post por Abylyo Koelho

Autor: Jorge Can­deias
Edi­tora: Edi­ções Coli­bri
Pági­nas: 38
ISBN: 9789727723263
Sinopse
Sally é uma his­tó­ria de amor…é uma his­tó­ria de amor que é tudo menos con­ven­ci­o­nal, nas­cida sem a inter­fe­rên­cia de hor­mo­nas ou fero­mo­nas num lugar estra­nho e mutá­vel. É uma his­tó­ria de amor que, pelo menos apa­ren­te­mente, é uni­la­te­ral, e o objecto desse amor dá título ao conto. Sally é a mulher per­feita. Pelo menos é essa a res­posta que obte­riam do Alberto Lie­mann se lhe per­gun­tas­sem alguma coisa.
Aviso: além disto tudo, é tam­bém uma his­tó­ria de fic­ção científica.
Opi­nião
Se não fosse por mais nada, ia gos­tar de ter este livro na minha bibli­o­teca pes­soal pelo facto de ter sido fruto de uma oferta muito sim­pá­tica do seu autor, com direito a dedi­ca­tó­ria per­so­na­li­zada. Con­fesso que parti para a rápida lei­tura deste conto com bas­tante curi­o­si­dade, prin­ci­pal­mente por­que do autor conhe­cia ape­nas a faceta de tra­du­tor, nome­a­da­mente das Cró­ni­cas de Gelo e Fogo, de George R.R. Mar­tin, e da Saga do Assas­sino, da Robin Hobb. Curi­o­sa­mente, o que estou a ler agora, Duna, tam­bém é sua tradução.
Sally é uma pequena his­tó­ria que nos fala sobre a obses­são de Alberto pre­ci­sa­mente por Sally, uma mulher que conhece casu­al­mente num bar. Esse amor repen­tino e avas­sa­la­dor faz com que Alberto corra alguns ris­cos para não a per­der de vista e ten­tar con­quis­tar a sua aten­ção e, quem sabe, o seu amor.
Esta­mos perante um conto de fic­ção cien­tí­fica, como a sinopse indica. Quando o come­cei a ler e à medida que ia pro­gre­dindo, não parava de me ques­ti­o­nar onde estava afi­nal a fic­ção cien­tí­fica. Pois ela está no final sur­pre­en­dente que esta his­tó­ria nos apre­senta e que nos faz repen­sar tudo o que lemos para trás. O final leva-​nos pen­sar na neces­si­dade de ser amado e na espe­rança intrín­seca ao ser humano. Mas soube-​me a pouco por­que fiquei com o desejo de ler mais e de saber o que acon­te­ceu depois do final que nos é apre­sen­tado — quem sabe se um dia tere­mos a con­ti­nu­a­ção?

O Evangelho do Enforcado

Thursday, October 7, 2010 Post por Abylyo Koelho
 
Autor: David Soa­res
Edi­tora: Saída de Emer­gên­cia
Pági­nas: 368
ISBN: 9789896371883
Sinopse
Nuno Gon­çal­ves, nas­cido com um dom quase sobre­na­tu­ral para a pin­tura, desvia-​se dos ensi­na­men­tos do mes­tre fla­mengo Jan Van Eyck quando peri­go­sas obses­sões tomam conta de si. Ao mesmo tempo, na sequên­cia de uma cru­zada falhada con­tra a cidade de Tân­ger, o Infante D. Hen­ri­que deixa para trás o seu irmão D. Fer­nando, um acto polé­mico que divi­dirá a nobreza e ins­pi­rará o regente D. Pedro a con­ce­ber uma obra única. E que melhor artista para a pin­tar que Nuno Gon­çal­ves, estrela emer­gente no cír­culo artís­tico da corte? Mas o pin­tor louco tem outras inten­ções, e o qua­dro que sairá das suas mãos man­cha­das de san­gue irá mudar o futuro de Por­tu­gal. Entre­te­cendo His­tó­ria e fan­ta­sia, O Evan­ge­lho do Enfor­cado é um romance fan­tás­tico sobre a mais enig­má­tica obra de arte por­tu­guesa: os Pai­néis de São Vicente. É, tam­bém, um retrato pun­gente da cobiça pelo poder e da vida em Lis­boa no final da Idade Média. Pleno de des­cri­ções vívi­das como pin­tu­ras, torna-​se numa via­gem pode­rosa ao lumi­noso mundo da arte e aos tene­bro­sos abis­mos da ali­e­na­ção, ser­vida por uma riquís­sima gale­ria de personagens.
Opi­nião
Do escri­tor por­tu­guês David Soa­res, já tinha lido o Lis­boa Triun­fante, de que na altura gos­tei bas­tante. O seu romance seguinte, O Evan­ge­lho do Enfor­cado, tem tido crí­ti­cas muito posi­ti­vas em vários blogs que con­sulto e por isso foi com as expec­ta­ti­vas em alta que parti para esta leitura.
Em linhas gerais, trata-​se de um livro que pre­tende des­ven­dar um pouco do que esteve por trás da exe­cu­ção e con­cep­ção dos famo­sos Pai­néis de S. Vicente, com data de pin­tura esti­mada para mea­dos do século XV, na época pré-​Descobrimentos, e onde figu­ram as três prin­ci­pais clas­ses: povo, clero e nobreza. Actu­al­mente, os Pai­néis encontram-​se no Museu Naci­o­nal de Arte Antiga e sem dúvida que a minha curi­o­si­dade em vê-​los aumen­tou bas­tante após a lei­tura deste livro.
A per­so­na­gem cen­tral da his­tó­ria é o pre­su­mí­vel pin­tor dos Pai­néis, Nuno Gon­çal­ves. Acom­pa­nha­mos o seu cres­ci­mento e desen­vol­vi­mento, até se tor­nar pin­tor do reino e ter exe­cu­tado a sua obra mais conhe­cida. Como existe muito pouca infor­ma­ção sobre a sua vida, o autor apro­vei­tou para “con­tar” a sua ver­são, sem­pre tendo em aten­ção o con­texto his­tó­rico em que o enredo se desen­volve. E é tam­bém na carac­te­ri­za­ção e na nar­ra­ção dos acon­te­ci­men­tos que acom­pa­nham a vida de Nuno Gon­çal­ves que o romance adquire con­tor­nos fantásticos/​de hor­ror. Nuno demons­tra desde cedo ten­dên­cias necró­fi­las, o que dá azo a vários momen­tos gore, que pode­rão impres­si­o­nar os mais sen­sí­veis. Sem­pre pre­sente tam­bém é a morte, ele­mento enca­rado com uma certa natu­ra­li­dade na época descrita.
Ao mesmo tempo que segui­mos Nuno, vamos tam­bém acom­pa­nhando as vicis­si­tu­des que rodeiam as prin­ci­pais figu­ras do Reino, a Ínclita Gera­ção, que ganhou este epí­teto pela (suposta) grande con­tri­bui­ção para o desen­vol­vi­mento da nação e da sua visi­bi­li­dade mun­dial. Digo suposta por­que o livro mostra-​nos estas per­so­na­gens de forma bas­tante dife­rente da per­cep­ção geral — prin­ci­pal­mente D. Duarte I (no livro cha­mado Edu­arte; des­co­nheço se Duarte é uma actu­a­li­za­ção desse nome) e o Infante D. Hen­ri­que. Este último é apre­sen­tado como um homem ambi­ci­oso, irres­pon­sá­vel e com ten­dên­cias homos­se­xu­ais. De uma forma resu­mida, deparamo-​nos com esta parte da His­tó­ria de Por­tu­gal con­tada de uma forma bem dife­rente daquilo que nos ensi­nam na escola, o que me agra­dou par­ti­cu­lar­mente por­que sou da opi­nião que as fac­tos his­tó­ri­cos que nos são trans­mi­ti­dos enquanto cres­ce­mos estão algo detur­pa­dos e sofrem do mal do unilateralismo.
Tenho a dizer que fiquei impres­si­o­nada pelo nível de deta­lhe his­tó­rico e do notó­rio tra­ba­lho de pes­quisa que ser­vem de base à his­tó­ria que o livro nos apre­senta. O autor mos­tra um domí­nio quase per­feito sobre as carac­te­rís­ti­cas da soci­e­dade por­tu­guesa do final da Idade Média, o que empresta ao livro uma sen­sa­ção de vero­si­mi­lhança notá­vel, pelo nível de rigor neces­sá­rio para o alcan­çar. Os Apon­ta­men­tos Finais são muito inte­res­san­tes e mos­tram ao lei­tor um pouco da pes­quisa efec­tu­ada e vários deta­lhes his­tó­ri­cos e outros rela­ci­o­na­dos com a cons­tru­ção do enredo.
Para mim, o único senão deste livro foram as des­cri­ções dema­si­ado grá­fi­cas dos ele­men­tos de hor­ror, que con­fesso me terem dei­xado des­con­for­tá­vel algu­mas vezes, mas já com­pre­endi, até pela lei­tura ante­rior, que é este o estilo do autor. Fora isso, considerei-​o uma exce­lente lei­tura.

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O Coleccionador de Chuva" de Julia Stuart"

Autor: Julia Stuart
P.V.P.: 22,25 €
Data 1ª Edição: 2010
Nº de Edição:
ISBN: 978-972-1-06121-7
Nº de Páginas: 300
Dimensões: 155 x 230 mm
Colecção: Contemporânea
Editora: Publicações Europa-América

Sobre a obra:
Balthazar Jones vive na Torre de Londres com a sua esposa, Hebe, e com a Sr.ª Cook, uma tartaruga centenária, e é um dos guardas do histórico local. (Sim, alguns beefeaters vivem na Torre.) E não é tarefa fácil ser guarda numa das maiores atracções turísticas de Londres.
Entre as estranhas personagens que habitam o labirinto de casas antigas e escadas em caracol, contam-se Ruby Dore, a dona do bar Rack & Ruin, que ficou a saber que está grávida; o reverendo Septimus Drew, um inveterado solteirão que ninguém sonha que tem um carreira de êxito como escritor de livros eróticos; o galante tratador de corvos que só pensa em vingar a morte de um dos seus queridos animais; Valerie Jennings, a melhor amiga de Hebe, que está apaixonada pelo pica-bilhetes Arthur Catnip; e o fantasma de Sir Walter Raleigh, cujos ruidosos passeios nocturnos e vício do tabaco perturbam o merecido sono dos habitantes da Torre.
A paixão de Hebe e Balthazar, outrora forte, enfraqueceu desde a morte do filho do casal. Hebe consola-se com o seu trabalho na Secção de Perdidos e Achados do Metro de Londres, onde devolve objectos perdidos aos seus donos (entre malas e chaves, contam-se estranhas preciosidades como um óscar de Dustin Hoffman, 157 dentaduras e um cofre inviolável). Balthazar não derramou uma lágrima desde o trágico incidente, e Hebe está cada vez mais distante do marido.
O casamento está por um fio quando a rainha confia a Balthazar a tarefa de conceber um jardim zoológico na Torre, para abrigar as estranhas oferendas peludas e de quatro patas que os dignitários estrangeiros oferecem à monarca. É então que o dia-a-dia na Torre se torna muito agitado. Os pinguins fogem e as girafas são roubadas. E Balthazar está em apuros. E, como se não bastasse tudo isto, a sua querida tartaruga desaparece e Hebe abandona-o. Nestas circunstâncias, o que pode fazer um guarda da Torre de Londres?

Com o humor das obras de Alexander McCall Smith e para todos aqueles que apreciaram Chocolate, de Joanne Harris, O Coleccionador de Chuva é uma obra tão refrescante e optimista como O Fabuloso Destino de Amélie, de Jeunet e Caro.
Sobre a autora:
Julia Stuart é autora d’ O Casamenteiro de Périgord (Publicações Europa-América, 2008), obra muito elogiada por Joanne Harris. É jornalista e vive no Bahrein. É reconhecida pela criação de enredos originais e de personagens excêntricas e fantásticas.

 

 

"Mercado de Ilusões" de Felipe Benítez Reyes

Autor: Felipe Benítez Reyes
P.V.P.: 16,50 €
Data 1ª Edição: 2010
Nº de Edição:
ISBN: -
Nº de Páginas: 352
Dimensões: - x - mm
Colecção: -
Editora: Sextante Editora
Livro vencedor do prémio Nadal 2007 chega no dia 14 de Outubro às livrarias

A Sextante Editora orgulha-se de publicar Mercado de ilusões, o mais recente romance do conceituado poeta, romancista e ensaísta espanhol Felipe Benítez Reyes.

Este romance, que recebeu em 2007 o prémio Nadal, é uma paródia aos thrillers místicos contemporâneos e conta-nos a história de dois ladrões de obras de arte que têm como mais recente missão roubar as supostas relíquias dos Reis Magos, conservadas na Catedral de Colónia, que servirão para construir um prisma que permitirá contemplar o rosto de Deus.

Através de uma prosa envolvente e de uma inventividade deslumbrante, o autor conduz-nos até um território de fascinações e aparências, povoado por personagens insólitas e ritmado por situações inesperadas que irão agarrar os leitores.
Sobre a obra:
Corina e Jacob sempre viveram da organização de roubos de obras de arte. Depois de decidirem retirar-se da profissão por causa da idade e da falta de oferta, recebem um encargo imprevisto de um mexicano libertino e com tendências místicas, que sonha construir um prisma para contemplar o rosto de Deus. O trabalho consiste em roubar as supostas relíquias dos Reis Magos, conservadas na Catedral de Colónia.
Através de uma prosa envolvente e de uma inventividade deslumbrante, o autor conduz-nos até um território de fascinações e aparências, povoado por personagens insólitas e ritmado por situações inesperadas.

Críticas:
Paródia subtil, hilariante e demolidora da literatura de intriga esotérica.
Antonio Astorga, ABC

Um romance cheio de humor, pejado de múltiplas e incessantes histórias divertidas, parentes directas do romance picaresco.
Blanca Berasátegui, El Mundo

Entre todos os escritores espanhóis da sua geração, Felipe Benítez Reyes é certamente o mais brilhante, o mais original, o mais invejado.
Almudena Grandes

Mercado de ilusões é uma paródia hilariante e devastadora dos romances esotéricos, da sua truculência e das suas estranhezas.
El País

Um diagnóstico genial da fragilidade do pensamento, das armadilhas da imaginação.
La Vanguardia
Sobre o autor: Felipe Benítez Reyes nasceu na cidade de Rota, em Espanha, em 1960. É autor de uma obra literária que abarca quase todos os géneros, galardoada com vários prémios como os prestigiosos Prémio da Crítica ou o Prémio Nacional de Literatura. Podemos destacar os romances Humo (Prémio Ateneo de Sevilla, em 1995), La propriedad del paraíso, El novio del mundo e El pensamiento de los monstruos. A sua poesia está reunida num volume intitulado Trama de niebla. Escreve artigos para o semanário Dominical. O seus livros estão traduzidos e publicados em França, em Itália, na Rússia e nos Estados Unidos.

 

"O Último Espião" de Alan Cowell

Autor: Alan Cowell
P.V.P.: 17,95 €
Data 1ª Edição: 2010
Nº de Edição:
ISBN: 978-972-20-3514-9
Nº de Páginas: 460
Dimensões: - x - mm
Colecção: -
Editora: Livros d’Hoje
Sobre a obra:
A 1 de Novembro de 2006, Alexander Litvinenko, um ex-agente russo do KGB, bebia uma chávena de chá no prestigiado hotel Millennium Mayfair, perto da Embaixada Americana em Londres — mas ao chá tinha sido acrescentado um raro isótopo radioactivo chamado Polonium 210. Vinte e dois dias mais tarde, ele estava morto. O mistério por detrás do seu assassinato revelar-se-á ainda mais perturbador e confuso do que qualquer enredo de John le Carré. Litvinenko procurou asilo em Londres e a partir daí tornou-se num crítico fervoroso do governo de Vladimir Putin. O perfil dele é o que chama mais a atenção num rol de mortes misteriosas de dissidentes russos, que anuncia uma nova era ao estilo do KGB: autoritária e aterrorizadora. Rapidamente ficou conhecido como um dos crimes mais misteriosos e audaciosos da era pós-Guerra Fria, além de desencadear uma investigação internacional liderada por oficiais antiterroristas de Londres. Misturando o compasso de um thriller com reportagens e pesquisas originais, O Último Espião documenta a vida e a morte de Litvinenko, e a subsequente investigação policial, a reacção de Vladimir Putin e outros em Moscovo, os emigrantes russos que se estabeleceram em Londres, e as implicações deste caso na proliferação nuclear e terrorismo internacional no futuro. É uma acusação chocante direccionada para o desprezo de certos governos pelo cumprimento da lei e uma arrepiante recordação de poder — em todos os aspectos — da Nova Rússia.

Sobre o autor: Alan Cowell é jornalista no The New York Times. Ganhou o George Polk Award pela cobertura jornalística do regime de segregação racial na África do Sul que levou à sua expulsão desse país. Também foi nomeado para um prémio Pulitzer pelas reportagens no estrangeiro e foi galardoado com o prémio Nathaniel Nash. Vive em Paris com a sua mulher e as três filhas.

"Os Olhos Amarelos dos Crocodilos" de Katherine Pancol"


Autor: Katherine Pancol
P.V.P.: 17,10 €
Data 1ª Edição: 2010
Nº de Edição:
ISBN: 978-989-626-220-4
Nº de Páginas: 492
Dimensões: 160 x 235 mm
Colecção: Romance
Editora: Esfera dos Livros

A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas.
Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã.
Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres.
A escritora francesa Katherine Pancol traça com mestria um retrato real e vivo de mulheres que tentam triunfar na carreira profissional, na vida familiar e alcançar o reconhecimento social. Mas que, por baixo desta aparente vida de sucesso, escondem uma profunda infelicidade, falta de confi ança e frustração.
Os Olhos Amarelos dos Crocodilos é uma autêntica lição de vida. Este romance, um verdadeiro best-seller em Espanha e França, dá-nos a conhecer as mulheres que somos, as que queremos ser, as que nunca seremos e as que talvez sejamos um dia. Mulheres à procura de um caminho na vida, em busca de si próprias e à descoberta de novos amores.

Katherine Pancol nasceu em Casablanca. Aos cinco anos mudou-se com a sua família para Paris. Frequentou o curso de Estudos Literários e doutorou-se em Literaturas Modernas.
Trabalhou como professora de Francês, Latim, antes de começar a trabalhar como jornalista em publicações como Paris Match e Cosmopolitan. Publicou já vários livros, mas o êxito chegou em 2006 com saída de Os Olhos Amarelos dos Crocodilos que em França já vendeu mais de um milhão de exemplares.

 

 

[Esfera dos Livros] Sessão Autógrafo: "Eu, Maria Pia" de Diana de Cadaval

 
Na quarta-feira, dia 14 de Outubro, pelas 18h30, Diana de Cadaval autora do livro Eu, Maria Pia vai estar presente numa sessão de autógrafos na livraria do El Corte Inglés.
Depois de dez mil exemplares vendidos, esta iniciativa pretende aproximar ainda mais Diana de Cadaval dos seus leitores.

 

 

"Mulheres que amaram demais" de Helena Sacadura Cabral

Autor: Helena Sacadura Cabral
P.V.P.: 24,00 €
Data 1ª Edição: 2010
Nº de Edição:
ISBN: 978-989-626-254-9
Nº de Páginas: 240 + imagens das 9 mulheres
Dimensões: 160 x 235 mm
Colecção: História Divulgativa
Editora: Esfera dos Livros
. Helena Sacadura Cabral regressa à biografia, género que desenvolve com mestria e apresenta-nos Mulheres que Amaram Demais.

. Marie Curie amou a ciência, Gala Dalí entregou-se à arte, a actriz Marlene Dietrich amou homens, mulheres e a sétima arte e Madre Teresa de Calcutá entregou-se a Deus

. A autora conta-nos a história destas extraordinárias 9 mulheres, com a sua visão sempre actual e irónica da realidade.
Sinopse:
O amor é um conceito intrigante. Existem diversas formas de amar, diferentes objectos de amor, formas díspares de viver e sentir este sentimento universal.. São mulheres que, durante o século XX, algumas delas muito à frente do seu tempo, amaram sem limites, nem preconceitos, desafiando convenções e modelos estabelecidos, entregando-se de corpo e alma à sua paixão. Depois do enorme sucesso de As Nove Magníficas, Helena Sacadura Cabral apresenta-nos Mulheres que Amaram Demais. Marie Curie amou a ciência acima de tudo, Gabrielle Chanel, a moda, Marguerite Yourcenar, a sua literatura, a extravagante Gala Dalí entregou-se à arte, Jacqueline Kennedy Onassis viveu sempre perto de homens de poder, a misteriosa Wallis Simpson deixou-se fascinar pelo estatuto e pela riqueza, Golda Meïr amou a terra, o povo e um projecto político, a actriz Marlene Dietrich amou homens, mulheres e a sétima arte, já Madre Teresa de Calcutá entregou-se a Deus e ao outro, sem limites. É a história destas extraordinárias mulheres, o modo como se entregaram ao amor físico, carnal, erótico e sensual, como viveram ao lado de homens e mulheres, companheiros que nunca lhes fizeram sombra, mas que serviram os seus propósitos, a forma como perseguiram os seus objectivos profissionais e de vida.

Sobre a autora: O que é que define uma vida profissional? No caso de Helena Sacadura Cabral, é difícil dizê-lo. Economista de formação, ensinou na universidade o que, enquanto tal, aprendeu. Mas temperou esse ofício com aquilo que a vida lhe ensinou. Por gosto, é também cronista na imprensa e na rádio. E ainda escreve livros. Até à data, nove já publicados. Sobre aspectos variados da sociedade que nos rodeia que vão da economia à política, da sociologia à gastronomia, enfim, do reflectir ao sentir.
Qual é, então, a profissão que lhe deve ser atribuída? A esta pergunta, Helena responde que a sua carreira se define numa palavra: «existir»!

 

 

"Longe do Meu Coração" de Júlio Magalhães

Autor: Júlio Magalhães
P.V.P.: 18,00 €
Data 1ª Edição: 2010
Nº de Edição:
ISBN: 978-989-626-250-1
Nº de Páginas: 220 + 8 extratextos
Dimensões: 160 x 235 mm
Colecção: Romance
Editora: Esfera dos Livros
. Júlio Magalhães um autor de referência no actual panorama da ficção portuguesa em temas fundamentais dos séc. XX português.

. Romance retrata com mestria e realismo o drama da emigração portuguesa para França nos anos 60.

. Uma história de amor e determinação.

. Apresentação no dia 29 de Outubro no Consulado de Paris.
Sinopse:
Joaquim não queria acreditar no que os seus olhos viam. Tinha saído a salto de Portugal, viajado apertado em camionetas de gado, andado quilómetros e quilómetros a pé, à chuva e à neve, quase tinha perdido a vida nos Pirenéus e agora estava ali. Na capital portuguesa em França. O sítio onde, todos lhe garantiam, podia enriquecer e concretizar os seus sonhos. Mas o que via era um bairro de lata. Sentia os pés enterrarem-se na lama. Olhava para as barracas miseráveis e para os fardos de palha que faziam as vezes de uma cama. Mas, Joaquim não estava disposto a baixar os braços. Em Longe do meu Coração retrata com mestria e realismo, o quotidiano dos portugueses que partiram em busca de uma vida melhor, sonhando um dia regressar ricos à terra que os viu partir pobres. Para Joaquim, Portugal estava longe. Era ali, em França, na terra que lhe dava de comer, que queria vingar, que prometia, à força do seu trabalho, derrubar fronteiras e preconceitos. O plano estava traçado. Iria abrir uma empresa de construção, com o seu amigo Albano, enriquecer e, depois de ter casa montada com carro com emblema no capô, estacionado à porta, iria pedir a mão da sua Françoise, a professora de Francês que lhe abriu o mundo das letras e do amor. Mas, cedo Joaquim vai descobrir que há barreiras difíceis de ultrapassar.

Sobre o autor: Júlio Magalhães é Director de informação da TVI e autor de Os Retornados – Um amor nunca se esquece, em 15ª edição e Um Amor em tempos de guerra, em 10ª edição, dois bestsellers com mais de 75.000 exemplares vendidos. Nasceu no Porto a 7 de Fevereiro de 1963, foi para Angola com 7 meses. Em 1975 regressou a Portugal, para a cidade do Porto. Aos dezasseis anos, iniciou a sua carreira como colaborador de O Comércio do Porto na área do desporto. Dois anos depois integrou os quadros do mesmo jornal. Trabalhou no jornal Europeu, no semanário O Liberal, na Rádio Nova. Estreou-se na RTP em 1990, onde, foi jornalista, repórter e apresentou o programa da manhã e o Jornal da Tarde.


"O Fim do Império Romano" de Adrian Goldsworthy

Autor: Adrian Goldsworthy
P.V.P.: 34,00 €
Data 1ª Edição: 2010
Nº de Edição:
ISBN: 978-989-626-250-1
Nº de Páginas: 648 + 16 extratextos
Dimensões: 160 x 235 mm
Colecção: História Divulgativa
Editora: Esfera dos Livros
Se há um facto que as pessoas conhecem do Império Romano é que ele caiu. Foi no ano 476 d.C. que Rómulo Augusto, o último imperador do Ocidente, foi deposto e enviado para um exílio confortável. Por essa altura, já a maioria das províncias do ocidente tinha sido devastada pelos senhores da guerra germânicos. O mesmo destino abatia-se, agora, sobre Roma.
Como é que esta superpotência entrou em decadência e desapareceu é uma das grandes questões da História, uma porta aberta para compreendermos a ascensão e queda de outros impérios e países ao longo da História e daí retirar importantes lições para os dias de hoje.
Para Adrian Goldsworthy, autor de Os Generais Romanos – Os homens que construíram o Império Romano e César – A vida de um colosso, o colapso do Império Romano do Ocidente foi apenas o ponto final num processo que se tinha iniciado séculos antes.
Para nos ajudar a compreender melhor como tudo aconteceu convidámos o autor para vir a Lisboa nos dias 8 e 9 de Novembro.
Sobre a obra:
Esta épica história começa com a morte do imperador Marco Aurélio, em 180 d.C., quando Roma era, ainda, a única superpotência mundial e continua com uma longa e lenta decadência que atravessa o caos do século III, o Cisma do século IV e termina no século V com o colapso final.
Baseado numa rigorosa investigação, em textos da época e usando os mais recentes dados arqueológicos, o historiador Adrian Goldsworthy recria com perícia e vivacidade os últimos e violentos momentos do mundo romano.

Sobre o autor: Adrian Goldsworthy estudou no St. John’s College Oxford e leccionou em várias universidades. Publicou diversas obras como The Roman Army at War, Roman Warfare, The Punic Wars (publicado como The Fall of Carthage em livro de bolso), Cannae. A Esfera dos Livros editou em Portugal a obra Generais Romanos, que se encontra já em 2. ª edição, e César, A vida de um colosso. Esta última foi escolhida pela Society for Military History para o Distinguished Book Award para biografia e memórias de guerra.

 

"O Fogo" de Katherine Neville

Autor: Katherine Neville
P.V.P.: 18,80 €
Data 1ª Edição: 2010
Nº de Edição:
ISBN: -
Nº de Páginas: 496
Dimensões: - x - mm
Colecção: -
Editora: Porto Editora
A Porto Editora publica O Fogo, que vem dar continuidade à história do livro de sucesso O Oito No início deste ano, a Porto Editora publicou O Oito, de Katherine Neville, que revolucionou o panorama dos romances de intriga e redefiniu as normas universais do suspense. 13 mil exemplares depois, publica O Fogo, que vem dar continuidade à história e chega às livrarias esta sexta-feira, dia 15 de Outubro.

Sobre a obra:
1822, Albânia: trinta anos após a Revolução Francesa, está iminente a guerra da independência grega. O Paxá Ali, o mais poderoso governante do Império Otomano, encarrega a sua jovem filha Haidée de levar para fora do país uma peça crucial do tabuleiro de xadrez de Montglane. Perseguida por inúmeros inimigos, Haidée viaja através de Marrocos, Roma e Grécia até ao centro do Jogo cujos segredos têm origem na cidade de Bagdade, mil anos antes.
2003, Colorado: Alexandra Solarin desloca-se ao refúgio ancestral da família, nas Montanhas Rochosas, para o aniversário da mãe. Há trinta anos, Cat Velis e Alexander Solarin, os seus pais, acreditavam ter espalhado as peças do Xadrez de Montglane por várias partes do mundo, enterrandoas e ocultando assim os segredos do poder que quem as possuísse deteria. Mas, ao chegar ao seu destino, Alexandra descobre que a mãe desapareceu e que uma série de pistas por ela estrategicamente deixadas só podem indicar que algo de muito sinistro foi posto em marcha. A peça mais importante do tabuleiro de xadrez de Carlos Magno reapareceu…
Misturando um estilo requintado com uma narrativa absorvente em que o suspense nunca pára, Katherine Neville consegue mais uma vez tecer uma cativante história de acção, intriga e mistério.

Ler Excerto

Sobre a autora: Katherine Neville nasceu em St. Louis, Estados Unidos, em Abril de 1945. Especialista em Administração e Gestão de Empresas, foi vice-presidente do Bank of America e consultora para a implementação de sistemas informáticos em organizações da área financeira e das energias, como a IBM e a OPEP. Viveu em seis países e em três continentes, e em metade dos estados dos EUA.
Dessa vasta experiência nasceu O Oito (1988), que se tornou rapidamente num dos maiores bestsellers mundiais. Vinte anos depois publicou O Fogo, sequela do primeiro, que a Porto Editora agora apresenta aos leitores portugueses.
Página pessoal: www.katherineneville.com

 

 

Lançamentos 01

Das várias notícias de lançamentos que têm surgido pela web, estes são os que mais me chamaram a atenção:
forest of hands and teeth city of ashes na sombra do dragao despertar das trevas

Já tenho o "Floresta de mãos e dentes"(Carrie Ryan) em inglês. Ainda não li porque está emprestado a uma amiga, mas vou tentar ler antes de ele ser lançado aqui em Portugal. Editado pela Gailivro.
O "Cidade de Cinzas" (Cassandra Clare), 2º volume da Saga "Instrumentos Mortais", vai também ser lançado este ano. Nunca percebi muito bem porque usaram a capa do segundo livro (USA) para o primeiro aqui no nosso país. Queriam cativar os homens? Só se foi. Editado pela Planeta Editora.
"Na sombra do Dragão" (J.R. Ward) é o segundo volume da "Irmandade da adaga negra". Li o primeiro e gostei bastante, por isso o segundo é bem vindo, embora, possivelmente vá lê-lo em inglês (baixem os preços e eu passo a comprar mais em português). Editado pela Casa das Letras
"O despertar das trevas" (Karen Chance), nunca li, mas já ouvi falar bastante da autora. Editado pela Gailivro.


ladroes do olimpo priestess of the white secret vampire world war z
"Percy Jackson - Ladrões do Olimpo" (Rick Riordan), já me interessava desde que o filme foi anunciado. Faz-me lembrar o Harry Potter e isso pode ser bom. Editado pela Casa das Letras.
"A sacerdotisa da luz" (Trudi Canavan), parece muito interessante. Editado pela Planeta Editora.
"Vampiro secreto" (L.J.Smith), faz parte de uma saga com histórias distintas, todas sobrenaturais, e é isso que me cativa. Ainda não li nada da autora, mas talvez comece por este. Editado pela Planeta Editora.
"Guerra Mundial Z" (Max Brooks) tem andado na boca do mundo e só por isso me causa curiosidade. Editado pela Gailivro.
Kushiel Today im alice flash forward

"Kushiel 1" (Jaqueline Carey), é o primeiro livro de uma saga sobre a qual tenho lido muitos elogios e já à algum tempo que tinha vontade de ler. Editado pela Saída de emergência.
"Today I'm alice" (Alice Jamieson), parece muito interessante, mesmo. Editado pela Planeta Editora.
"Flash forward" (Robert J. Sawyer), de um dos grandes autores de ficção científica, depois de ver a série, fiquei ainda com mais vontade de ler o livro. Editado pela Saída de emergência.

 

 

Memória de elefante


“Memória de elefante (edição ne varietur)" de António Lobo Antunes (Publicações Dom Quixote)

Sinopse:
Um dia na vida de um psiquiatra que esteve na guerra colonial de Angola. Este médico está separado da mulher e das filhas.O livro divide-se em capítulos que não têm título. A narrativa é feita quase sempre na terceira pessoa, mas surge por vezes uma primeira pessoa — por exemplo, um monólogo do psiquiatra, no carro, à noite.

Opinião:
Comecemos do principio, sim ….
Odeio palavrões! Odeio de morte a falta de educação, e este livro começa muito mal, nesse aspecto. Não sabia se rir ou chorar com a quantidade de baboseiras das primeiras páginas. Depois a coisa lá amainou e eu tentei focar-me noutras coisas … até descobrir que não havia muitos pontos a favor.
Fiquei a saber que o autor é muito culto, o protagonista sabia muito de literatura, pintura e cultura em geral. Mas convenhamos que não deviam assumir que toda a gente percebe inglês e francês, afinal é para isso que são as traduções e as notas de rodapé.
Uma coisa que me irritou bastante foram as metáforas absurdamente abundantes. Quero dizer, eu perdia-me no texto e isto nunca me tinha acontecido (a falta de vontade de ler esta obra também não ajudou). Eles estavam a falar de uma coisa dali a nada estavam de outra. Percebem onde quero chegar? Não tinha lógica. Era irritante. Muito irritante.
Convenhamos também que a edição ne varietur que o autor parece exigir, não traz nada de bom à leitura. A ausência de parágrafos, a omissão de pontos finais e o exagero ou falta de vírgulas, era, por vezes, muito incomodativo.
Depois o protagonista era detestável. Lamento mas não consegui simpatizar com ele em nada. Um covarde nojento que parecia um stalker das filhas e que passava o dia a sonhar em sexo com a (ex)mulher, para no fim ir para a cama com a primeira mulher gorda e disponível que lhe apareceu à frente. Se tivesse decidido ir masturbar-se para casa, tinha feito melhor escolha (desculpem a linguagem).
Mas o pior de tudo foi o fim. Sinceramente, qual foi a ideia do livro? Fazer o leitor perder o seu tempo a ler uma coisa que começa praticamente da mesma maneira que acabou

Em suma, não gostei. Não chegou a lado nenhum e só me fez ter um pouco menos de fé naquele que é chamado (ou auto-proclamado) o melhor escritor português ainda vivo.
Os Livros que devoraram o meu Pai


"Os Livros que devoraram o meu Pai", de Afonso Cruz (Editorial Caminho)

Sinopse:
Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.

Opinião:
Tive algum receio em começar a ler este livro por saber que ele mencionava vários clássicos, e que eu não tinha lido a maioria deles. Felizmente a menção que esta obra faz a outras, não chega a ser impeditivo para quem tem conhecimentos limitados dos grandes nomes da literatura.
De uma forma sucinta e acessível, consegue imergir-nos no meio de várias tramas, apresentando-nos variadas personagens que toldam a vida do Elias, da mesma forma que fizeram ao seu pai.

Adorei a forma como este livro mistura realidade com ficção, de tal forma que por vezes fiquei na dúvida sobre o que seria real ou não. Até cheguei a pensar que a história se passava na Inglaterra, mas assim que me foquei nos nomes, percebi que tal não era muito provável.
Este é um livro para quem ama os livros, a leitura e a forma como estes nos fazem esquecer tudo o resto que se passa à nossa volta, e especialmente, a forma como nos moldam e ajudam a crescer (seja para o bem ou para o mal).

O ponto mais fraco deste livro, para mim, foram as personagens. Não as personagens "reais", mas sim as "fictícias", pois todas elas me pareciam clones umas das outras, sem grande individualidade que não as histórias de onde saíam. Desapontou-me o facto de não estarem captadas na sua essência e de, de uma maneira geral, todas terem a mesma forma de falar e de verem o mundo. Talvez isto fosse influência do Elias, pois o leitor influencia a própria leitura, mas para mim isso foi uma falha desta narrativa.
Já o próprio Elias, que foi amadurecendo a cada nova leitura, foi uma personagem não muito agradável, mas extremamente intrigante. E adorei o Bombo e toda a história que envolveu os dois.

Apesar disto, foi uma leitura muito agradável e que recomendo a quem adore ler e viver as histórias que são impressas nas páginas. Para todos aqueles que já chegaram atrasados ao jantar porque estavam compenetrados a ler.

Capa (Afonso Cruz) e Edição:
A Capa está fabulosa, a meu ver. A escolha das cores está perfeita e adoro o desenho, que se não me engano, representa uma mistura das várias personagens com quem o Elias se cruza durante a narrativa.
A edição está simples, mas eficiente, e gostei particularmente das partes em que o texto ganhava um relevância extrema sobre a história. o poder das palavras, bem visível nas páginas deste pequeno livro

Por Treze Razões


"Por Treze Razões", de Jay Asher (Editorial Presença)

Sinopse:
Naquele dia quando Clay regressou da escola, encontrou à porta de casa uma estranha encomenda com o seu nome escrito, mas sem remetente. Ao abri-la descobre que, dentro de uma caixa de sapatos, alguém colocara sete cassetes áudio, com os lados numerados de um a treze. Graças a um velho leitor de cassetes Clay prepara-se para ouvi-las quando é sobressaltado pela voz de Hannah Baker de dezasseis anos, que se suicidara recentemente e por quem ele estivera apaixonado. Na gravação, Hannah explica os seus treze motivos para pôr fim à vida, que a cada um deles correspondia uma pessoa e que todas elas iriam descobrir na gravação o seu contributo pessoal para aquele trágico desfecho.

Opinião:
Ao ler este livro, recordei-me um pouco do que senti ao ler o "Sorte" da Alice Sebold. Ou seja ... uma completa e total apatia.
Eu sei, parece cruel, até atroz. Mesmo para mim, é isso que parece, especialmente quando o livro supra mencionado é um relato cru e biográfico da violação da autora. Mas estaria a mentir se dizesse que consegui empatizar com a Alice Sebold, porque a forma como ela descreveu todo o livro, era de um afastamento gelado que me impedia de sentir algo para além de nojo. O mais completo nojo.
Este "Por treze razões" não é um relato auto-biográfico. É ficção. Mas o tema, por si só, tinha potencial para me fazer chorar rios de lágrimas. E eu nem uma verti ...
Por um lado sinto-me como se fosse uma insensível, mas por outro sei que a culpa não é minha, nem sequer do meu estado de espírito. É o livro que não tem o impacto que deveria ter.
A Hannah Baker está longe de ser uma personagem que inspire piedade. Está certo que lhe aconteceram coisas horríveis, e também sei que são as pequenas coisas, que acumuladas em cima umas das outras, que levam a actos como o dela. Mas, sem querer ser objectiva demais, metade das coisas que lhe aconteceram foi porque ela deixou, porque ela era fraca e eu não consigo simpatizar com uma personagem assim.
No fundo acho inverossímil que uma personagem que é fraca e não consegue defender-se das situações que a deixam incomodada, tenha o discernimento de gravar 7 cassetes a deitar as culpas do seu suicídio aos outros.
Não lhe tiro realismo, porque não são poucos os suicidas que, no seu "caminho" para a morte, se certificam que os que vivem se tornam tão ou mais miseráveis que eles. Por isso nem é o facto de ela gravar as cassetes que parece estranho. O que parece estranho é que as acções dela não condizem com isso. Já para não falar que não me parece que uma pessoa com tendências suicidas vá fazer "piadas" sobre isso. Os suicidas são pessoas deprimidas, perdem todo o sentido de humor, por isso quando a primeira cassete começa com uma graçola, eu perco esperanças.


Eu queria muito gostar deste livro. Aliás, gostar é a palavra errada. Eu queria muito chorar (rios e rios de lágrimas) com esta leitura. Pois sabia que se isso não acontecesse, era muito mau sinal.


Não simpatizei com a Hannah Baker, mas felizmente o Clay foi uma personagem bem interessante de seguir. As reacções dele, há medida que ouvia as cassetes, foram constrangedoras e verdadeiras. Senti apertos no coração em certas cenas que a Hannah descreveu. Cheguei a imaginar coisas horríveis, que infelizmente mais tarde chegaram mesmo a acontecer, mas quando chegamos ao 12º culpado, eu passei a odiar a Hannah Baker. Só entenderá o que eu quero dizer, quem ler o livro, mas deixem-me dizer isto: Ela perdeu todo o respeito que tinha por si mesmo, e isso é normal na situação, mas o que ela fez, ou aliás, o que ela deixou que lhe fizessem, tirou toda e qualquer piedade que tinha por ela. Simplesmente deixou-me mal disposta.


A história está bem empregue, muito bem estruturada e de um realismo sufocante. Acho que ninguém pode ler isto e dizer "isso nunca aconteceria", porque na verdade acontece ... todos os dias, infelizmente. É esta realidade que faz com que este livro me fique na memória. Pela sua franqueza, pelo facto de não andar com rodeios. A forma como a história é contada, é inteligente e original, se bem que por (raras) vezes algo forçada.


As personagens são interessantes, mas quase todas desaparecem da memória rapidamente, há excepção do Clay e da Hannah, mas ambos por razões bem diferentes. E já que falo nestes dois, posso dizer que, tendo em conta a personalidade da Hannah (que foi extremamente bem retratada) eu não acredito que ela colocasse o Clay na lista pelas razões que ela mencionou. Sendo ela quem era, culpá-lo-ia por a deixar só naquela noite, por ele não ter tido coragem de falar come ela antes, e por uma outra infinidade de pequenas coisas que parecem sem grande importância. Afinal, foi isso mesmo que ela fez com os restantes. Assim sendo, a história do Clay, aos olhos dela, não parece minimamente credível. Desculpem, mas é a verdade.


Em suma, foi uma história com um certo nível de interesse que me deixou indisposta e com as entranhas às voltas, mas que não conseguiu ter o impacto sentimental que se esperaria de uma história com esta premissa. A escrita estava simples (por vezes até demais), mas acessível e integrada na idade das personagens. Os dois principais estiveram extremamente bem desenvolvidos, e os restantes também, mas não de uma forma semelhante ou tão fulcral como seria de esperar.
Recomendo, a quem não se importe de ler verdades cruas e que não tenha medo de descobrir que, são as pequenas coisas que às vezes têm os efeitos mais nefastos na vida dos que nos rodeiam. Até as coisas mais insignificantes podem pôr a rolar uma bola de neve, que em breve ficará tão grande que o seu peso será insuportável.


Tradução (Alice Rocha):
Dois livros seguidos com traduções que deixam muito a desejar, é azar! E não se percebe porquê já que a tradutora deste livro parece ter muita experiência (J.K. Rowling, Nicholas Sparks, Ken Follet). De onde vieram tantas más expressões, então?
Traduzir "If I even tried to utter a single word, I would have lost it. Or had I already lost it?" para "Se tivesse proferido uma palavra que fosse, tê-lo-ia perdido. Ou seria que já o perdera?" (pág. 177) - É de uma atrocidade indesculpável. Desculpem-me, mas é!
E quem é que diz "Acho que aquele rapaz te está a galar." - Galar? A sério? Por favor ...
Confesso que, por várias vezes, torci o nariz à tradução. Havia capítulos inteiros em que nada surgia de mal, mas depois aparecia algo alienígena no texto, que me dava comichão.
Lamento, mas a tradução neste livro não está aprovada, de todo.

Capa (Filipa Costa Félix), Design e Edição :
Gosto muito desta capa porque a cassete representa bem um pouco do que é a história, mas a cor (turquesa) pode indiciar um livro "feliz" quando este não o é.
Gostei bastante da paginação do livro, pequenita e no cantinho lateral, fazendo-me lembrar as cassetes (não sei bem porque fiz esta associação). 
De mal só achei que tinha o tamanho dos capítulos. Muito longos, a maioria deles, mas isso não tem a ver com a edição. Só achei que deveria deixar aqui uma notinha.