Conhecimento

30 motivos para beber:



 

9 de fevereiro de 2011

E esse cansaço que não passa?


Dores pelo corpo e falta de energia para tudo… pode ser mais do que uma indisposição passageira. Faça o teste e veja se você não é um candidato à síndrome da fadiga crônica
Assinale, entre os sintomas ao lado, os que você tem sentido com mais freqüência nos últimos seis meses e confira o resultado

Você costuma sentir…
( ) um cansaço insuportável por mais de seis meses, que pode ser companhado de depressão?
( ) dores de garganta freqüentes?
( ) dores musculares e nas articulações?
( ) febre diária, mesmo baixa?
( ) gânglios aumentados e doloridos, especialmente no pescoço e nas axilas?
( ) diarréias eventuais?
( ) falta de vontade de realizar tarefas cotidianas?
( ) insônia ou excesso de sono?
( ) problemas com a memória recente e concentração?
( ) cefaléia com características diferentes das anteriores?
( ) sono que não relaxa nem descansa?
( ) discreta perda de peso?

Até quatro sintomas Fique atenta!
Se esse quadro persistir por, no mínimo, seis meses, pode ser o indício de alguma doença — mas ainda não é fadiga crônica. De qualquer forma, vale consultar o médico para esclarecer suas dúvidas.

Mais de quatro sintomas
Se você assinalou cansaço insuportável, dores de garganta freqüentes, gânglios aumentados e doloridos, dores musculares e articulares… cuidado! Consulte o quanto antes seu clínico geral, pois o sinal de alerta está aceso. Você pode, sim, estar com a síndrome da fadiga crônica.
O depoimento da terapeuta Donna Flowers, ex-atleta profi ssional de patinação artística, pu blicado em julho deste ano no jornal New York Times, chamou a atenção para um problema recém-descoberto. A americana, que é moradora da cidade de Los Gatos, na Califórnia (EUA), revelou que dormia até 14 horas por dia. E apesar do tempo que passava dormindo, o cansaço sempre a vencia. Após empreender uma via-crucis pelos consultórios, fi nalmente Donna recebeu o diagnóstico: ela sofria da síndrome da fadiga crônica. Seis meses após o início do tratamento, ela se sente outra e teve pique até para voltar aos esportes.

Culpa do estresse?
Como Donna, muitas pessoas percorrem os consultórios tentando compreender a falta de pique — mas nem todas as vítimas da síndrome são diagnosticadas corretamente. Os especialistas costumam atribuir sinais da doença ao estresse da vida moderna. “E não há exames específi cos para confi rmar o diagnóstico”, explica Fernanda Rodrigues Lima, do Hospital das Clínicas (SP).
Ou seja: apesar desse teste no início da matéria indicar alguns sintomas suspeitos, só mesmo uma bateria de exames e uma avaliação do seu médico — para descartar a presença de outras doenças que também provocam cansaço — poderão oferecer um resultado mais confi ável.
No Brasil não há dados sobre sua incidência. Mas a Associação Americana da Síndrome da Fadiga Crônica estima que ela atinja 0,5% da população. “Estudos sugerem que ela pode ser decorrência de infecções ou mesmo estar relacionada à baixa imunidade”, explica Fernanda.
Em alguns casos, a síndrome surge após uma gripe. Depois dela, sobra apenas o cansaço, a indisposição e a fraqueza. Esses sintomas vão e voltam por semanas, meses, anos. Pacientes com a síndrome acabam tendo também uma incidência um pouco mais alta de depressão. Por isso, há especialistas que defendem uma possível predisposição genética.
Alternativas para tratar
O desconhecimento sobre as verdadeiras causas do problema explica a falta de uma terapia específi ca. E como a evolução da doença é imprevisível, os médicos não arriscam falar de cura, só de remissão. “Os sintomas são tratados de forma paliativa”, explica Daniel Feldman, professor de Reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O mais importante é a readaptação física. Como o diagnóstico demora, o paciente fi ca tão fadigado que perde o condicionamento físico e sua musculatura enfraquece. “Nesses casos, a recomendação é praticar exercícios aeróbicos, como natação e corrida, aliados ao treinamento de força, sempre com orientação”, diz o professor.
A segunda alternativa é lançar mão de remédios. Além de analgésicos para as dores no corpo, é comum o uso de antidepressivos para melhorar a qualidade do sono e a vitalidade. Em certos casos, são prescritos até anabolizantes, a fi m de intensifi car a performance dos músculos.
Já para os pacientes mais perfeccionistas, que se estressam facilmente diante dos desafi os, é indicada ainda a terapia cognitivo-comportamental — que foca a atenção na forma da pessoa se comportar e pensar.
Segundo Geraldo Medeiros Jr, estudioso de bioenergia e autor do livro Me sinto doente… e ninguém sabe o que tenho (Ed. Medeiros), a fadiga crônica é um alerta de que algo não está fl uindo bem no corpo. Por isso, são vitais cuidados além dos remédios. “Com reorientação alimentar — abrindo mão de alimentos que roubam oxigênio do sangue — e pequenas mudanças de hábito, em 30 dias, a pessoa tem a sua capacidade produtiva restaurada e previne males ocultos”, garante Medeiros.

FÁCIL DE CONFUNDIR
Há uma lista de males que tem o cansaço como sintoma. Por isso, quando a falta de pique bate, é preciso antes descartar a presença de..
PROBLEMAS CARDIOVASCULARES
• insufi ciência cardíaca
• arritmias
DOENÇAS AUTO-IMUNES
• lúpus
• artrite reumatóide
• esclerose múltipla
• miastenia grave
• polimiosite
DOENÇAS ENDÓCRINAS
• problemas na hipófise e tireóide
• hipotireoidismo
• adrenais e diabetes
DOENÇAS MUSCULARES E NEUROLÓGICAS
• apnéia do sono
• narcolepsia
• abuso de álcool e outras drogas
• obesidade
• depressão e outros distúrbios psiquiátricos
• infecções e tumores malignos

 

Torre de Belém


O nosso país tem belíssimos monumentos, cidades maravilhosas e paisagens sublimes que merecem ser visitadas e admiradas, mas como nem sempre é possível viajar, pelo menos podemos apreciar em fotografia, alguns desses locais espectaculares e que foram considerados pela "Unesco" como “Património da Humanidade”.

Património português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade:

Hoje vou apresentar: a Torre de Belém juntamente com o mosteiro dos Jerónimos, estão classificados como património da humanidade UNESCO desde 1983.

A Torre de Belém é um dos monumentos mais emblemáticos e mais belos da cidade de Lisboa.


A Torre de Belém ou Torre de S. Vicente, em homenagem ao santo patrono de Lisboa, S. Vicente, foi designada no século XVI pelo nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo.

Construida na margem direita do rio Tejo, sobre um afloramento rochoso nas águas do rio, fronteiro à antiga praia de Belém, destinava-se a substituir a antiga nau artilhada, ancorada naquele trecho, pois era daí que entravam e saíam as frotas em direcção às novas terras de África e do Oriente pois era a época dos Descobrimentos.

Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme.

Foi construída entre 1514 e 1520, para defesa da barra do Tejo e da cidade de Lisboa, de qualquer invasor que ousasse entrar em solo português, sendo uma das jóias da arquitectura do reinado de D. Manuel.


Francisco de Arruda foi nomeado Mestre do Baluarte de Belém, após o seu regresso do Norte de África, onde se distinguiu pela edificação de algumas fortalezas. Iniciou a construção, em 1514, sob a orientação do Mestre de Obras do Reino, Diogo de Boitaca, que na altura dirigia os trabalhos do Mosteiro dos Jerónimos.

Em 1520 a Torre estava concluída e, um ano mais tarde, era nomeado o seu primeiro governador, Gaspar de Paiva.


Pintura histórica, representando a Torre de Belém em inícios do séc. XIX, da autoria de John Thomas Serres.


A riqueza decorativa da Torre de Belém é essencialmente exterior. Com influências islâmicas e orientais dos elementos decorativos, ricamente decoradas em cantaria de pedra, as cúpulas de gomos que cobrem as guaritas cilíndricas, nos terraços da torre e nos ângulos dos baluartes, são disso um dos exemplos mais marcantes.


Como símbolo do prestígio do Rei, a sua decoração ostenta a simbologia própria do Manuelino,é adornada, com cordas e nós esculpidos em pedra, galerias abertas, torre de vigia, ameias em forma de escudo, decoradas com esferas armilares, a cruz da ordem de Cristo, e elementos naturalistas alusivos às navegações.


De destacar a representação de um rinoceronte, a primeira em pedra que se conhece em toda a Europa, sustentando a base de uma guarida do baluarte virada a Oeste, prova clara do pioneirismo que Portugal manteve com outros povos e outras terras.


A Torre da Belém tem dois elementos principais, a torre propriamente dita e o baluarte.

A entrada na Torre de Belém faz-se pelo baluarte, ou casamata,  local onde se concentravam as principais funções defensivas. É uma sala de forma arredondada, com muralhas rasgadas por 17 canhoneiras para tiro rasante que são coroadas por merlões em forma de escudo com a Cruz de Cristo.

Baluarte, sala dos canhões

Subindo uma escada íngreme acede-se ao terraço do baluarte, também este com funções de defesa. Tem à sua volta seis guaritas, no vértice das faces do polígono, com janelas de vigia e cúpula de gomos. As ameias estão decoradas com escudos de pedra que têm a cruz de Cristo em relevo.


No terraço do baluarte é de admirar a beleza da fachada sul da Torre, virada para o Tejo, ricamente decorada. Nela se podem ver os símbolos da decoração manuelina. Ao centro, corre o parapeito correspondente ao claustrim do piso de baixo,  na face virada ao mar surge a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, com o Menino, também conhecida por Nossa Senhora do Restelo.


Num piso inferior, abaixo da linha de água, encontram-se as caves ou masmorras que serviram de paióis e, mais tarde, de prisão política para altas individualidades.

A torre eleva-se cinco pavimentos acima do baluarte, ficando no último o terraço da torre, de onde se tem uma vista deslumbrante do estuário do Tejo e das suas margens, bem como toda da zona de Belém e dos seus monumentos.


A torre quadrangular, de tradição medieval, mas esguia tem quatro salas abobadadas acima do baluarte:

- A Sala do governador, é assim chamada, provavelmente, pelo facto de ter aqui existido, em 1521, um cargo de Governador da Torre de Belém, desempenhado por Gaspar de Paiva. Aqui se encontra a boca oitavada da cisterna que recolhia e armazenava a água das chuvas.


- A Sala dos Reis, é a  2ª sala da Torre, com tecto elíptico e fogão ornamentado. Através desta sala tem-se acesso ao varandim ou balcão da fachada sul da torre.


- A Sala das Audiências no terceiro piso, é uma sala austera, era utilizada como sala de reuniões,  junto ás janelas, de um e de outro lado da parede ,encontram-se bancos em pedra. Na parede sul deste compartimento, rasgam-se duas janelas com balaustrada.


- A Capela , é a 4ª sala da torre, tem apenas duas janelas altas, sentindo-se um ambiente próprio à oração. Seria nesta sala que se alojava o oratório para as imprescindíveis necessidades espirituais da guarnição.


Ao longo do tempo, e com a construção de novas fortalezas, mais modernas e mais eficazes, a Torre de Belém foi perdendo a sua função original de defesa e durante os séculos seguintes desempenhou funções de controle aduaneiro, de telégrafo e de farol.


Foi também utilizada como prisão política, tendo os seus armazéns sido transformados em masmorras, a partir da ocupação filipina (1580) e em períodos de instabilidade política.

Para mais informações consulte o site oficial da Torre de Belém.
Fontes: "culturaonline"; "wikipedia"; "igespar";"visitportugal"; "guiadacidade"; "torrebelem"
Fotos: Trekeart; outros net


"Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro." (Albert Camus)

Sexta Feira,10 de Dezembro,2010

 

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 20


REGRA 20


"Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: VOCÊ É O QUE FIZER!"


20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 19


REGRA 19


"Não abandone as suas três grandes inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 18


REGRA 18


"Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma boa oportunidade de divertir-se"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 17


REGRA 17


"A rigidez é boa na pedra não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 16


REGRA 16
"Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois é óptimo...para quem quer ficar esgotado e perder o melhor"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 15


REGRA 15


"Não queira saber se falaram mal de si e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 14


REGRA 14


"Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importãncia subtil de uma saída discreta"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 13


REGRA 13

"É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilómetros. Não adienta estar mais longe"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 12


REGRA 12

"Entenda que príncipios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 11


REGRA 11


"Família não é sua pessoa. Está junto a si, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade."

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 10


REGRA 10


"Evite envolver-se na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a acção"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 9


REGRA 9


"Tente descobrir o prazer de factos quotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 8


REGRA 8


"Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine os imaginários, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 7


REGRA 7


"Peça ajuda sempe que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas."

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 6


REGRA 6


"Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Você não é a fonte dos desejos, o eterno mestres de cerimónias..."

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 5


REGRA 5

"Esqueça de uma vez por todas, que é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagade, tudo anda sem a sua actuação, a não ser, você mesmo..."

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 4


REGRA 4

"Concentre-se numa coisa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se irá cansar em demasia"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 3


REGRA 3
"Planeie o seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de si"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 2



REGRA 2


"Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme"

20 Regras de Ouro para Viver Melhor - Regra 1


REGRA 1


"Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em si, analisando as suas atitudes"



Cores Auricas & Seus Significados

Estamos todos nós observando as experiências que estamos criando em nós e ao nosso redor. Todos já perceberam que as emoções estão emergindo a flor da pele. A maioria dos seres humanos estão percebendo a necessidade de vibrar, pensar, sentir em valores mais elevados - que o resumo é o único remédio: AMAR

Dentro de tantos outros sintomas que a humanidade já está vivenciando em seus corpos fisico, mental, emocional e espiritual - a sensibilidade tornou-se algo mais comum e acaba sendo um dos motivos de muitos seres que não conseguiam enxergar sua propria aura, a aura de outras pessoas, animais, plantas e locais - agora estão involuntariamente enxergando.

Hoje retirei um texto de um livro de filosofia yogue para explicar qual é o significado de cada uma das cores que enxergamos na nossa aura, aura das pessoas, animais, plantas e locais.

A aura  é a ressonância do seu corpo vibratório,  diz a respeito da sua consciência.

Aura é o campo de energia eletromagnética resultante da vibração dos átomos, e envolve todo o corpo dos seres humanos, dos animais, dos vegetais, dos minerais e de todos os objetos. A aura revela muito sobre uma pessoa, mesmo não podendo ver o campo energético que envolve o corpo é possível senti-lo prestando atenção em sentimentos, pensamentos e ações. Muitos estudiosos acreditam que a chave para o entendimento do “eu interior” pode estar no estudo da aura humana, pois é o campo energético da pessoa que reflete toda sua maneira de viver.


Então ...  a aura é a energia que envolve cada ser vivo, cada objeto. Essa energia é pessoal e intransmissível e pode dar informações muito valiosas sobre nós, sobre os nossos caminhos, sobre as nossas escolhas... no fundo a aura diz-nos o que viemos cá fazer e a forma como nos manifestamos no Universo.
Veja o que diz o Yogue Ramachára em 14 Lições de Filosofia Yogue - Ed. Pensamento


Cores Áuricas & Seus Significados:

Preto: representa uma pessoa com ódio, malícia, vingança e sentimentos semelhantes.É onde estão enquadrados os assassinos em série, e outros tipos perigosos de criminosos.

Pardo: de um matiz brilhante, representa egoísmo.
Pardo-cinzento: de matiz peculiar (quase como o de um cadaver) representa temor e terror.
Pardo: de matiz escuro, representa depressão e melancolia.

Verde, de um matiz sujo - representa ciumes. Se há muita ira de envolta com ciumes, aparecerão chamas encarnadas sobre um fundo verde.
Verde, de um matiz quase cor de ardósia, representa falsidade baixa.

Verde, de um matiz brilhante peculiar, representa tolerancia para as opiniões e crenças dos outros; fácil adaptação às mudanças de condições, adaptabilidade, tato, urbanidade, sabedoria mundana e qualidades que possivelmente poderiamos considerar como falsidade refinada.

Encarnado, de matiz semelhante ao das chamas que, misturadas com a fumaça, saem de um orifício, ardendo, representa sensualidade e paixões animais.
Encarnado, visto em formas de labaredas de um vermelho brilhante, parecidas, em seu aspecto, ao resplendor de um relampago, indica colera. Estes mostram-se, usualmente, sobre um fundo preto, no caso de que a colera seja produzida pelo ódio ou pela malicia, mas nos casos de ira produzida por ciumes, aparecem sobre um fundo verdoso. A colera nascida da indignação ou defesa de supostos direitos, carece desses fundos e, geralmente, se mostra como relampagos rubros sem fundo algum.

Carmesim, representa amor, variando em matiz de acordo com o carater da paixão. Um amor sensual e grosseiro será de um carmesim escuro e opaco, enquanto que, combinado com sentimentos elevados, aparecerá em tons mais luminosos e mais agradáveis. Uma forma muito mais elevada de amor apresentará uma cor quase aproximada a um formoso cor-de-rosa.

Moreno/Marrom, de uma coloração avermelhada, representa avareza e voracidade.

Alaranjado, de um tom brilhante, representa orgulho e ambição.

Amarelo, em seus variados matizes, representa poder intelectual. Se o intelecto se satisfaz com coisas de ordem inferior, o seu matiz é de um amarelo escuro e sombrio; e conforme vai elevando-se a níveis mais altos, a cor se torna mais brilhante e mais clara; um formoso amarelo dourado significa uma grande aquisição intelectual, amplo e brilhante raciocinio.

Azul de matiz escuro, representa pensamentos, emoções e sentimentos religiosos. Esta cor varia em claridade, conforme o grau de altruísmo manifestação na concepção religiosa. Os tons e graus de claridade variam desde o índigo sombrio até o belo e rico violeta, representando este ultimo o sentimento religioso mais elevado.

Azul claro de matiz luminoso e puro, representa espiritualidade. Em casos dos graus mais elevados de espiritualidade, observados na humanidade ordinária, mostram-se neste matiz azul cheio de brilhantes pontos luminosos, chispantes e tilintantes, como estrelas numa clara noite de inverno.

A aura de raios infra-vermelhos e ultra-violta, é conhecida pelos ocultistas e podem ser vistas pelas as pessoas de certo grau de poder psiquico. O significado desta afirmação pode ser melhor compreendido quando dizemos que, se aura humana é vista alguma destas cores ultra, indica desenvolvimento psiquico, dependendo o grau de intensidade do grau de desenvolvimento.


A cor ultra-violeta, na aura, é indicio de desenvolvimento psiquico, empregado num plano elevado e altruista, enquanto que a cor de aura infra-vermelha, vista na aura humana, indica que a pessoa possui desenvolvimento psiquico, porém que o emprega para os propósitos egoístas e indignos - magia negra em realidade.


Os raios ultra-violeta estão exatamente além de um extremo do espectro visível conhecido da ciência, enquanto que os raios infra-vermelhos estão precisamente além do extremo oposto. As vibrações da primeira são demasiado altas para impressionar a retina do olho humano, ao passo que a segunda são tão baixas que tampouco podem impressioná-las.


A aura amarelo primário - o qual é indicador da iluminação espiritual e que é percebido debilmente ao redor da cabeça daqueles que são espiritualmente grandes. A cor que nos ensina como caracteristica do setimo principio - o espiríto - se diz ser de pura luz branca - de um brilho especial - igual à qual jamais foi vista por humanos olhos; de fato, a verdadeira existencia da luz branca obsoluta é negada pela ciencia ocidental.(fim do texto do livro mencionado).


Prateada:
É a cor da estabilização geral. Todas as qualidades das outras cores a aura prata favorece, se a pessoa souber manipular a energia, direcioná-la.
As pessoas que nasceram de 02 de fevereiro de 1971 em diante já nasceram com a aura prateada (e, por conseguinte, com o GNA ativado que, para essas pessoas, precisa apenas ser desenvolvido). Quem tem aura prateada tem facilidade para fazer contatos com naves e seres extraterrestres, porque já estão preparadas inconscientemente devido à descendência energética dos seres extraterrestres.
Quem nasceu antes de 1971 vai alcançar a aura prateada através da evolução mental e espiritual. Quanto mais espessa for a aura prateada, mais controle e mais facilidade para quem a possui.




Rosa
Uma pessoa que tem o rosa na aura, é uma pessoa que está sempre atenta à necessidade dos outros, que só se sente bem na medida em que ajuda os outros, que tem muita dificuldade em dizer não, que dá sempre, sem limites. Até aqui tudo bem.
O grande "problema" da aura cor de rosa não é dar aos outros. De forma alguma. O "problema" está em não dar a si mesma na medida que dá aos outros. Se desse tanta atenção a si mesma, como dá aos outros, tudo estaria bem. Porém, o que acontece é que as pessoas com a aura cor de rosa é que medem o seu valor na medida em que os outros precisam dela e por isso mesmo é que não conseguem dizer "não". Porque tem receio que se disser não, as pessoas deixem de gostar dela, que deixem de pedir ajuda e assim ela deixa de ter qualquer valor. E claro, que toda esta situação passa pela base de uma falta de segurança emocional, por uma fraca auto-estima.
Para uma pessoa com a aura rosa, é muito dificil centrar-se em si. Focaliza toda a sua energia no exterior. Dá, dá, dá até perder o seu centro, até se sentir completamente perdida e quando dá por si está completamente esgotada, desesperada e muito perto da depressão.
E tudo isto tem como resultado o ressentimento e a amargura porque como se vê sozinha quando mais precisa, fica muito revoltada pelas outras pessoas não a ajudarem como ela as ajudou. E este ressentimento é um autêntico veneno que pode degenerar em doenças muito graves.
O caminho de uma pessoa com a aura cor de rosa, é o caminho da re-descoberta de si mesma. O passar tempo consigo mesma, mimar-se, olhar-se ao espelho e falar consigo como fala com as outras pessoas, o focalizar a sua energia em si mesma, seja através da meditação, seja através de um simples passeio a sós à beira- mar. Se conseguir enveredar por este caminho, vai apreender a emanar a sua energia em vez de a esvair e toda a gente beneficia com isto.


Extrema Sensibilidade dos Praticantes de Yoga, Meditação ou Pessoas em Estados Mais Acentuados de Ascensão: É sentir ou enxergar esse movimento aurico próprio, das pessoas, dos locais, das situações, etc.
O que vem ocorrendo com a extrema sensibilidade de quem pratica yoga ou meditação: São as diferenças dos corpos auricos ao se aglomerarem em determinadas ocasiões ou locais extremamente agitados por sons perturbadores. Incluse o simples fato de uma caminhada pela Avenida Paulista por um Yogue pode ser as vezes complicado porque a qualidade do prana/ar fica prejudicado com a contaminação do ar - promovido unicamente dos veículos em massa. É como estar num local "sujo".

Algumas amigas e amigos, e até clientes mencionam que depois de um tempo praticando yoga não conseguem mais ir a eventos que necessariamente tem que ficar no meio de massa de pessoas. Geralmente isto acontece porque o yogue vai ficando mais sensivel com os movimentos da yoga que tem a finalidade de limpar os chakras, equilibra-los e o nível de conscientização acentua-se. O corpo magnético - aura acaba ficando muito limpo e sensível - e ao encostar ou estar no meio de varios campos magneticos perturbados ocasionam quase que imediatamente alergias, crises nervosas tendo que o yogue sair quase que correndo do local.

Algumas de minhas experiências em reconhecimento de aura:

As pessoas que cheiram cocaína e ainda usam como meio para obter a droga as atividades do roubo, sequestro, assassinatos geralmente possuem um aura meio preta avermelhada, e seus olhos são perturbados e já notei em vários o campo magnetico dos olhos vermelhos laranjeados.

Doentes Terminais:
Ja notei em experiências minhas pessoais, que uma pessoa doente com a aura - principalmente o chakra 6 e 7 roxeado para vermelho e preto - em uma semana poderá chegar à morte (já presenciei várias experiências de pessoas nessa situação e animais).

Aviso de Aproximação de Desencarne:
Ja notei que uma pessoa com a aura preta esfumaçada acinzentada - falecer em poucas horas ou dias (menos de semana), mesmo não apresentando nenhum sintoma de doença fisica séria ou mesmo que esteja com uma doença e total controle. Reparei em pessoas perto de reencarnar como se o chakra coronário - acima deste chakra acontecesse já ter algo puxando o ancoramento do espírito. Nesse ultimo caso a pessoa faleceu em menos de 45 dias - mesmo indo tomar passes em centro espirita mesa branca quase que diariamente.


As situações, os ditos "problemas" e oportunidades que nos aparecem todos os dias:

As situações que temos em nossas vidas também emanam vibrações e portanto cores/auras. A pessoa mais sensível pode fechar os olhos e através de meditação sutil enxergar a aura do problema ou negócio a ser resolvido. Quando apresenta-se cores tipo preto, roxo escuro, vermelho, marrom escuro é melhor afastar-se de tal situação e evitar problemas seríssimos. Situações em que enxergamos sempre a cor violeta sem mudança de nuance - são situações de dificil resolução que não dependem apenas de nosso movimento ou vontade - é como se precisa-se de uma energia meio que superior para que o assunto resolva-se. Interessante nesses casos meditar visualmente a luz verde limão para clareamento de tais situações aqui mencionadas.

Curiosidade: Alimentação da India


ALIMENTAÇÃO:


Tradicionalmente, os indianos costumam comer usando a mão direita literalmente, isto é sem nenhum talher;


Hindus não comem carne bovina e muçulmanos não comem porco;


Deve se comer usando somente a mão direita, visto que a mão esquerda é usada para propósitos higiênicos e portanto considerada impura. Porém, é aceitável passar pratos ou vasilhas com a mão esquerda;


Tocar a comida em um prato comum, ou seja que vai ser divido para todos, pode causar que os outros evitem comê-lo;


Lavar as mãos antes e depois das refeições é muito importante. Em algumas casas hindus, eles esperam que você lave sua boca também;


Para alguns hindus, é um insulto um visitante agradecer pela comida após ter terminado de comer, visto que eles dizem que dizer obrigado é considerado uma forma de pagamento.


Se você está bebendo água ou outra bebida num copo ou outro container que será usado por outros, nunca toque o copo ou container com seus lábios. Segure o copo um pouco acima da boca e então entorne aos poucos dentro da boca sem tocar o copo com a boca;


É muito comum entre os hindus utilizarem muitos cerimoniais em sua vida diária. Por exemplo, os brâmanes (casta alta) não comem nenhum tipo de carne, e derivados como ovos e outros.


Quando comem por engano ou fazem outras coisas que segundo eles os torna impuros, eles costumam fazer um ritual de purificação que, algumas vezes, consiste em beber urina de vaca (que eles dizem que é sagrada). Alguns rituais de purificação incluem cinco produtos da vaca, considerados sagrados para os hindus: leite, coalhada, gordura, urina e fezes.


Um antigo costume hindu, já fora de uso, dizia que para uma mulher devota, seu marido era literalmente um deus. Para agradar seu marido a esposa deveria de boa vontade fazer qualquer coisa. A principal razão para ela viver era servir seu marido e obedecer a risca todos os seus desejos. Uma esposa era para comer somente após seu marido ter terminado e comer então no prato sujo de seu marido.

Voces são Viciados em Trabalho?


01 - Um Viciado em Trabalho não tem quarto…….. Tem escritório!


02 - Um Viciado em Trabalho não tem amigos…….. Tem contactos!


03 - Um Viciado em Trabalho não tem vida………… Tem carreira!


04 - Um Viciado em Trabalho não tem sonhos……… Tem projectos!


05 - Um Viciado em Trabalho não tem encontros…… Tem reuniões!


06 - Um Viciado em Trabalho não toma cerveja……. Toma decisões!


07 - Um Viciado em Trabalho não faz sexo……. Descarrega o stress!


08 - Um Viciado em Trabalho não navega na Internet… Faz pesquisas!


09 - Um Viciado em Trabalho não tem domingo…….. Tem horas extras!


10 - Por último, fiquem traquilos: Um Viciado em Trabalho não fica a ler estes posts… Ele Trabalha!


Ou seja, não é o teu caso...

Cérebro de gay masculino é parecido com o da mulher heterossexual...



As semelhanças são enormes, segundo um estudo divulgado pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS). O cérebro de um homem gay é mais parecido com o de uma mulher heterossexual do que com o de um homem heterossexual.


Os dados foram apresentados pela equipa de neurocientistas liderada por Ivanka Savic, do Instituto Karolinska, da Suécia. Será a prova mais sólida jamais apresentada de que a sexualidade não é uma opção, mas uma característica biológica, dado que a ressonância magnética demonstrou que o tamanho e a forma do cérebro variam de acordo com a orientação sexual.


O cérebro de um homem gay é muito semelhante ao de uma mulher heterossexual, apresentando os dois hemisférios mais ou menos do mesmo tamanho. O de uma lésbica, por outro lado, assemelha-se ao homem heterossexual, dado que tem o lado direito um pouco maior do que o esquerdo. A investigadora optou por estudar parâmetros fixos, como o tamanho e a forma do cérebro, que se mantêm os mesmos desde o nascimento.


A equipa também analisou o fluxo de sangue na amígdala, a área do cérebro que controla os aspectos emocionais, o humor e a agressividade. E, também aqui, o padrão masculino homossexual correspondeu ao feminino heterossexual e vice-versa. Foram estudadas 90 pessoas (25 heterossexuais e 20 gays de cada um dos sexos).

Xamanismo

Xamanismo, Bruxaria e MagiaEstes três termos são muito usados hoje e existe uma grande similitude entre as pessoas que se aproximam destes caminhos. Vamos meditar juntos sobre este tema hoje. Para isso precisamos começar meditando sobre o ato de falar, sobre o ato de trocar informações por palavras. Xamanismo é uma palavra. Ela indica, alude sobre algo, mas não é esse algo. Água é uma palavra. A palavra água te faz lembrar do elemento em si, mas não podes mitigar tua sede só com a palavra água, só com a lembrança mental da mesma, de imagens da mesma.Quando falo água, ou aqui , quando escrevo água tua mente vai até um arquivo e libera memórias, experiências já vividas suas com este elemento. Se escrevo água quente limito o leque de opções. Água fria leva a outro tipo de lembranças. Te deu sede toda essa conversa sobre água? Pensa na água.Imagina a água, imagine que bebes um copo de água. Agora , se quer mesmo estabelecer uma comunicação mais ampla entre nós, levanta e vai tomar um copo de água. Se fizeres realmente isso vais notar como é totalmente diferente lidar com o conceito , com a palavra água e tomar água de fato. Portanto o termo água alude a algo efetivo que existe, com o qual tu tens contato, mas não tem o mesmo valor de resolução.Não mitigas a sede com palavras, só com o elemento. Da mesma forma os termos Xamanismo, Bruxaria e Magia não podem ser completamente compreendidos só com abordagens teóricas. Vamos aludir, vamos nos aproximar, vamos mesmo demonstrar certos fatos de tais práticas, mas nota que a compreensão profunda só virá quando tu , que lês estas linhas, fores também alguém que sente a ARTE em tua essência.Só praticantes se entendem plenamente nestas abordagens. Por que em primeira estância estas três formas de caminhar na existência são formas de uma mesma tradicional e transcendente forma de conhecimento, que transcende toda e qualquer forma de conceitualização. Assim optamos por chamar este SABER DOS SABERES, este além de tudo que podemos conceber como ARTE.A ARTE é pois a filosofia/ciência/ mística/arte em sua mais plena expressão. Durante nossa era decompusemos a abordagem da realidade nestas formas . Ou abordamos a realidade filosoficamente ou cientificamente, ou místicamente ou artisticamente. Interessante que como resposta a extrema dependência de uma abordagem mística, que na realidade era misticóide, da realidade que caracterizou certos séculos anteriores esta era se esforça por ficar limitada ao que chamam de "concepção cientifica da realidade" . Todos insistem em tentar provar que campos como os fenômenos paranormais são "científicos".Mas a questão central é que os paradigmas nos quais se apoiam para dizerem-se científicos contradizem mesmo as bases da própria noção de ciência, já que a busca de respostas verdadeiras deveria ser uma premissa mais forte na ciência que a manutenção de uma ideologia dominante para manter sociedades inteiras servis. O Xamanismo, a Magia e a Bruxaria foram perseguidas e ainda são em muitos setores desta sociedade que aí está. Vejam as campanhas constantes contra todo tipo de terreiros de umbanda e candomblé e todo movimento de nova era por parte dos segmentos mais fundamentalistas de certas religiões em franco crescimento. É apenas um aspecto desta luta contra toda forma de trabalho mágico que escape aos paradigmas impostos.Esta luta que ainda existe entre campos ideológicos se reflete também na chamada ciência acadêmica, onde indivíduos com inflados egos ainda influem nos rumos das pesquisas e no conceituar da realidade para que certos modelos da realidade não sejam de todo alterados.O xamanismo, a magia e a bruxaria são formas de abordar a realidade que tem sido perseguidas há algum tempo, em diferentes civilizações. Por quê?Por que esse medo que tais caminhos despertam? Se observarem com atenção notarão que toda vez que um regime absolutista, que deseja impor sua vontade privada sobre a vontade coletiva , se estabelece, tais caminhos são os primeiros a serem perseguidos. Toda vez que o poder despótico se faz sentir os caminhos citados são perseguidos.Os povos nativos continuam sendo oprimidos hoje. Destruídos enquanto cultura e enquanto vidas, mortos em conflitos diversos. A Magia e a Bruxaria ganharam um certo espaço em certas camadas sociais e acabaram fazendo uma lenta migração de volta ao sistema dominante e explodiram com força em vários magistas e bruxos que vem alimentando a cultura oficial com obras nas quais narram suas aventuras e descobertas na vastidão de outras realidades que circundam a nossa.Lendo os autores mais originais, não os que baseiam suas "descobertas" apenas na leitura de outros, mas os(as) que conseguem participar mesmo de uma maior aproximação das fontes de onde tais informações são emanadas, vamos notar que questionamentos profundos sobre a Vida, a Morte , a consciência, a realidade a nossa volta, a existência de realidades outras que não esta, seres outros habitando mundos ao redor deste, seres alienígenas a nossa realidade presentes em nossa própria realidade , mas não perceptíveis a nós, enfim vários temas foram sendo investigados por vários indivíduos, homens e mulheres que tiveram acesso a fragmentos de informação, outros(as) à escolas autênticas possuídoras de elos com a ancestralidade de onde este SABER emana, enfim muitas linhagens diferentes foram contactadas por estas pessoas que tinham em si o ímpeto de aprender mais sobre os mistérios que nos circundam e escrever sobre isso.Helena Petrovna Blavatsky, Upasika; Aleister Crowley , Therion; Fernando Pessoa, na multiplicidade; mais recentemente Carlos Castañeda, também conhecido como Charles Spider; enfim muitos homens e mulheres foram sondar outras realidades e acabaram encontrando de fato abordagens da realidade completamente diferentes das que esperavam.O Xamanismo, a Magia e a Bruxaria tal qual são concebidos e praticados hoje sofreram profunda influência destas pessoas,pois foram elas que fizeram as primeiras traduções dos conceitos ancestrais destes caminhos para a sintaxe da nossa cultura.Quando colocados na sintaxe da nossa cultura tais informações adquirem mesmo um caráter de revelação. RE Vela.Indica , alude, mas também confunde, coloca o véu de novo pois definir estes caminhos e falar sobre eles pode nos levar a realizarmos falsas associações, resignificações e interpretarmos os conceitos desses caminhos de acordo com nossas presunções e a partir daí dormir ainda mais ao invés de despertar.Tanto no Xamanismo , como na Magia como na Bruxaria a primeira premissa é que só pode trilhar esse caminho quem "É " .Se notarmos toda a obra produzida sobre estes caminhos vamos notar que de forma declarada ou subliminar quem instruí o(a) aprendiz em qualquer desses 3 caminhos começa sempre ensinando tal aprendiz a deixar de ser apenas uma resultante de condicionamentos do meio, de "n" fatores que afetaram sua existência até então e aprender a ser um "EU" real. Alguns lidam com toda uma viagem pelas esferas da Árvore da Vida e do TArot para este trabalho, onde o ser que tal caminho trilha vai lidando com seus medos e condicionamentos, carências e vaidades, vai se integrando, resolvendo sua sombra e então, após atravessar o abismo onde deve despir-se até se si mesmo, surge um novo ser, o que "É". Só aqui começa a magia, antes havia apenas um agitar semi consciente da luz astral, o grande mar de energia que nos circunda, que gera ao redor de nós uma atmosfera psíquica, que pode gerar fenômenos diversos, mas que é também uma grande ilusão, maia, um mitote.Me parece bastante importante este fato. Tanto no Xamanismo, como na Magia como na Bruxaria o primeiro passo é deixar de meramente sobreviver para VIVER, deixar de reagir para AGIR.Esse lembrar de si, esse resgatar a nós mesmos além das ilusões que estão aí é condição básica para que haja Xamanismo , Magia ou Bruxaria.Xamãs , Magistas e Bruxos(as) são homens e mulheres que antes de mais nada "SÃO".Para poderem operar efetivamente nas premissas desses caminhos tem que "SER" ou serão destruídos quando as fronteiras da realidade se expandirem. A VONTADE é o começo de tudo, a mais fundamental conquista que um (a) Xamã, um(a) Magista ou um (a) Bruxo(a) deve ter realizado ,para não ser destruído pelos poderes e esferas que pretende interagir. E VONTADE já é uma palavra que está num contexto diferente do comumente expresso. Não tem nada a ver com desejo, mesmo com volição ou qualquer outra forma de expressão que conheçamos.Tanto quem trilha o caminho do Xamanismo como da Magia como da Bruxaria sabe que VONTADE aqui tem outro sentido, outro significado é a forma pessoal que cada um tem de expressar um poder muito maior, que é a própria VONTADe da Eternidade que nos circunda.Só quem "É" pode ter VONTADE. Este é um sentido que escapa a muitos leitores das obras de quem esteve estudando esses caminhos e sobre eles escreveu. Vejam Crowley: "Faze o que tu queres..." Esse "Tu" é um conceito complexo, indica que existe alguém de fato, não um aglomerado de estilos de emocionar-se, de raciocinar e reagir que chamam de "eu".Lendo Erva do Diabo e Estranha realidade milhares de pessoa pelo mundo ficam a vagar erraticametne por se super estimularem com plantas de poder diversas crendo que o "espirito da planta" vai lhes revelar algo que já nào sabem. Mas o cerne abstrato do aprendizado ali era outro, tudo ali estava sendo usado como meio de trabalho por alguém que tinha maestria na ARTE. Assim ficar preso em leituras literais de qualquer obra que toque a ARTE é como ser um fundamentalista e basear sua vida em interpretação literal de textos adulterados que foram escritos em outra cultura.O que chamo atenção, neste primeiro artigo de nove com este tema, é que antes de atabalhoadamente irmos a definições e diferenças entre Xamanismo, Magia e Bruxaria temos que repensar nossos paradigmas , nossas bases conceituais sobre as quais assentamos nossa compreensão de mundo. E uma condição fundamental é compreender que quando estamos falando de XAMANISMO, de MAGIA e de BRUXARIA compreendidas essas linhagens como as que de fato tem ligação com a ARTE, existem pontos muito interessantes de semelhança entre ambas que tem sido deixados de lado.Vamos a eles. O primeiro deles é o fato que todo caminho que leva a ARTE começa por auxiliar o ser que trilha tal caminho a se desvencilhar do pesado passado que carrega consigo, da insana absorção em conceitos prontos, em condicionamentos estáticos que foi implantada em cada ser humano nesta Era de escravos que vivemos. E aqui tocamos num ponto sensível, todo sistema feitor de escravos sempre lutou arduamente para destruir tudo ligado ao Xamanismo, a Magia e a Bruxaria. Por quê? Por serem caminhos de LIBERDADE e aqui temos outra definição importante.O Xamanismo, a Magia e Bruxaria sempre foram caminhos de homens e mulheres livres. Que alguns desses homens e mulheres tenham caído , ao tentar se aproximar da ARTE, em formas de prisão muito mais sutis e perigosas que a prisão deste mundo é um fato,o qual alerta a todo praticante que arrogância e presunção são estilos de comportamento que nos dirigem diretamente para as iscas que existem no vasto mar que vamos descobrindo quando nos dedicamos a ARTE.Tanto o Xamanismo, como a Magia como a Bruxaria tem diversas formas de manifestação e existem também muitas formas de culto que nada tem a ver com a essência do Xamanismo , da Magia e da Bruxaria que ainda assim se apresentam como tal. Temos no tocante a Bruxaria o agravante de ter sido deturpada fortemente pelas falsas acusações e testemunhas sob o terror da tortura ou mesmo ameaça dela, terem criado fantasias sem fim que serviam bem aos propósitos dos que desejavam criar o medo contra trais práticas e conhecimentos.Na Magia temos as deturpações como a "magia negra" criação também da inquisição que ainda hoje assusta tantos. No Xamanismo temos grande número de índios que imitaram formas de agir, sem entender a essência, de verdadeiros xamãs e assim hoje repetem ritos e formas, mas sem o poder que caracteriza toda ação de fato xamânica. Mas além destas deturpações temos o XAMANISMO de fato, a MAGIA de fato e a BRUXARIA de fato.Vivemos numa civilização globalizada. O fato é que hoje estamos integrados em termos de mundo de uma forma muito intensa.Se algo acontece agora no Japão, quase que imediatamente vamos estar sabendo, muitas vezes uma pessoa da zona rural do Japão , que esteja longe dos meios de comunicação durante uma tarde pode demorar mais a saber de um evento importante que aconteceu numa cidade vizinha onde está, do que uma pessoa morando no outro lado do mundo.Criamos uma série de interconexões entre os países e os povos desses países. Agora mesmo estou ligado na internet, mantendo contato on line via icq com gente de vários lugares do mundo. Esta nova forma de interagir cria uma forma de perceber o mundo bem diferente das gerações anteriores. Alvin Tofler chamou de 3 ª Onda. Quando vamos estudar o passado para compreender as origens do que hoje denominamos Xamanismo, Magia, Bruxaria, temos que ir muito além de uma leitura intelectual de pretensas descrições históricas. Temos que recuperar a liberdade de perceber além do que nos determinaram como realidade.Para irmos mesmo as origens de tais faces da ARTE temos que ir além do próprio conceito de tempo que temos. O Tempo tal qual ele se manifesta em sua vida, este tempo dos relógios que te mantém servil , este tempo é fruto da contrução de uma realidade que é a dominante.Essa realidade foi desenvolvida a partir de elementos de diversas culturas, tem influência dos egícios, helenos, dos hebreus, dos romanos, vem caminhando num jogo crescente entre grupos antagônicos que querem o poder sobre outros, imperialismo e conquista é sua meta.Temos que estar bem atentos a estes aspectos manipuladores, a este background imperialista que impregna toda a base existencial da chamada "sociedade contemporânea". Temos que estar atentos porque esta sociedade criada assepticamente em projetos de colaboração entre estes e estas que querem tudo dominar também criaram pseudos caminhos, pseudos xamanismo, pseudo bruxaria e pseudo magia.Estão aí estes caminhos, esperando por quem quer apenas fantasias, arrepios, brincadeiras de salão . Assim brincam com fantasias, agitam a luz astral, mas nada além do reflexo de seu inconstante interior descobrem.O Xamanismo , a Magia e a Bruxaria são formas de abordar a realidade que podem ser usados no mundo cotidiano, de forma discreta e com um grau de eficiência incrível e após éras de perseguição e numa época de escravizadores é claro que aqueles homens e mulhres que de fato trilham esse caminho se tornaram hábeis em ser discretos, quase sumidos, deixando entrar em seus círculos vez por outras pessoas que estão ainda entre os escravos, para que voltem e contem o que viram.Quando olhamos o mundo notamos que num certo momento uma doença começa a atacar o organismo formado por todos os humanos do planeta. Em vários locais a guerra de conquista e a escravidão, o transformar outros seres humanos em objetos , se tornam a proposta fundamental de nações, clãs.Vamos observar este estado de consciência ir tomando área após área do globo, as guerras de conquista do Império Romano, depois os impérios Cristãos e agora o neo colonialismo chamado "globalização, onde os neo cristãos com seus valores consumistas pretendem manter toda a humanidade sob sua descrição da realidade.Há muito o que meditar aqui, pois Xamanismo, Magia e Bruxaria são heranças de outros tempos, dos tempos dos povos livres, que iam e vinham pelos caminhos naturais do mundo. O presente modelo de realidade que hoje nos foi imposto, foi habilmente implantado, num projeto organizado que começa de forma sistematizada com Júlio César e Cleópatra , passa pelas Cruzadas e Inquisição e segue sempre em frente, a Águia que quer dominar sozinha o mundo. Hä muitas águias e que algumas sejam assim tão egoístas é apenas uma pena.Nós , herdeiros espirituais dos(as) Xamãs, Magistas e Bruxos(as) da ancestralidade somos agudamente conscientizados durante nosso treinamento de como o mundo "oficial" é o mundo dos escravos, onde o dom da vida é empregado por gigantescas máquinas, onde seres humanos são apenas extensões biológicas de tais engrenagens.Nossas tradições nos contam como era antes, nos contam como foi a lenta queda dos povos ancestrais que viviam em harmonia com a Terra. Os conquistadores trouxeram contigo suas doenças físicas e existenciais e contaminaram o povo nativo com ambas, matando assim em corpo e espirito milhões de nativos em poucos anos.Quando em certos ritos, em certas práticas, usando de certas habilidades que o aprender efetivamente nestes caminhos desperta em nós, podemos ir até este passado diferente, mas temos que ter o cuidado de não "onirizar" o que vemos. Podemos ficar limitados a interpretar a energia que estamos percebendo com base no repertório ordinário que temos, que é fruto deste sistema , que é escravizante. Assim antes de mais nada, antes de falarmos de outros mundos temos que reconsiderar nossa própria percepção desse mundo.Esse mundo maravilhoso no qual estamos, mas ao qual também fomos embotados. Percebemos fragmentos da realidade, mesmo desta que dizemos ser a única. Vivemos de forma incidental, não com presença e profundidade reais. Agora o que sentes, como esta tua respiração, que sons , imagens, cheiros, temperaturas te circundam?O Xamanismo, a Magia e a Bruxaria, tem a inquietante capacidade de realmente funcionar a partir do momento que quem os procura , com sinceridade o faça. Pois está presente em muitas tradições o fato que quando nos pomos a lutar pelo nosso encontro com a VErdade, ela também começa a lutar por nós, se põe mesmo a caminho e fará todo o possível para nos encontrar também. Há um tambor batendo no peito de cada um de nós. Há uma fogueira no interior do coração.Como está tua fogueira interior? Plena, a luz presente no brilho de teus olhos, o calor presente na realidade dos teus atos? Ou estará tal fogueira já em cinzas, fria, apenas tocos queimados de madeira, sem luz, sem calor? Por que isso está assim?O Xamanismo, a Magia, A Bruxaria acreditam que cada um de nós pode evocar uma vez na vida o Grande Fogo. O Irmão Fogo no seu aspecto Vida. Quando o Fogo é evocado em tal rito, se houver uma chispa de brasa em nossa fogueira interior , será a partir dela que a fogueira será plenamente acesa de novo. Não será este o teu momento de reacender tua fogueira interior? Pois ler sobre atos de poder é ler contos de poder e os contos de poder tem a inquietante capacidade de nos levar a este mundo misterioso que é o mundo do poder. E sem o calor interior da tua fogueira, sem a luz da mesma, irás usar de teu poder para ter coisas que já tens em ti só falta realizá-las. E é essa a primeira armadilha de quem busca o poder sem antes acender sua fogueira interior.Querer usar do Poder para sanar suas carências , irresoluções e tudo mais que resulta de ser ausente de si mesmo. O passado ao qual me refiro está além do passado racional, mergulha mesmo no passado mítico, mas no mito vivo não no mito congelado. Um passado além do tempo onde as tradições que comentamos, tem suas raízes profundas , onde a base é ao mesmo tempo a nutridora. Ali era comum e não excessão, o estado de liberdade, de estar desperto, de perceber outras realidades, de ir e vir por mundos outros que não esse. Nesse "passado" ao qual me refiro temos povos vivendo de forma muito diferente da atual, povos lidando com as diferentes realidades de seu cotidiano com outras formas de interpretação.Este passado lançou caminhos de existência alternativos, deste passado nem todas as linhas conduzem para a destruição e subjugação, condiçòes que nos geraram, mas algumas linhas vão para mundos paralelos e criam vidas diferentes, que agora, existem com tanta realidade como os que habitam os outros continentes deste planeta, pode-se dizer que com mais realidade, por serem mais livres e conscientes, uma vez que partimos do príncipio que este mundo está quase todo escravizado.É hilário ver certas definições que pretendem estabelecer verdades finais, como se a dança das energias espalhadas pelas emanações da Eternidade pudessem mesmo ser limitadas a compreensão linear e racional. O fato de só operar com uma pequena parte de si leva o ser humano a só perceber uma pequena parte da Realidade Total. Mas a amplitude também está lá , apenas esperando que decidamos usar outro modelo para interagirmos com a ETERNIDADE. Um conjunto de paradigmas que já foi usado antes, que tem o apoio conceitual de gerações sem conta de praticantes.O Xamanismo, a Magia e a Bruxaria tem esta característica comum. É um caminho que pode ser ensinado. Aprende-se. Mas como toda ARTE, podem ajudar a desabrochar o artista em ti, não podem te moldar. Na ARTE a palavra educar reencontra seu sentido etmológico mais raiz: "Desabrochar na essência perceptiva o que esta trás em si."Cada povo tem sua linguagem, cada espécie tem sua linguagem, composta da interação com a Eternidade a sua volta. Usamos nossa mente para raciocinar, usamos nossso sentir para nos emocionarmos, usamos de nossas habilidades em nos inserirmos concretamente na realidade circundante para apenas reagir a estímulos diversos. Assim raciocinamos, emocionamo-nos e reagimos.Mas podemos ir além disso. Podemos usar a mente , o sentir e o agir de formas plenas , tão plenas que gerem tais campos de energia que tal qual um buraco negro possa abrir portas para outras realidades. Alguns vão ficar esperando que construam máquinas que façam isso. Outras pessoas podem recuperar o elo com a tradição que se manifesta na Magia, na Bruxaria e no Xamanismo. Em todos esses caminhos, vai saber então, os (as) praticantes usavam o próprio corpo como instrumento mais refinado de contato com outras realidades, tanto quanto essa.Mas para falar disso vamos nos limitar a linguagem. E vivendo experiências diversas, abordando a realidade dentro de uma sintaxe diferente fica por vezes complicado falar de mares a quem viveu toda a vida no fundo de um poço. Imagine como que tu explicarias a um morcego sobre o Vermelho? O Azul? Poderias desenvolver uma linguagem comum a partir da idéia de ondas e tal , mas um aspecto desta totalidade chamada cor só existe para a tua visão.Neste período que estou comentanto a interação com as várias realidades era tão plena que falar desse momentum é muito mais impreciso que falar de cores ao morcego, como ele também vai ser limitado em nos passar sua forma de perceber pelos nossos conceitos. Assim é importante lembrar que só compreendemos um caminho quando somos unos(as) com o caminho.As raízes da Magia, do Xamanismo e da Bruxaria vem de um tempo onde estávamos naturalmente conectados com a VIDA e seus fluxos e o Ser Terra que nos habita era respeitado , como um feto respeita o ventre que lhe gera. Quem leu a carta do Chefe Seatle ao então presidente dos EUA notará tal consciência que hoje chamaríamos de ecológica. Assim o modo de interagir com a realidade dos povos nativos é muito distante dos modos que surgiram com o desenvolvimento dos impérios e seus modos de dominio.Quando os humanos começaram a escravizar entre si ocorre algo inédito. Pela primeira vez, propositadamente , um humano da mesma espécie enfraquecia outro ser humano propositalmente para dele se aproveitar num grau de subjugação forte. O modo de vida que estava pouco a pouco dominando a espécie humana no planeta era um modo de vida onde pequenos grupos cuidavam de condicionar, do berço a maturidade , os nóvos membros de sua própria espécie a serem servis e em fuga de si mesmos. Aproveitando-se de carências naturais ou geradas pela engenharia social e religiosa conseguiram transformar a humanidade nisso que aí está. E vejam como o mundo está. Estamos a beira do abismo, fundo, destruidor e os donos e donas do mundo ainda insistem em suas batalhas egóicas que podem nos levar todos a destruição. Os seres humanos são criados como rebanhos. "O Senhor é meu pastor, nada me faltará" .Senhor, Domine, Dominio.Quem já andou por granjas e anda pelas cidades "grandes" verá que o sistema de empilhar as galinhas em cubículos superpostos e dar-lhes comida e água criou variaçõs interessantes quando aplicado a espécie humana cativa. Criaram tvs para evitar que os seres humanos desenvolvessem suas habilidades de ir com sua própria consciencia a outros lugares, conforto para ajudar a enfraquecer os que agora temem perder a "comida e água" que tem servidas.De Potosi, das minas de prata e ouro no "novo mundo" que invadido pelos conquistadores e pela varíola quase desapareceu da existência, passando pelas explorações que acontecem agora onde povos nativos são escravizados de formas diversas, das mais óbvias as mais sutis, em todos esses momentos há uma guerra, os conquistadores e escravizadores subjugando e destruindo o povo nativo em essência e forma, quer pel morte , quer pela escravidão. E tu que me lês também podes ser mais um dos que estão escravizados neste sistema que criou celas sutis, celas conceituais. Prisão perceptiva é a arte desse sistema que hoje domina.Mas existem caminhos de recuperar o poder pessoal perdido e o Xamanismo, a Magia e a Bruxaria são caminhos que levam a esta meta. Portanto quando vamos nos aproximar do Xamanismo, da Magia e da Bruxaria, mesmo que só aqui, para ler sobre tais linhas, é importante compreender que nossa energia deve estar bem sintonizada, ampla, presente. Do contrário a verdadeira informação será perdida e apenas uma compreensão linear e limitada, reduzida a interpretações medianas, será notada.Se espreguice, não leia apenas, ouse fazer, se espreguice total enquanto lê, abra a boca, boceje, alongue os dedos do pé, os dedos das mãos, alongue bem, inspire, expire e solta e relaxa, relaxa de uma vez. Se pos em prática o que leu acima vai notar que é bem diferente ler assim, fazendo do que apenas o ler passivo. Volte 3 parágrafos acima e leia de novo, fazendo o exercicio, vai notar que teu corpo vai estar bem mais "esperto" quando terminar de ler o parágrafo. Tu lestes com o corpo quando fizestes o exercício.Esta leitura corporal é mais ampla que ler só com os olhos e decodificar as palavras. Leia: " A mão mexe em algo." Isto é só um conto de poder.Faça: ( sim faça na real aí onde estás)Mexa algo aí, onde estás.Mexeu em algo?Causaste uma alteração real, efetiva na realidade a tua volta.O Xamanismo, a Magia e a Bruxaria são atos, portanto só ler sobre eles é uma parte muito pequena para se fiar em algo. Temos que observar a nós mesmos, nos sentir em nossas próprias vidas para a partir de uma auto observação sincera e plena possamos ter elementos para realmente entender o que estamos nos referindo quando falamos de Magia , Xamanismo e Bruxaria.Assim sendo um tema importante para esta semana seria que cada um(a) que está acompanhando esta série de artigos fizesse um exercício simples.Cada vez que falasse "Eu" notar e anotar.Cada vez no dia , todo dia que disser "eu" anote.Tem vários jeitos.Tu podes colocar vários palitos de fósforo ou grãos de arroz num bolso da calça, cada vez que disser "eu" passe um palito ou grão para o outro bolso, no final do dia tente lembrar de cada momento que falou eu e confira se o número de lembranças é o mesmo de palitos ou grãos que usou para contar.O ideal é que apenas se tire os palitos ou grãos do bolso depois de ter sido feita essa lembrança. É um exercício que ativa certos níveis de conexões internas que permitem um acessar de uma qualidade de energia mais sutil , a qualidade de energia que nos permite entender melhor que a "Intenção" desses (as) xamãs, magistas e bruxos (as) da ancestralidade ainda está viva e nós podemos nos conectar a esta linha de força.Isto é uma informação que as linhagens xamãnicas, mágicas e bruxas da Tradição tem em comum também, são caminhos com conexões profundas, cujas estruturas interiores estão em harmonia com o fluxo do próprio Tao, da Eternidade, do Intento. O que diferencia uma linhagem tradicional efetiva nestes caminhos de uma falsa é a realidade da energia primordial que trazem em si.Em diferentes religiões dão diferentes nomes a isso, "graça" , "Baraka". O que sei é que quando o caminho que se coloca como xamanismo, magia ou bruxaria tem mesmo essa energia viva, por transmissão direta, há uma conexão com um nível de poder muito mais amplo. Quando conectados (as) a uma linhagem assim cada tanto que trabalhamos em rumo nossa meta a própria presença da linhagem também trabalha em nós.É sobre isso que falamos aqui.Não em definir xamanismo , bruxaria ou magia de forma linear, em conceitos tirados do sistema que se esmera em negar tais abordagens da realidade. O que trabalhamos aqui é para um mergulho de cada um, que por estas palavras aqui se sintoniza, com a realidade vida que representam tais caminhos. E para perceber isso há uma pergunta que tens de responder ao guardião desse portal, pois só a resposta sincera poderá realmente lhe levar para o próximo momento deste encontro virtual.A questão é :Qual a realidade da sua vida?É uma pergunta dinâmica, que respondes dia a dia, instante a instante.A qualidade da tua resposta determina a qualidade da tua compreensão do que vem pela frente.Um dos pontos que temos de rever quando vamos estudar com profundidade o que se esconde por trás dos conceitos de Xamanismo, Magia e Bruxaria é nosso próprio paradigma de historicidade.Temos uma educação formal que nos alimentou com "verdades" prontas, que nos deu uma visão da história dentro de paradigmas que cada vez mais se prova não serem os verdadeiros, que representam apenas a força dominante dos vencedores, que constroem sua versão dos fatos e condenam os derrotados a desaparecerem da própria história, provocando-lhes não só a morte e adestruição enquanto seres vivos, mas também apagam toda informação sobre estes deserdados da história.A civilizaçao que domina o mundo hoje, com seus valores impostos pelas bolsas de valores, com as coorporações quais novos senhores feudais a determinar os valores sobre os quais devemos viver e com as religiões de massa, ao lado da midia, numa luta para impor padrões quanto ao pensar e agir da humanidade, é resultado de um processo histórico complexo, onde conscientemente grupos diversos atuaram para não apenas vencer outros grupos, quer escravizando-os ( em corpo ou alma , pela força das armas ou das religiões dogmáticas) quer matando grupos étnicos inteiros, seguindo da destruição de todos os dados culturais desses povos.Temos uma espécie de neodarwinismo social que nos obriga a crer que esta civilização , pelo fato de ter alcançado um surpreendente desenvolvimento tecnológico é a mais desenvolvida, o pináculo de toda evolução social humana.Estamos presos de tal forma a estes paradigmas que pouco percebemos como várias das obras que se referem a magia, a bruxaria e ao xamanismo o fazem descaracterizando tais artes , tais tradíçòes de seus contextos e tentando "explicar" ou "provar" que tais caminhos são "evoluídos", caindo na armadilha de usar os critérios do dominador como instrumento de avaliação, quando o Xamanismo, a Magia e a Bruxaria tem seus próprios critérios cognitivos são campos complexos em si mesmo.Podemos fazer uma analogia com o que ocorre na acupuntura. Ela funciona e muito bem. Aí vem a ciência ocidental querendo explicar que tal nódulo nervoso, ativado pela agulha faz isso e aquilo, mas não é real nem necessária esta explicação, porque a acupuntura já foi explicada em seus próprios termos há milhares de anos, o estudo dos meridianos, da energia tal qual ela se manifesta em suas polaridades Yin e Yang, como sedar e ativar tudo isso já faz parte do corpo de conhecimento da acupuntura.Da mesma forma a Magia, o Xamanismo e a Bruxaria já tem suas próprias explicações do porque funcionam, do porque são reais, e toda tentativa de tentar limitar estes vastos campos com explicações limitadas oriundas de abordagens pseudocientíficas servirá apenas para criar confusão.O positivismo e a ciência que dele resultou tinha uma abordagem tão presa ao senso comum, tão limitada que era natural não conseguir sequer conceber a vastidão que existe por detrás dos conceitos de Magia, Xamanismo e Bruxaria.Só agora com a Mecânica Quântica, com ramos sofisticados da psicologia e outras áreas de vanguarda da ciência se torna possível de novo estabelecer um diálogo entre estes campos.Portanto, vamos compreender que a MAgia, o Xamanismo e a Bruxaria estão dentro de outro contexto cultural, são artes/ciências, oriundas de uma civilização ancestral que há milênios existiu, que depois caiu e a humanidade que restou regrediu a um estado de perda quase completa desse saber, mas tal saber ficou guardado em irmandades e grupos, depois durante a era na qual grupos foram tomando o poder no mundo, escravizando outros, tornando tudo e todos meras "coisas" a lhes servir, continuaram estas artes ciências protegidas em grupos e linhagens.Podemos compreender aqui que as torturas da Inquisição nunca foram destinadas äo "arrependimento" dos "hereges" mas a tentativa de extrais desses iniciados e iniciadas algo de sua arte ciência, com as migalhas extraídas nas camaras de tortura, com fragmentos revelados por alguns foi se formando o que geraria as ciências e as universidades da modernidade.Este é um lado desconhecido da "história das ciências" que poucos contam, o tanto do "saber" oficial que foi "arrancado" nas masmorras e camâras de tortura, dos "hereges".É fato conhecido que mesmo Newton, Galileu e outros tantos "pais" da ciência moderna tinham um ativo contato com o chamado "ocultismo" , "hermetismo" e afins.Assim sendo, para irmos ao estudo da Magia, do Xamanismo e da Bruxaria não devemos nos deixar impregnar por pseudo histórias, por abordagens equivocadas do que foi o nosso passado, mas temos mesmo de ousar procurar outra linha de história.Existem aqueles que crêem em outra linha de história, e crêem não por concordância passiva, por mera aceitação, mas crêem porque foram levados (as) a presenciar por si as evidências desta outra linha.Somos "sócios" de uma visão de mundo. Estamos numa prisão perceptiva que em última estância é mantida porque aceitamos que seja assim, esse nosso incrível poder de dar realidade ao que cremos real é substimado em nós. Somos a somatória de nossas crenças, nem sempre as que verbalizamos e as que fingimos adotar, somos a manifestação do que interiormente cremos. A força de nossa crença é tremenda e não é a toa que grupos diversos brigam e tentam a todo tempo, estipular o que é real e o que não é real para a humanidade, sempre com o propósito subliminar de manter sua descrição de mundo dominando.Esta outra históra conta ter a humanidade atual surgido de uma fase após uma profunda queda. Sem pecados aqui, sem castigos ou leituras assim, uma queda causada por causas impessoais, todo nosso planeta entrou num "eclipse", numa sombra onde ficamos isolados de um tipo de energia que vem do centro da Galáxia, dos buracos negros duplos que giram tudo tragando, gerando a forma dessa galáxia espiral, na periferia da qual vivemos.E neste eclipse, como num inverno, a energia favorecida no planeta iam gerar um tipo de gente ambiciosa, insegura, que teria de impor a todos seu modo de vida para se sentirem seguras. "Um só deus, um só senhor, uma só fé" e tudo que isto representa.E a Bruxaria, a Magia e o Xamanismo passaram a ser perseguidos. Temidos , pois são caminhos de liberdade e quem pretende tornar o mundo um vasto curral de escravos, animais e humanos e deles todos fazer uso como coisas não aprecia que existam homens e mulheres que lhe são inacessíveis, que suas manipulaçòes e mesmo o uso da sua pretensa força não pode atingir.E as Eras de perseguição são cada vez mais intensas, o braço que se forma sobre o Império Romano, depois com a Igreja Romana é forte em destruir todos os sinais da antiga civilização planetária, de onde as diversas tribos sabiam um dia ter feito parte.O sentido dessa civilização planetária não tem nada a ver com o de hoje. Hoje temos computadores e nos achamos o máximo porque podemos entrar em sintonia com outras pessoas, em diferentes tempos e espaço, como eu agora contigo nessa mensagem que escrevo numa tarde , na serra e tu lerás alhures.Mas toda nossa tecnologia é um simulacro, como um ciborg que amplia de certa forma nossas habilidades naturais, mas somos mais que isso.Nesta ancestral civilização planetária, a sintonia era em outras ondas. Cada corpo humano é por si mesmo um gerador e captador de ondas. Este treinamento continua hojeno Xamanismo, na Bruxaria e na Magia. Então usando uma fogueira , um espelho mágico, feito não só de vidro, mas de metais polidos diversos, ( existe um espelho mágico que existe nas árvores, certas aberturas em sua casca externa) enfim usando meios diversos entravam em plena sintonia com outras pessoas , de qualquer canto deste mundo e ainda de outros mundos.A Internet não acessa outros mundos. Então para entendermos como viviam estes povos antes desse momento de queda que acontece, de desconexão, temos que usar muito nossa intuição, para evitar falsear a percepção com os preconceitos históricos que herdamos dos condicionamentos que nos impuseram. Foi uma queda que levou toda uma civilização planetária a se esfacelar, mas que mantem, apesar do trabalho violento dos grupos dominantes em ocultar todas as evidências, alguns sinais desta época anterior de amplo conhecimento.As pirâmides no Egito ( as três mais antigas e principais, no chamado vale dos Reis) A Esfinge, Angkor no Camboja, Menires, Dolmens e camâras em Carnac, França , os grandes desenhos nas Ilhas Britânicas, ruinas encontradas no mar ao redor do japão.Tudo isso e mais lugares que nem se sabem existir, estão alinhados de tal forma que agora não apontam exatamente para nada significativo, fora o fato de estarem sempre marcando de alguma forma equinócios e solstícios.Mas se levamos em consideração a "precessão dos equinócios" fenômeno astronômico que desloca o eixo da terra em relaçào a eliptica das estrelas a nossa volta e fazemos os ajustes estes marcos ancestrais todos se alinham com um esquema que inclusive os relaciona, quando monumentos d eum canto da terra estão se alinhando com suas contelações signficativas os outros gupos estão 'também sincronicamente fazendo o mesmo.São astroarqueólogos que usam o conhecimento astronômico dos povos estudados para entender melhor a complexidade dessas ancestrais culturas, que cada vez mais percebemos, tinham uma cultura muito mais sofisticada que a tecnológica que nos domina, nos faz extensões biológicas das máquinas e ainda nos engana, negando-nos a magia que é a nossa realidade por simulacros estereotipados de vida e prazer.E impõe a idéia que o "homem das cavernas" era algum bruto insonso, que foi evoluindo , passando por mutações até que surgem culturas como a egípcia, a Chinesa, as tradiçòes que construíram os "livros de pedra" nas terras hoje chamadas América Central.E então surge a idéia que esta civilização dominante é a mais evoluída que aqui já existiu e que suas respostas ao desafio de estarmos vivos são as melhroes já dadas.Ao invés de ensinarmos as novas gerações a buscarem respostas, a perguntarem com eficiência, acabamos nos limitando a condicioná-las a decorar respostas prontas, para passar nos pseudo testes que o mundo lhe dará, quando a verdadeira prova ficará esquecida.Assim as práticas da bruxaria, do xamanismo, da magia são vistas como superstições pueris, de um tempo no qual as benesses da ciência ainda nào havia esclarecido os seres humanos.E existem ramos que pretendem ser da árvore do Xamanismo , da Bruxaria e da Magia mas operam com paradigmas que nos são completamente estranhos.Como alguém que coisifica coisas e pessoas pode mesmo mergulhar em caminhos vivos, onde sentir a Vida é condição fundamental?É claro que esta informação é completamente equivocada e nada mais equivocado há que pseudo estudiosos de magia, xamanismo e bruxaria quererem demonstrar que suas práticas são "cientificas" .É a ciência contemporânea que tem de fazer muito esforço ainda para compreender a ancestral e ampla abordagem da realidade que o Xamanismo , a Magia e a Bruxaria realizam e não o contrário, assim como é o Avô que deve ter a paciência de compreender e falar na linguagem que seu neto entenda e não o contrário.A ciência contemporânea tem seu valor sim, tem seus méritos e quando nào está a serviço de grupos de poder, de egos inflados de "catedráticos" que prezam mais sua posição na "comunicadade acadêmica" que a verdade em si, quando não está a serviço de laboratórios farmacêuticos e similares, esta ciência, o método cientifico é um caminho inteligente e funcional de abordarmos a realidade em buscas de respostas efetivas para os grandes mistérios que nos envolvem.Mas assim como existem cientistas de diversos graus de profundidade e geniliadade vamos encontrar magistas, xamãs e bruxos (as) de diversos naipes.Não podemos generalizar nestes campos, temos pessoas de diversos formas de ser e posturas que se aproximam da ciência, por analogia podemos entender o mesmo de pessoas que se aproximam de tais campos.O fruto é a artimanha da árvore, para que a semente permaneça e seja levada onde amplie .Os mistérios da Semente, de seu tempo na Terra, de seu morrer para nascer de novo, o vencer da terra resistente e escura que se lhe apresenta após a primeira porta, passar pela noite escura e então também resistir ao ofuscante dia claro. Como planta completa aprender a crescer tanto em raízes como em caule e galhos, pois a copa só acariciará as nuvens quando as raízes se sentem firmes nos mundos mais profundos. Os ritos mágicos são, ainda hoje, a mesma representação destes mistérios, entre outros. Pois o Caminho nos leva ao recolhimento da semente que se deixa ir enquanto semente para poder realizar seu Ser árvore e cada fase de nossa caminhada nesta trilha está nestes ritos traçada e simbolizada.Assim a atenta observação da natureza e seus fluxos marca todos os ritos ancestrais, quando ritualizar era reatualizar o mito, tornar-se o mito encarnado, por vivência ativa e não mera incorporação.O primeiro ponto a recuperar neste trabalho é a consciência que a Terra é a grande provedora e seus ciclos, em relação a si e aos astros e corpos celestes que nos circundam em suas elipses irregulares, são os momentos de trabalharmos com os fluxos por tais alinhamentos gerados.Experimente sentir o poder da Terra pelos próximos dias, observe cada árvore, cada planta que aparece durante o seu dia, tens um lugar de terra que podes mexer?São perguntas interessantes, pois como lidar com a Magia , o Xamanismo e a Bruxaria sem um contato real e efetivo com a TERRA?A base.

Xamãs Celtas

Quem de nós, pagãos, não ouviu ao menos uma vez falar de deuses e heróis como Merlin, Cerridwen, Morríghan, Arthur e outros tantos exemplos da Mitologia Celta? Quem de nós consegue resistir ao APELO MÁGICO das lendas e mitos que envolvem esses deuses e heróis? E quantos de nós, ao lermos esses mitos e lendas, conseguimos realmente compreender a sutileza das magníficas lições e ensinamentos neles contidas?Essa não é uma tarefa fácil. A linguagem dos mitos e lendas ancestrais é por vezes muito truncada, posto que cheia de simbolismo. Ademais, os mitos e lendas pertencem a outras civilizações, que viveram em outros tempos, e certamente sua visão do mundo é muito diferente da nossa.Mas, como sempre digo, as LENDAS NÃO SÃO SOMENTE ESTÓRIAS, elas contam a HISTÓRIA de um povo. E para compreendê-las, temos que encará-las como vivas - e nenhuma outra tradição apresenta as lendas de forma mais viva do que o Xamanismo.Os preceitos básicos do Xamanismo - conhecer e reintegrar-se aos ciclos da Natureza, acessar suas manifestações e buscar através dessa compreensão a evolução - são os mesmos desde há milhares de anos, e hoje mais e mais pessoas procuram conhecer as técnicas e ensinamentos do XAMANISMO COMO CAMINHO ESPIRITUAL que supra a carência de contato com o Princípio Criador da Terra Viva - como nos mostra com precisão nosso colega colunista NUVEM QUE PASSA.Apesar de normalmente associado aos povos indígenas norte-americanos, o termo "Xamã" na verdade é de origem siberiana, e designa o "sacerdote" ou mensageiro que acessa as energias e seres do mundo sutil. No entanto, PRATICAMENTE TODAS AS CULTURAS ANCESTRAIS POSSUEM ELEMENTOS XAMÂNICOS em suas filosofias e religiões. Além das já citadas tribos primitivas da Sibéria e dos Nativos norte americanos, encontramos traços xamânicos entre os bosquímanos africanos, os aborígenes australianos, os povos pré-cabralinos do Brasil e, obviamente, entre os antigos Celtas.A própria Religião Celta, com suas celebrações sazonais preservadas nos dias de hoje pela WICCA, é toda ela rica em elementos xamânicos.E é justamente sobre essa forma de Xamanismo que iremos falar.A cultura Celta é provavelmente a que mais exerce influência no Movimento Neo-Pagão atual. Além do fascínio causado pelos mitos e lendas celtas, seus deuses e deusas, seu calendário e seus rituais mágicos são amplamente utilizados pelas tradições Neo-Pagãs.Contudo, apesar dos fortes elementos xamânicos existentes na religião dos Celtas, pouca atenção é dada aos aspectos práticos dessa tradição. Muita atenção tem sido dada às datas do Calendário e às deidades, mas raramente o tema Xamanismo Celta é abordado com profundidade, seja aqui no Brasil ou no exterior.Trata-se, contudo, de um caminho, de uma corrente, muito forte e significativa. Através do Xamanismo Celta, podemos REALMENTE COMPREENDER OS MITOS E LENDAS CELTAS, seu real significado, bem como a VERDADEIRA NATUREZA DE DEUSAS E DEUSES, heroínas e heróis da Irlanda, Gália e Grã-Bretanha.O Xamanismo Celta, por sua abordagem completa e complexa, mas simples e direta, possibilita um REAL ENTENDIMENTO DA RODA DO ANO E DE SEU SIGNIFICADO.Atualmente, o escritor e mitólogo inglês John Matthews é o maior expoente do Xamanismo Celta. Num trabalho sério e responsável, rico em fundamentos acadêmicos, ele oferece uma visão clara e prática, mas igualmente profunda, do que é o Xamanismo Celta.Trata-se de um Caminho que, ao unir a magia do Xamanismo ao vigor da cultura Celta, cria uma alternativa válida e ao mesmo tempo fascinante para a Busca pelo desenvolvimento pessoal e por um mundo melhor.

O Universo do Xamã Celta

Um dos mais originais e belos pontos do Xamanismo Celta é a sua COSMOVISÃO, ou seja, o modo como o universo é descrito.Esta cosmovisão compartilha elementos com muitas outras religiões de origem indo-européia (Celtas, nórdicos, etc.), como a divisão do Universo em três esferas, a existência de uma ÁRVORE SAGRADA que liga essas esferas, e por aí vai.No caso específico do conhecimento oferecido pelo Xamanismo Celta, o Cosmo é dividido em três: O Mundo Superior, O Mundo Médio e o Mundo Inferior. Interligando esses três planos, temos uma árvore, Bíle, a árvore da vida.Passemos então a uma breve descrição desses três mundos.Comecemos pelo eixo que os une, a Árvore da Vida.Erguendo seus galhos rumo aos céus, e lançando suas raízes nas profundezas da terra, a árvore é o verdadeiro AXIS MUNDI, o Eixo do Mundo, que funciona como ponte entre todos os planos do Universo. Ao redor de seus galhos, orbitam o Sol e a Lua, determinando assim a passagem do tempo e das estações, tão importantes para a religião celta (como atesta a Roda do Ano). Em seus galhos temos o MUNDO SUPERIOR: ao contrário do que se possa imaginar, o Mundo Superior não está hierarquicamente acima dos demais, é apenas "geograficamente" superior. É aqui que encontramos as estrelas e os corpos celestes, que lançam sua influência sobre nós. O Mundo Superior envolve e é envolvido pela copa da Árvore e seus galhos e ramos.O MUNDO MÉDIO é o nosso mundo, nossa dimensão. É nossa morada. Para o XAMÃ CELTA, este é o ponto de partida. A partir daqui, podemos nos deslocar para cima (Mundo Superior) ou para baixo (Mundo Inferior), e assim interagir com as criaturas – deuses, animais totêmicos, espíritos da Natureza - que neles habitam.No Mundo Médio do Xamanismo Celta podemos perceber claramente os elementos da MAGIA – O Mundo Médio e representado por um círculo ao redor do tronco da árvore, onde temos as QUATRO DIREÇÕES (ou Quatro Ventos) Norte, Sul, Leste e Oeste, que por sua vez estão associadas aos QUATRO ELEMENTOS. O quinto é a própria Árvore, essência e símbolo da Vida, à qual o Xamã Celta se funde em sua Jornada.Por fim, temos o Mundo Inferior. Novamente, não se trata de uma inferioridade hierárquica ou de importância – pelo contrário, pois o Mundo Inferior é a MORADA DA DEUSA MÃE e do SENHOR DO SUBMUNDO. Ou seja, é aqui que entramos em contato com os Poderes da Terra, suas forças e energias. No Mundo Inferior (por vezes chamado de Submundo, novamente sem nenhuma conotação negativa) existe uma nascente, de onde surgem os SETE RIOS DA VIDA. A Água sempre foi um símbolo da origem da vida - muito antes da ciência apresentar suas teorias de que a vida teria surgido das águas primordiais, as mitologias do mundo já viam mares, oceanos, rios e nascentes como fontes de vida e energia. Por esses sete rios transitam os ANIMAIS TOTÊMICOS E ANIMAIS DE PODER do mundo do Xamanismo Celta.Essa divisão do universo em três planos é clara, porém um plano está intimamente ligado ao outro. Como podemos perceber na mitologia celta, o Mundo Superior e o Inferior se confundem, e por vezes ambos são chamados de Outro Mundo, em contraste com o nosso Mundo, o Mundo Médio. E mesmo esta separação não é definitiva, pois em determinados momentos esses mundos se tocam e se fundem - como no festival de Samhain, onde se rompem temporariamente as barreiras já tênues que separam o Outro Mundo de nosso Mundo.O mais interessante, porém, é que essa visão abarca todo o Universo, e no entanto, nas tradições irlandesas, o Universo é do tamanho de uma AVELÃ... uma clara referência à visão celta do microcosmo contido no macrocosmo. Toda a vastidão do Universo cabe dentro de uma pequena avelã... logo a avelã, símbolo máximo do conhecimento na tradição celta! O simbolismo é claro: A AVELÃ É O CONHECIMENTO - E É TAMBÉM O UNIVERSO. Se eu conheço o universo, conheço tudo! E se conheço tudo, conheço os deuses e deusas, as criaturas e, principalmente, CONHEÇO A MIM MESMO!Assim, com essa visão de três mundos interligados por uma Árvore (a própria Vida), o Xamã Celta pode começar sua JORNADA pelos diferentes Planos. Pode ir ao Mundo Superior, para buscar iluminação e cura, pode descer ao Inferior, para conhecer os mistérios da Natureza – e sempre deve retornar, para por em prática o seu trabalho e seu aprendizado, diante de DEUSES, DEUSAS, ANIMAIS E MESTRES.Certamente o Xamã Celta não embarca em sua Jornada apenas para satisfazer sua curiosidade ou sede de poder. Na verdade, o que todo Xamã busca é o Conhecimento, mas mais ainda, a SABEDORIA para usar esse conhecimento de modo correto.Todo Xamã é um aprendiz, mas é também um mestre. Mas mais do que isso, o verdadeiro Xamã é aquele que intermedia entre nosso mundo e o mundo dos Deuses. É o responsável pela CURA, pessoal, individual e coletiva. Ao Xamã cabe, ao obter Conhecimento e Sabedoria no Outro Mundo, utilizá-los aqui PARA O BEM DA TERRA E DO CLÃ.O Xamanismo Celta é um poderoso instrumento para CONHECER OS DEUSES, CURAR A TERRA E CRIAR UM MUNDO MELHOR.

Empatia sexual?

 05041523
Diferença entre amor e sexo?
OU
Sexo com amor Vs O prazer que se obtém?
Há um dilema que me aconteceu duas vezes recentemente e que gostaria de saber a vossa opinião sobre o seguinte:
Já tive namoradas em que o sexo era muito bom. Mas mais recentemente, que até acho que eram mulheres muito válidas e das quais idealizei e gostei muito, mas que quando chegados à parte da intimidade, eram um verdadeiro desastre, não conseguindo sequer fazer-me atingir o orgasmo.
Por outro lado, já tive mulheres com que a empatia sexual era muito boa, mas a empatia de vivencias e partilhas terminava aí.
Como sou adepto de quando tenho uma “relação séria” é para ser isso mesmo, séria, respeitadora e com vista ao futuro, acho que o ideal é ter uma mulher para tudo, ou seja, para viver os momentos em casa, fora dela, projectos futuros, na cama, etc..
Acho ainda que devemos ter tudo “em casa” para não procurarmos na rua e por isso as relações devem ser satisfatórias, intensas e com chama.
Não querendo particularizar, esta empatia está muito directamente ligada às práticas, ritmos e gostos de cada um, bastando que haja diferenças nisso ou ainda mentes menos abertas para que a empatia seja menor.
Será que quando há sexo puro e duro conseguimos ter mais prazer, mas que quando há amor e sentimentos envolvidos isso é mais difícil existir?
Confesso ainda que sou exigente comigo e com os outros em tudo e o sexo é só mais uma coisa em que isso acontece, ou seja, vivo as coisas com intensidade, não gostando de relações mornas, seja ao nível passional, quanto mais no sexual.
E a vocês, já vos aconteceu algo semelhante?
VAIDADE
"Não há uma única pessoa no mundo completamente desprovida de ornamentação"



PREGUIÇA
"Ele que demora a acreditar em qualquer coisa e que tudo compreende, pois acreditar em um princípio falso é o início de toda a ignorância"


AVAREZA
 "Não é antinatural ter desejo de obter coisas para si mesmo"


LUXÚRIA
"Na condição de assegurar a propagação da humanidade, a natureza fez da luxúria o segundo instinto mais poderoso, sendo o primeiro a auto-preservação"



 
IRA
 
GULA
  "Pode a vítima rasgada e ensanguentada amar as mandíbulas sujas com o seu próprio sangue que o destroça membro por membro?"



INVEJA










"Inveja e cobiça são as forças motivadoras da ambição - e sem ambição, muito pouco do realmente importante poderia ser alcançado"

QUANTAS VEZES A DEUSA ELIZABETH TAYLOR SE CASOU?

         




Reconhecida como a última grande estrela de Hollywood, a formosa britânica ELIZABETH TAYLOR reinou soberana durante quatro décadas, sendo seu período áureo de 1951 a 1969. Admirada por seus incríveis olhos de cor violeta, fez seu primeiro filme aos 10 anos e ganhou dois Oscar de Melhor Atriz, em 1960 como a prostituta Gloria Wandrous de “Disque Butterfield 8”, e em 1966 como a envelhecida e neurótica Martha do clássico “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?”. Confesso que muito raramente ela me comoveu como atriz (lembro que estava admirável como anti-heroína fitzgeraldiana em "A Última Vez que Vi Paris"), principalmente por sua voz curta e enjoativa, mas respeito a sua trajetória impecável. Amiga íntima de atores gays como Montgomery Clift e Rock Hudson, compulsiva colecionadora de jóias, alcoólatra e com inúmeros problemas de saúde, tornou-se a atriz mais bem paga do mundo na década de 1960. Liz, como é mais conhecida, encheu páginas e mais páginas de tablóides e colunas de fofocas com os seus rumorosos casamentos. Oito ao todo. "Para mim, a felicidade se resume em colecionar amores", declarou certa vez.

Aos 18 anos, em 1950, casou-se com Conrad Hilton Júnior, rico herdeiro de uma cadeia de hotéis e tio-avô de Paris Hilton. Quando a atriz abortou involuntariamente, depois de ter sido espancada pelo marido, pediu o divórcio. Estava casada há oito meses;

A seguir, em 1952, veio o casamento com o empostado ator inglês Michael Wilding, 20 anos mais velho. Resistiu cinco anos e gerou dois filhos;

O terceiro marido, o milionário e produtor de cinema Mike Todd (Oscar por "A Volta ao Mundo em 80 Dias"), considerado um dos seus maiores amores, morreu num acidente aéreo antes de completar um ano de casado, em 1958;

Em 1959, Liz estava nos braços do cantor Eddie Fisher, viciado em drogas, marido de sua amiga Debbie Reynolds e melhor amigo de seu falecido marido. Foi chamada de destruidora de lares, no primeiro escândalo de sua carreira. Ficaram três anos juntos até se divorciarem;

Em 1963, durante as filmagens de “Cleópatra”, conheceu Richard Burton, terminando por casar duas vezes com ele, em 1964 e 1975, mas a segunda união durou apenas nove meses. O romance tempestuoso foi marcado por brigas homéricas, infidelidades e muito uísque;

Aos 44 anos, em 1976, casou com o senador republicano John Warner. Divorciaram-se em 1981;

Em 1991, chocou o mundo ao anunciar seu oitavo casamento com o caminhoneiro e operário de construção Larry Fortensky, 22 anos mais jovem que a atriz. Eles se conheceram na Betty Ford Clinic tratando-se de alcoolismo e a celebração ocorreu no rancho Neverland, de Michael Jackson, custando uma fortuna. Em 1996, veio o divórcio, com ela alegando diferenças irreconciliáveis;

Atualmente com 78 anos, ELIZABETH TAYLOR desde 2007 vive com o empresário Jason Winters. “O Jason é um dos homens mais maravilhosos que conheci”, disse a atriz, que conheceu o namorado durante uma viagem ao Havaí. Mas parece estar escaldada, afinal ainda não se casou oficialmente com ele.




LIZ NO NOSSO ACERVO –
À Venda


LASSIE – AFORÇA DO CORAÇÃO (1943),
de Fred M. Wilcox – Infantil
Com: Roddy McDowall, Donald Crisp e Dame May Whitty
Cor – Legendado – 89 mins.

JANE EYRE (1944), de Robert Stevenson – Drama
Com: Orson welles, Joan Fontaine e Margaret O’Brien
P & B – Legendado – 96 mins.

A MOCIDADE É ASSIM (1944), de Clarence Brown – Drama
Com: Mickey Rooney, Donald Crisp e Angela Lansbury
Cor – Legendado – 123 mins.

A CORAGEM DE LASSIE (1946), de Fred M. Wilcox – Infantil
Com: Frank Morgan e Tom Drake
Cor – Legendado – 93 mins.

O PAPAI DA NOIVA (1950), de Vincente Minnelli – Comédia
Com: Spencer Tracy e Joan Bennett
P & B – Legendado – 92 mins.

UM LUGAR AO SOL (1951), de George Stevens – Drama
Com: Montgomery Clift e Shelley Winters
P & B – Legendado – 122 mins.

IVANHOÉ, O VINGADOR DO REI (1952),
de Richard Thorpe – Aventura
Com: Robert Taylor, Joan Fontaine e George Sanders
Cor – Legendado – 106 mins.

A ÚLTIMA VEZ QUE VI PARIS (1954), de Richard Brooks – Drama
Com: Van Johnson, Walter Pidgeon e Donna Reed
Cor – Legendado – 116 mins.

RAPSÓDIA (1954), de Charles Vidor – Drama
Com: Vittorio Gassmann
Cor – Legendado – 115 mins.

O BELO BRUMMELL (1954), de Curtis Bernhardt – Drama
Com: Stewart Granger, Peter Ustinov e Robert Morley
Cor – Legendado – 113 mins.

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE (1956),
de George Stevens – Drama
Com: Rock Hudson, James Dean, Carroll Baker
 e Mercedes McCambridge
Cor – Legendado – 201 mins.

A ÁRVORE DA VIDA (1957), de Edward Dmytryk – Drama
Com: Montgomery Clift, Eva Marie Saint e Lee Marvin
Cor – Legendado – 160 mins.

GATA EM TETO DE ZINCO QUENTE (1958),
de Richard Brooks – GLS/Drama
Com: Paul Newman, Burl Ives e Judith Anderson
Cor – Legendado – 108 mins.

DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO (1959),
de Joseph L. Mankiewicz – GLS/Drama
Com: Katharine Hepburn, Montgomery Clift
e Mercedes McCambridge
P & B – Legendado – 114 mins.
Globo de Ouro de Melhor Atriz-Drama

DISQUE BUTTERFIELD 8 (1960), de Daniel Mann – Drama
Com: Laurence Harvey e Eddie Fisher
Cor – Legendado – 109 mins.
Oscar de Melhor Atriz

CLEÓPATRA (1963), de Joseph L. Mankiewicz – Épico
Com: Richard Burton e Rex Harrison
Cor – Legendado – 254 mins.

ADEUS ÀS ILUSÕES (1965), de Vincente Minnelli – Drama
Com: Richard Burton, Eva Marie Saint e Charles Bronson
Cor – Dublado – 117 mins.

QUEM TEM MEDO DE VIRGÍNIA WOOLF? (1966),
de Mike Nichols – Drama
Com: Richard Burton, George Segal e Sandy Dennis
P & B – Legendado – 129 mins.
Oscar de Melhor Atriz
BAFTA de Melhor Atriz
Melhor Atriz do Círculo dos Críticos de Nova York
Melhor Atriz do Círculo dos Críticos de Kansas City
Melhor Atriz da National Board of Review

A MEGERA DOMADA (1967), de Franco Zefirelli – Comédia
Com: Richard Burton e Michael York
Cor – Legendado – 122 mins.

OS PECADOS DE TODOS NÓS (1967),
de John Huston – GLS/Drama
Com: Marlon Brando e Julie Harris
Cor – Legendado – 109 mins.

O HOMEM QUE VEIO DE LONGE (1968),
de Joseph Losey – Drama
Com: Richard Burton e Noel Coward
Cor – Legendado – 112 mins.

O PÁSSARO AZUL (1976), de George Cukor – Fábula
Com: Jane Fonda, Ava Gardner e Cecily Tyson
Cor – Legendado – 95 mins.

DOCE PÁSSARO DA JUVENTUDE (1989),
de Nicolas Roeg - Drama
Com: Mark Hamon e Valerie Perrine
Cor – Legendado – 95 mins.

Quarta Feira, 24 de Outubro de 2010


Até que dá que pensar...


Estas terão sido 45 lições de vida escritas por uma senhora com 90 anos de idade, Regina Brett (para o The Plain Dealer, Cleveland , Ohio.
Reza assim:

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi.

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. O seu trabalho não cuidará de você quando ficar doente. Os seus amigos e familiares fá-lo-ão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente os seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.

9. Economize para a reforma começando com o seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar as suas crianças verem que você chora.

13. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não tem idea do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe: Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar torna-lo-á realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e de ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Escolha sempre a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34.. Deus ama-o porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha perante a alternativa - morrer jovem.

37. A suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão à espera em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos os nossos problemas numa pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos os nossos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente".

 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


Astrônomos descobrem planeta "improvável"

Foto: ESO/L. Calçada
Ilustração mostra HIP 13044 b, um planeta "sobrevivente" da explosão da estrela de seu sistemaO 1ª planeta descoberto que se origina fora da Via Láctea deveria ter sido engolido pela sua estrela,
mas continua em órbita
Um novo planeta, originário de fora da Via Láctea, orbitando ao redor de uma estrela sem elementos pesados, e que não deveria mais existir, está desafiando o conhecimento da formação destes corpos celestes. Ele atualmente orbita ao redor da estrela HIP 13044, mas deveria ter sido destruído quando a estrela se transformou numa gigante vermelha, no qual ela multiplica diversas vezes seu tamanho e engole tudo que estiver por perto. "Provavelmente detectamos um sobrevivente sortudo no sistema", afirmou o iG Johny Setiawan, do Instituto Max Planck, na Alemanha, principal autor do estudo publicado nesta quinta na revista Science.
Além disso, apesar de atualmente o planeta, chamado HIP 13044 b, estar dentro da Via Láctea, sua origem é de uma galáxia que existiu em torno dela mas se desmanchou há bilhões de anos. Isso faz com que ele seja o primeiro planeta vindo de uma outra galáxia a ter sua existência confirmada após mais de 15 anos de pesquisas que descobriram mais de 500 planetas orbitando estrelas dentro da Via Láctea.
O HIP 13044 b também tem outra peculiaridade: foi encontrado em torno de uma estrela que tem poucos elementos pesados, além de hidrogênio e hélio, como ferro. “No modelo mais aceito de formação de planetas isto é incomum. Ele prevê que quanto maior a abundância de metais maior a probabilidade de formar um planeta. A descoberta é uma evidência de que há mecanismos alternativos para a formação de planetas que permite a formação de planetas em torno de estrelas muito pobres em metal”, explicou Setiawan.
Uma das explicações para a sobrevivência é que o planeta, que tem uma massa maior que a de Júpiter, estava em uma órbita segura quando sua estrela passou pela fase da gigante vermelha. "Há evidências de que havia outros planetas mais perto da estrela, mas que não sobreviveram", disse Setiawan.
Agora o sobrevivente, batizado de HIP 13044 b, pode não estar totalmente seguro. O próximo estágio de evolução de sua estrela a levará a uma nova expansão e ele pode ser ter o mesmo destino de seus planetas irmãos.

 

FRANCISCO E O LOBO

terça-feira, 16 de novembro de 2010


Certa feita, estando Francisco de Assis em peregrinação pela cidade de Gubbio, ao norte de Assis, soube que a população daquela região estava em desassossego, pois ali morava, nas encostas de determinados penhascos, um lobo feroz, que já tinha devorado muitos animais, e mesmo algumas crianças. O lobo era remanescente de uma alcatéia, da qual ficara afastado por doença, fazendo morada de uma caverna que encontrara, alimentando-se de animais que por ali passavam, atacando igualmente seres humanos descuidados.

Tantos foram os prejuízos verificados e o pânico espalhado pela região, que a população foi ao seu encontro, para que ele abençoasse aquele lobo, e rogasse a Deus que o fizesse desaparecer, para que a paz se restabelecesse. As mães aflitas imploravam a Pai Francisco que tivesse piedade e as ajudasse, prometendo-lhe fazer qualquer penitência, desde que se livrassem do perigoso animal.

Pai Francisco ouviu, com paciência, o apelo da população e prometeu fazer alguma coisa em benefício de todos. Iria pedir a Deus para que o lobo procurasse outro lugar, que não fosse aglomeração humana. E Francisco, como de costume, à noite, entrou em meditação e em oração ao Senhor. Nestas horas, os seus ouvidos sempre registravam coisas fora do comum dos homens. E foi o que ocorreu, ao pedir a Deus nestes termos:

- Meu Deus!... Meu Senhor!... Permite que Te peça algo, talvez inoportuno, mas que está na alma do povo, por onde estamos passando, e a quem queremos levar o Evangelho do Teu Filho e Nosso Mestre, que nos pede alguma coisa que lhe possa trazer a paz e tranqüilidade física. Que afastes, Senhor, o lobo que os ataca, pois bem sabes o que ele anda fazendo, matando animais e ferindo homens, amedrontando a população. Se for do Teu agrado, e se o merecermos, faze com que esse lobo saia dessa região e procure outro lugar onde ele possa sentir-se melhor, e os homens viverem em paz.

Jesus ajuda-nos a compreender as necessidades dos nossos semelhantes, e fazer por eles alguma coisa; Maria, mãe de Jesus, cobre-nos a todos com o teu manto de luz, confortando os nossos corações tribulados, mas que seja feita a vontade do Senhor e não a nossa.

E no intervalo em que reinava o silêncio, Francisco, à espera de resposta, ouviu no fundo d'alma um cântico a lhe responder o que deveria ser feito, em um tom harmonioso e cheio de ternura:

- Francisco, ouve-me!... O lobo tem o direito de ficar onde quer que seja, arriscando também a sua vida. Para onde devemos mandá-lo? Ele tem necessidade de algo que existe entre os homens. Esses não procuram melhoria no bem-estar e no convívio com irmãos da mesma e de outras raças? É , pois, um direito que assiste a quem vive, a qualquer criatura nascida de e por Deus. Como expulsar e sacrificar um animal, somente para satisfazer pessoas, algumas sem piedade até para com os próprios semelhantes? O egoísmo dos homens é que os faz sofrer, não simples animais, que pedem socorro, com os recursos que possuem.

Vai , Francisco, conversar com ele, o lobo. Depois de entendê-lo, volta e conversa com os homens, e vê se os entende, o que acho mais difícil. Procura fazer uma aliança entre um e outros, para que o que sofre, não falte a quem tem fome, e que , depois de amansada a fera, não a maltratem, pois quase sempre, depois da paz, surge o abuso.

O lobo tem fome, Francisco!...

Francisco despertou do êxtase e sentiu o drama do velho lobo. E partiu para uma das gargantas do Monte Calvo, situado nos Apeninos. O grande animal, ao ouvir a voz cantante de um homem, saiu do seu esconderijo, talvez pensando em alimento e água, esquelético e meio fraco. Vidrou os olhos no pequeno homem de Deus, e esse lhe falou mansamente:

- Irmão Lobo!... Que a paz seja contigo, seja feita a vontade de Deus e não a nossa! Eu sou de paz. Venho pedir-te em nome de Deus e de Jesus, que tenhas um pouco de confiança nos homens, porque nem todos são violentos; muitos são bons e gostam de animais. Podes conviver em paz com eles e comer o mesmo que eles.
Espero que me ouças. Peço-te para ir comigo até eles e lhes pedirei para te atender nas tuas necessidades. Eu também sou um animal; nada tenho aqui para te dar, a não ser o meu carinho, mas prometo que te darei a amizade de todos, naquilo que possam te ofertar. As mães estão chorosas, temendo por seus filhos. Vem comigo, que serás compensado por Deus.

O lobo, a essa altura, já estava deitado aos pés de Francisco, roçando seu longo pescoço nas pernas do seu protetor, submetendo-se com confiança. Este ajoelhou-se, pôs-lhe as mãos sobre a atormentada cabeça e agradeceu a Deus pela nova amizade. Ao lado dos dois estava uma pequena falange de Espíritos da natureza, alguns na forma de animais, festejando aquela aliança no sentido de despertar nos homens, o amor para com os animais, e nestes, o amor para com aqueles.
O futuro nos promete que a cobra viverá em paz com o batráquio, o rato com o gato, o cão com o felino, o cordeiro com o lobo, e que os homens viverão em paz com os próprios homens.
Francisco olhou para o lobo e disse com piedade:

- Vamos, meu irmão; desçamos juntos, para junto dos homens, pois somos todos filhos de Deus!

Francisco seguiu na frente e o lobo o acompanhou com passadas lentas, mas sem perder o seu guia. Ao chegar ao lugarejo, o povo saiu às portas assombrado com o fenômeno. Muitos já conheciam o feroz animal, que naquele momento tornou-se um companheiro manso e obediente, na sombra do santo. Esse assentou-se em um cepo, ao lado de uma casa, e o lobo aproximou-se de seu companheiro, que passava lentamente a mão sobre o seu corpo descarnado, falando-lhe com serenidade:

- Irmão lobo, este lugar é também seu. Considera-te filho deste abençoado rebanho de ovelhas humanas que irão te tratar como se fosses filho. Nada vai te faltar, nem água, nem comida, nem o carinho de todos os irmãos em Cristo que aqui residem, e para tanto, vamos de casa em casa confirmar o que desejamos. Se, porventura, tivesse de morder alguém aqui, faze isso comigo agora; não deves trair o que combinamos, eu te peço. Jesus Cristo gosta muito dos animais, tanto que preferiu nascer em uma estrebaria, a nascer em palácio. Ele poderia escolher o lugar que quisesse, e buscou os animais; isto é uma prova de Amor por eles.

As mãos do Poverello corriam no lombo do animal, inundadas de luz que só o amor pode fornecer, e os olhos do animal deram um sinal que somente os humanos podem dar, o sinal das lágrimas, porque é mais fácil chorar do que sorrir.
Francisco levantou-se, tornou a chamar seu companheiro e foi de porta em porta, em nome de Deus e de Cristo, pedindo aos moradores para que não faltassem água e alimento para o lobo, e todos, vendo a mansidão do animal junto a Francisco, concordavam.

O filho de Assis ficou alguns dias na região, até o povo acostumar-se com a convivência do animal, e o lobo ficava de porta em porta, comendo e bebendo. Engordou, tomando outras feições, mas, conservou-se sempre manso. Uivava nas madrugadas, sentindo saudades do Santo de Assis.

No fim da sua vida, já suportava até pancadas por parte dos transeuntes, ao tentar acompanhar algumas pessoas. Era mordido por cães agitados que percorriam a cidade, e muitos deles tomavam a sua comida, sem que ele se revoltasse com o fato. Nunca brigava com seus adversários e, por fim, já doente, não tinha forças para andar de casa em casa em busca de alimento. Acomodou-se em uma velha casa, onde mãos caridosas fizeram-lhe uma cama de palha, que foi o seu leito de morte. Muitos moradores levavam para ele o que comer e beber, e, em uma madrugada, escutou-se o lobo uivar, por ver na sua retina um frade a convidá-lo para um passeio. Quando fez força para levantar-se, o fez, não com o corpo físico: levantou-se no outro mundo, em seu duplo etérico, e acompanhou o frade, mostrando pela cauda, a alegria que estava sentindo no coração. E desapareceram no infinito os dois filhos de Deus.

sábado, 13 de Novembro de 2010

O Enterro do Conde de Orgaz

"O Enterro do Conde de Orgaz", óleo sobre tela de El Greco, 1586-1588

Domenicos Theotocopoulos, mais tarde conhecido como El Greco, nasceu em Candia, na ilha de Creta. Nada se sabe sobre sua família. Sua história de vida começa quando era aprendiz em um monastério cretense; depois, c. 1567, foi para Veneza onde se encantou com as obras de Ticiano e com a técnica de Veronese, Tintoretto e outros. Em 1570, seguiu para Roma, não sem antes passar por Parma, onde se impressiona com Correggio e seu chiaroscuro. Em Roma, conheceu Michelangelo e, audácia das audácias, criticou o “Juízo Final” e se ofereceu para criar uma composição mais perfeita. Ofendeu o gênio italiano? Não, pois ambos se reconheceram pelo que eram: Mestres, cada um com seu estilo.

Trabalhou na Itália por um período e lá, estimulado pelos maneiristas, criou belas obras, como “A Anunciação”. Em 1576, foi para a Espanha. Após um breve espaço de tempo em Madrid, seguiu para Toledo, onde viveu até morrer.

Toledo, antiga capital, continuava a ser o centro artístico, intelectual e religioso da vida na Espanha do século XVI. E nessa cidade, cujo tamanho é inversamente proporcional à sua importância, ele pintou a obra-prima entre todas as obras-primas que nos deixou: “O Enterro do Conde de Orgaz”.

A encomenda dessa obra lhe foi feita, em 1586, pelo pároco da Igreja de São Tomé para adornar uma capela lateral, dedicada à Virgem Maria. El Greco era um de seus paroquianos.

Acreditar na Senhora é isto



Um velho amigo garantiu-me que a Irmã Lúcia era uma dissimulada. Que forjara todo o culto mariano. Que as pessoas acreditam numa farsa. Insultou-a sem piedade. Não questionei a farsa, mas recordando o bestial queixo largo da pastora, respondi-lhe que Lúcia não me parecia ter inteligência para tanto.
Fizemos uma aposta. Eu deveria ler um certo livro sobre as memórias de Lúcia. Assim fiz, comprei na FNAC uma 11ª edição das Memórias da Irmã Lúcia, editado pelo Secretariado dos Pastorinhos em Fevereiro de 2006, e li tudo.
Isto aconteceu há um par de meses.


O meu pai nasceu prematuro, em 1924. Correndo o risco de morrer nos primeiros dias de vida, baptizaram-no à pressa na igreja matriz das Caldas da Rainha, tomando como padrinho o pároco que realizou a cerimónia, e, por madrinha, a Senhora de Fátima. Este facto permite-me confirmar que a fama da Senhora de Fátima tinha crescido a um ponto em que, sete anos após o seu aparecimento, apadrinhava baptismos de crianças cuja vida fraquejava.

Graças à sua madrinha, pelo menos ele o cria, o meu pai tornou-se forte, inteligente, cheio de vida, e, se exceptuarmos uma ou outra coisita duvidosa do ponto de vista do comportamento social, de que já aqui falei, sobretudo nos textos sobre África, foi um homem exemplar.
Toda a sua vida foi devoto a Nossa Senhora, deslocando-se a Fátima cada vez que vinha a Portugal. Se a vida lhe corria bem, a madrinha protegia-o; se lhe corria mal, a madrinha castigava-o de um qualquer pecado que deveria expiar em Fátima. Sempre lhe chamou a sua madrinha.
Quando o meu pai morreu, há seis anos, fui eu que lhe fechei na mão fria uma imagem muito bonita da Senhora, que a minha mãe tinha em casa, na mesa-de-cabeceira. "Para que ela o proteja", disse-me. Não questionei - eu nunca questionei a fé dos meus pais, mesmo quando recusei participar - e lembro-me de lha ter querido fechar na mão direita, que já não fechava. Apertei-lhe a mão grande e tisnada à volta da figura, com a minha, mas os dedos não se dobraram. A senhora não ficou, pois, totalmente encerrada no corpo do meu pai, como eu quis. Poderia ter fugido, se quisesse. Eu não sei se a Senhora existe, mas quis que algo, alguém protegesse o meu pai para sempre, já que eu não poderia fazê-lo mais - e fi-lo sempre mal.
Acreditar na Senhora é isto.


Ao longo da minha vida, e dos meus sucessivos períodos de fervor ou crise espiritual, tenho-me interrogado sobre os múltiplos segredos que envolvem os acontecimentos de Fátima, assunto pelo qual sou fascinada. A revelação dos segredos não explica o fenómeno. Adensa-o.
Não posso esconder que, embora esteja disposta a ouvir e considerar todas as teorias, estou convencida que, em 1917, aconteceu, de facto, naquela zona de Fátima, situada no triângulo da Bermudas português (Tomar-Fátima-Ourém), um fenómeno de natureza ainda desconhecida; é possível que os três pastores, entre outros, tenham sido suas testemunhas.
No entanto, milhares de questões nos meandros da história não fazem sentido. Lúcia, a sobrevivente, foi uma personagem crucial nisto tudo. Parece-me uma verdadeira madame de
Merteuil à portuguesa, e pretendo dedicar alguma atenção a esta figura, em futuros postes. Conforme ia lendo as suas humildes e santas memórias, mais me convencia de que esta mulher manipulou mais do que uma santa deve, ou se atreve.
Amanhã, pretendo publicar e questionar, na medida do possível, as revelações contidas nos três segredos de Fátima.

Sexta Feira, Novembro 12, 2010


Hermenêutica (não autorizada) dos segredos de Fátima

Primeira parte do segredo

Texto manuscrito das memórias de Lúcia


Não me interessa questionar a autenticidade das aparições. Primeiro, porque estou convencida de que os pastores terão mesmo visto ou ouvido algo na Cova da Iria. Não interessa o quê. Acordemos que foi algo. Segundo, porque para reinterpretar segredos tenho que lhes atribuir uma origem.
O primeiro segredo oferece aos pastores uma visão do Inferno, e eis como no-lo descreve Lúcia (o texto respeita a sua ortografia):
(...) Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fôgo que parcia estar debaixo da terra. Mergulhados em esse fôgo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronziadas com forma humana, que flutuavam no incêndio leva­das pelas chamas que d'elas mesmas saiam, juntamente com nu­vens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estre­mecer de pavor. Os demónios destinguiam-se por formas horríveis e ascrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transpa­rentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promeça de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.
Parece-me uma revelação pouco original e em perfeita consonância com outras tradições gnósticas. Muito embora, à época, a missa fosse em Latim, as crianças escutavam relatos do Inferno feitos por familiares mais velhos, pelos contadores de histórias da bíblia ou, com sorte, contemplariam imagens sagradas nos livros da igreja, na catequese. A imagética relacionada com o Inferno não seria, portanto, novidade para o seu imaginário: a sopa de fogo eterno, os demónios, as almas dos condenados em sofrimento perpétuo.
Poderiam tê-lo inventado, mas admitamos que não, que foi real. A visão foi impressionante, terrífica conta Lúcia. Admito que uma visão, que por definição é no dolby digital das coisas etéreas, será deveras impressionante. Eu também já tinha ouvido falar muito do Vietnam, mas tal Inferno só me impressionou a sério quando o vi no Apocalypse Now.

Convenhamos: uma entidade divina não desceria ao mundo para assustar criancinhas cujos pecados não iriam muito além de diabruras com caudas das lagartixas. Portanto, esta visão parece-me cumprir a função das esculturas de demónios nas gárgulas e colunas das igrejas góticas: a de amedrontar crentes, para melhor os subjugar à oração e manutenção da estrutura eclesiástica. Assusta-se primeiro, pede-se depois. Segundo Lúcia, foi exactamente isto que aconteceu:

A conhecida gárgula da igreja de Notre Dame, em Paris

Em seguida, levantámos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza:
- Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores, para as salvar, Deus quer establecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz.
Rezar para salvar as almas dos pecadores parece-me bem. O que estranho neste discurso é o anúncio, feito pela própria Senhora, sobre a delegação de poderes, como salvadora de almas, que Deus nela deposita.
Seguem-se os segredos anexos ao da inicial visão do Inferno:

A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra peor.
Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.

Considerando que se estava em 1917, a previsão relativa ao final da guerra em curso (1914-1918) não será grande surpresa, mas duvido que criancinhas analfabetas da Cova da Iria tivessem acesso a informação que lhes permitisse opinar ou inventar sobre a questão. A guerra acabaria mais dia, menos dia, porque, a bem ou a mal, sobretudo a mal, todas as guerras acabam; mas, em 1917, situar o início de uma outra guerra no papado seguinte, parece-me informação bastante precisa e credível.
A II Guerra Mundial começa sob Pio XII, e não Pio XI. Contudo, Lúcia argumenta que o que deu origem à guerra teve lugar durante a vigência de Pio XI, falecido exactamente em 1939 (Lúcia refere-se à anexação da Áustria, em 1938).
Não sei se a Irmã, naquela época, vivendo em recolhimento, teria acesso a informações relevantes sobre política mundial, mas vou acreditar que sim: dou o benefício da dúvida: imaginemos que a madre superiora leria, ao domingo, após o almoço, um jornal autorizado, ou um folheto da igreja com umas breves devidamente censuradas, o que justificaria os conhecimentos e explicações de Lúcia.
Quanto ao aparecimento de uma grande luz anunciadora da II Grande Guerra, Lúcia associa-a a uma invulgar aurora boreal ocorrida em Janeiro de de 1938. Seja.
A revelação sobre o início da II Guerra Mundial, datada com tal precisão, seria profeticamente consistente se as memórias de Lúcia não tivessem começado a ser escritas, por ordem do Bispo de Leiria, apenas em 1935.
Na primeira memória, exactamente a de 35, Lúcia descreve os primos, as circunstâncias das suas vidas, personalidades e mortes, e algumas consequências da primeira aparição, não revelando quaisquer segredos, os quais só aborda nas memórias seguintes, que datam de 1937 e 1941 (terceira e quarta memórias) - tornadas públicas alguns anos após a sua redacção.
Portanto, a revelação do segredo relativo à II Guerra Mundial numa altura em que já seria possível prevê-la (1937), embora não invalide a profecia, enfraquece-a. A existirem cartas ou documentos redigidos por Lúcia antes destas datas, e respeitantes a esta profecia, convinha que a Igreja os revelasse. Creio existirem, porque Lúcia afirma, no início das memórias, não saber porque lhe encomendam tais escritos, uma vez que a informação neles contida foi antes revelada. Se foi revelada, foi registada por ela ou por alguém em seu nome.
Na introdução das memórias que li, existe informação sobre outros documentos e cartas de Lúcia, os quais seriam menos extensos e importantes.


Segunda parte do segredo

Irmã Lúcia de Jesus

No segundo segredo, que é efectivamente o terceiro, a Senhora pede a consagração da Rússia à fé católica. Eis as palavras que a memória de Lúcia registou:
Para a impedir [a II Guerra Mundial - que não impediu] virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sufrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será consedido ao mundo algum tempo de paz.

Ora, o meu problema, no que respeita a este segredo, advém do facto de acreditar que entidades divinas não só não falam a linguagem dos mortais como desprezam a política mesquinha dos humanos.
Nossa Senhora interessada em questões de política de Leste? Deus e Nossa Senhora conferenciando, e considerando os ateus comunistas como perigosos? Vejamos, não lhes interessaria converter também os fanáticos árabes e chineses? E os negros animistas? Por que motivo só os russos?
A politização do discurso sagrado não convence quem tenha aprendido os mais elementares rudimentos do pensamento, mesmo que a fé seja grande. É que há a fé, mas há também uma lógica do discurso sagrado - que alguma terá.
Nisto, não é possível esquecer que politizar o sagrado foi especialidade da Igreja durante toda a sua existência. Tanto e tão bem como, hoje, o Islão.
A comunhão reparadora dos primeiros sábados, também referida no texto, gerará posteriores conversas entre Lúcia e o Menino Jesus, que lhe aparece no convento de Tuy, dez anos depois, com o objectivo de negociar formas conducentes à realização da comunhão sabatina para quem trabalhasse e não pudesse ir à igreja nesse dia. Portanto, em 1926, o Menino apareceu-lhe,
e Lúcia apresentou-lhe a dificuldade que tinham algumas almas em se confessar ao sábado e pediu para ser válida a confissão de 8 dias. Jesus respondeu:
- Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça e tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria.
Ela perguntou:
- Meu Jesus, as que se esquecerem de formar essa intenção?
Jesus respondeu:
- Podem formá-la na outra confissão seguinte, aproveitando a 1ª ocasião que tiverem de se confessar”.
Não pretendo que pareça má-vontade da minha parte, mas este diálogo aparenta mais semelhanças com um processo de negociações para aprovação de uma Lei do que com uma comunicação com o altíssimo.
E era Jesus! Posso jurar que a presidenta da minha empresa não desceria tantos degraus para me autorizar uma falta importante e justificável.


Terceira parte do segredo

Quanto à última parte do segredo, o mais simbólico e enigmático, o Vaticano apressou-se a associá-lo ao assassinato do Santo Padre, e elegeu o atentado da Praça de São Pedro como símbolo da crise de valores cristãos.
Conheçamos as palavras de Nossa Senhora, segundo Lúcia:
Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parecia iam encendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n'uma luz emensa que é Deus: "algo semelhante a como se vêem as pessoas n'um espelho quando lhe passam por diante" um Bispo vestido de Branco "tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre". Varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma gran­de Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontra­va pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morren­do uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias clas­ses e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n'êles recolhiam o sangue dos Martires e com êle regavam as almas que se aproxi­mavam de Deus.


A interpretação foi feita pelo Vaticano, que perguntou a Lúcia se concordava. Esta, rapidamente confirmou a simbologia atribuída ao segredo. Mas Lúcia escreveu sempre porque lho pediram, e iniciava os seus escritos com declarações de obediência e humildade. Esclarece que as redige a pedido de outrem, e não por vontade própria.
Afinal, o bispo branco da revelação será João Paulo II ou tratar-se-á da morte simbólica da Igreja?
Este segredo só foi revelado na passagem do segundo milénio. Estou em crer que as estruturas não saberiam o que lhe fazer, como explicá-lo. A tentativa de assassinato de João Paulo II deu muito jeito.
Na verdade, a Igreja perdeu poder, tem vindo a perder poder, e os homens de branco, e todos os seus seguidores, têm vindo a ser destituídos; destruídos.
É
bem provável que o terceiro segredo, na prática o quarto, o qual a Igreja relaciona com a tentativa de assassinato do Papa por alguém sem comprovadas ligações ao comunismo, ou sequer à Rússia, seja a única profecia aceitável; a que terá sofrido menos intervenção no pós-aparição.
Talvez o último segredo anuncie o declínio de uma cultura eclesiástica falsamente sagrada que cobriu de cadáveres o chão que pisou. Mas, nesse caso, não faria sentido que o enviado divino de 1917 pertencesse ao panteão iconográfico católico. Nossa Senhora? E se a Senhora que apareceu na Cova da Iria, não fosse nossa nem senhora? É uma bela questão, não é?!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


AS RESPOSTAS PARA SUAS PERGUNTAS LOGO SERÃO FORNECIDAS




A paciência da humanidade verdadeiramente está sendo testada enquanto vocês esperam com esperança por seu despertar e pela dissolução da sua realidade imaginária que lhes tem trazido tanto sofrimento.

Sua confiança na promessa de seu Pai de que vocês despertarão está firme e forte; suas dúvidas não passam de uma pequena névoa ilusória que momentaneamente esconde a Luz divina de sua impaciente visão.

Vocês são infinitamente amados em todos os momentos de sua existência porque vocês foram criados do Amor em Amor por toda a eternidade.

Seu Pai só cria assim.

É a Realidade e é onde sua existência ocorre eternamente.

Sua atual inconsciência disto e sua incapacidade de experimentá-la assemelham-se a uma rápida sombra passando em frente do sol e que desaparece num instante.

Enquanto vocês continuam esperando pacientemente por seu extasiante despertar, saibam que sua amorosa aceitação da tarefa que vocês estão empreendendo com tanta competência e boa vontade está empurrando com muita eficácia incontáveis milhões de irmãs e irmãos em direção desse divino estado.

Aqueles que por vidas têm nutrido atitudes de ódio, aversão e medo estão descobrindo que a intensidade desses sentimentos é debilitante, e a percepção de que é possível para eles perdoar e até amar seus inimigos está provocando uma pausa para eles pensarem.

É chocante para eles que pensamentos como este possam lhes ocorrer, e é chocante para eles que, ao invés de os descartarem, eles se pegam contemplando a possibilidade de agir de acordo com eles.

O momento do despertar realmente pode ser visto em aproximação a ponto de que aqueles que mais ferozmente desdenham da possibilidade desse evento importante ocorrer estão começando a duvidar de sua descrença.

Em breve eles começarão a admitir que talvez estejam errados, confusos, e isto pode bem ser um plano divino em realização que elevará todos para o mais sublime estado de existência que é muito além de qualquer coisa que poderia ser sonhada por alguém imerso na ilusão.

Esta mudança de percepção que está avançando no limitado campo de consciência que vocês experimentam na ilusão é devida principalmente pela intenção focalizada de muitos Trabalhadores da Luz que têm trabalhado tão arduamente e por tanto tempo para garantir que o despertar ocorra.

O resultado do seu enorme empenho para trazer todos para a Luz está começando a ficar aparente para todos aqueles que escolhem abrir um pouquinho sua consciência.
Abrir sua consciência é um pouco parecido com tirar viseiras: seu campo visual se expande consideravelmente, e o que aparece pode ser bem surpreendente, fazendo com que vocês se perguntem por que isso não lhes aconteceu antes.

E ao formularem perguntas, vocês querem respostas.
Bem, as respostas para suas perguntas logo serão fornecidas, e muitas delas irão surpreender vocês.
Vocês irão se perguntar por que passaram tanto tempo usando viseira, e vocês correrão para convencer seus amigos a também tirar as viseiras.

E quando eles tirarem, uma comunicação aberta de um tipo jamais experimentado no seu lindo planeta fornecerá a todos a informação e a vontade que eles precisam para capacitá-los a unir se ao processo de despertar, que agora está firmemente estabelecido e não será frustrado.

Grandes maravilhas em breve serão reveladas.

 

domingo, 7 de novembro de 2010


O Enterro do Conde de Orgaz

"O Enterro do Conde de Orgaz", óleo sobre tela de El Greco, 1586-1588

Domenicos Theotocopoulos, mais tarde conhecido como El Greco, nasceu em Candia, na ilha de Creta. Nada se sabe sobre sua família. Sua história de vida começa quando era aprendiz em um monastério cretense; depois, c. 1567, foi para Veneza onde se encantou com as obras de Ticiano e com a técnica de Veronese, Tintoretto e outros. Em 1570, seguiu para Roma, não sem antes passar por Parma, onde se impressiona com Correggio e seu chiaroscuro. Em Roma, conheceu Michelangelo e, audácia das audácias, criticou o “Juízo Final” e se ofereceu para criar uma composição mais perfeita. Ofendeu o gênio italiano? Não, pois ambos se reconheceram pelo que eram: Mestres, cada um com seu estilo.

Trabalhou na Itália por um período e lá, estimulado pelos maneiristas, criou belas obras, como “A Anunciação”. Em 1576, foi para a Espanha. Após um breve espaço de tempo em Madrid, seguiu para Toledo, onde viveu até morrer.

Toledo, antiga capital, continuava a ser o centro artístico, intelectual e religioso da vida na Espanha do século XVI. E nessa cidade, cujo tamanho é inversamente proporcional à sua importância, ele pintou a obra-prima entre todas as obras-primas que nos deixou: “O Enterro do Conde de Orgaz”.

A encomenda dessa obra lhe foi feita, em 1586, pelo pároco da Igreja de São Tomé para adornar uma capela lateral, dedicada à Virgem Maria. El Greco era um de seus paroquianos.

 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010


RECEITAS DE VIDA PARA VOCÊ...


FAMÍLIA

O começo.
A base do caráter
de um cidadão.

AMIGOS

Sempre os tenha.

RAIVA

Evite-as para seu
bem e do próximo.

DESESPERO

Elimine-o da sua vida.

PACIÊNCIA

Buscá-la o máximo
possível.

LÁGRIMAS

A melhor maneira de
nos esvaziar.

SORRISO

A formoseia um rosto.

PAZ

A verdadeira, só Jesus
pode dar.

PERDÃO

Deixa o coração vazio de
rancor e raiz de amargura.

ESPERANÇA

Nunca a perca.

CORAÇÃO

Entregue-o àquele que
melhor cuida dele- Jesus.

AMOR

Que seja puro e sincero.

CARINHO

Tenha com todos.

MODO DE PREPARAR:

Reúna sua Família e Amigos e
esqueça da Raiva para não
entrar em Desespero.

Use toda a Paciência e derrame
todas as suas Lágrimas para
depois haver somente Sorrisos.

Em meio a Paz libere o Perdão e
deixe a Esperança crescer no seu
Coração.

Deste modo, prepare sua melhor
receita de vida e nunca economize
no Amor e no Carinho.

Nem sempre os ingredientes da vida
são saborosos, por isso, saiba misturá-los
e faça do seu viver um prato de raro sabor;
e no final, você dirá de boca cheia:
COMO VALE A PENA VIVER!!!


quarta-feira, 3 de novembro de 2010


O SIGNIFICADO DA BENÇÃO.


Quando alguém te diz:
"Que Deus te abençõe"
não está só desejando
o melhor para você, mas
também atuando a seu
favor.

Pois quando bendizes a
alguém, também estás
atraindo a proteção de
Deus para você.

O efeito de abençoar é
multiplicador, já que é
dado por Deus a seus
filhos.

A benção invoca o apoio
permanente de Deus para
o bem estar da pessoa, fala
de agradecimento, confere
prosperidades e felicidade em
toda pessoa que a recebe da
nossa parte.

A benção começa com as
relações de pais e filhos.

Os filhos que recebem a
benção da parte dos seus
pais, tem um bom começo
espiritual e emocional
na vida.
Recebem um firme propósito
de amor e aceitação.

Este princípio também se aplica
na intima relação de casais.

As amizades se aprofundam e se
fortalecem, trazendo companherismo,
saúde e esperança a todos que nunca
receberam sequer uma palavra abençoada.

O poder da vida, e da morte está na Palavra.
Ao abençoares não só está outorgando a
vida aquele que a recebe, mas também
aquele que também a dá.

Por isso hoje eu peço que Deus te abençõe,
porque ao bendize-lo de todo coração, estou
bendizendo a mim mesmo.

Distribua bençãos por onde vás, não só
palavras, mas, ações.
Elas retornarão a ti quando menos
esperares.

Geralmente a pessoa que vive na presença
de Deus, amando-O e obedecendo-O, tem
o privilégio da sua Divina Benção sempre.

Abraços e que Deus te Abençõe.

30/10/2010


TUDO O QUE DEUS FAZ É PERFEITO

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Há muito tempo, num Reino distante,
havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus.
Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade.
Em todas situações dizia:  - Meu Rei, não desanime, porque tudo que Deus faz é p
erfeito. Ele Nunca erra!' 
Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei.
O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.
O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:
- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.
O servo respondeu:
- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem!
Tudo que Deus faz é Perfeito.  Ele Nunca erra!!!
O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.
Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva.
Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:
- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo!
E o Rei foi libertado.
Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:
- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos.
Mas ainda tenho em meu
coração uma grande dúvida:
Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu!?
O servo sorriu e disse: - Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!
Portanto, lembre-se sempre:
 TUDO O QUE DEUS FAZ É PERFEITO. ELE NUNCA ERRA! desconheco autoria.





30/10/2010


A ESCOLHA DE HÉRCULES

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“Quando Hércules ainda era um jovem com toda a vida pela frente, saiu um dia para levar um recado ao seu padrasto. Caminhava com o coração pesado de pesamentos amargos; resmungava porque outros não melhores do que ele, levavam a vida fácil cheia de prazer, enquanto, para ele, a vida era só trabalho e dor.
Ruminando estas questões, chegou a uma bifurcação de estradas: parou, incerto sobre qual seguir.  A estrada à direita era montanhosa e acidentada. Não havia beleza nela nem nos arredores, mas viu que conduzia diretamente as montanhas azuis que se perdiam na distância. A estrada à esquerda era larga e lisa, com árvores frondosas sombreando ambos os lados, nas quais cantavam inúmeros pássaros em coro; seguia meando por verdes campinas enfeitadas por incontáveis flores. Mas terminava em ruma neblina muito antes de chegar às maravilhosas montanhas azuis ao longe.
Enquanto o rapaz estava lá parado, em dúvida quanto às estradas, vieram duas belas mulheres em sua direção, cada uma por uma das estradas. A que veio pelo caminho florido alcançou-o antes e Hércules viu que era linda como um dia de verão. Tinha faces coroadas, os olhos faiscavam; dizia palavras amorosas e persuasivas.
- Oh, nobre jovem – disse ela -, não se curve mais o trabalho e as tarefas árduas; siga-me. Eu o conduzirei por caminhos agradáveis, onde não há tempestades para perturbar nem problemas para aborrecer. Você irá viver uma vida fácil, numa sucessão sem fim de música e alegria; não precisa desejar nada que torne a vida alegre – vinho espumante, coxins macios, ricas vestes ou olhos amorosos de belas virgens. Venha comigo e a vida será para você um sonho vivido de contentamento.
A essa altura, a outra mulher já tinha se aproximado e agora falava ao rapaz.
- Eu não tenho nada a lhe prometer – disse ela – exceto o que você irá conquistar por sua própria força. A estrada pela qual o conduzirei é acidentada e difícil, sobe por muitos morros, desce por muitos vales e pântanos. As vistas que por vezes você descortinará do topo dos morros são grandiosas, gloriosas, mas os vales profundos são escuros e a subida é penosa. No entanto, a estrada leva às montanhas azuis da fama eterna, que você divisa no horizonte. Não se consegue alcançá-las sem trabalho; de fato; não há nada que valha pena possuir se não tiver sido ganho com esforço. Se você quiser frutos e flores, deve plantá-los e cultivá-los; se quiser amor de seus companheiros, deve amá-los e sofrer por eles; se quiser gozar os favores dos céus, deve se tornar digno destes favores;  se quiser fama eterna , não deve desprezar a árdua estrada que conduz a ela.
Então Hércules viu que essa mulher, embora tão bela quanto à outra, tinha um semblante puro e suave, como o céu numa manhã balsâmica de primavera.
- Qual é o seu nome? – ele perguntou.
- Alguns me chamam de Trabalho -  ela respondeu, mas outros me conhecem como Virtude.
Ele virou-se para a primeira mulher.
- E qual é o seu nome? – ele perguntou.
- Alguns me chamam de Prazer – ela disse, com um sorriso feiteceiro - , mas eu prefiro ser conhecida como Alegre e Feliz.
- Virtude – disse Hercules - , tomarei a ti por minha guia! A estrada do trabalho e do esforço deverá ser minha e meu coração não abrigará mais amargura e nem o descontentamento.
Ele tomou a mão da Virtude e seguiu com ela pela estrada reta e agreste que conduzia às claras montanhas do horizonte pálido e distante.”

 

30/10/2010


MãOS EM ORACãO

Dürer, Albrecht
de ALBRECHT DÜRER
No século XV, em uma pequena aldeia perto de Nuremberg, na Alemanha, vivia uma família com vários filhos. Para pôr pão na mesa para todos, o pai trabalhava 18 horas diárias nas minas de carvão e em qualquer outra coisa que se apresentasse.
Dois de seus filhos tinham um sonho: queriam dedicar-se à pintura, mas sabiam que seu pai jamais poderia enviá-los juntos para estudar na Academia.
Depois de muitas noites de conversas e troca de idéias, os dois irmãos chegaram a um acordo: lançariam uma moeda para tirar a sorte e o perdedor trabalharia nas minas para pagar os estudos ao que ganhasse. Ao terminar seus estudos, o ganhador pagaria, então, com a venda de suas obras, os estudos ao que ficara em casa.
Assim, os dois irmãos poderiam ser artistas.
Lançaram a moeda num domingo ao sair da Igreja. Um deles, chamado Albrecht , ganhou, e foi estudar pintura em Nüremberg. Então o outro irmão, Albert, começou o perigoso trabalho nas minas, onde permaneceria pelos próximos quatro anos para pagar os estudos de seu irmão, que desde o primeiro momento tornou-se um sucesso na academia.
As gravuras de Albrecht, seus entalhes e seus óleos chegaram a ser muito melhores do que os de muitos de seus professores. Quando se formou, já havia começado a ganharconsideráveis somas com a venda de sua arte.
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Quando o jovem artista regressou à sua aldeia, a família Dürer se reuniu para uma ceia festiva em sua homenagem.
Ao finalizar a memorável festa, Albrecht se pôs de pé em seu lugar de honra à mesa e propôs um brinde ao seu irmão querido, que tanto havia se sacrificado, trabalhando nas minas para que o seu sonho de estudar se tornasse uma realidade.
E disse: ’’agora, meu irmão, chegou a tua vez. Agora podes ir a Nuremberg e perseguir teus sonhos, que eu me encarregarei de todos os teus gastos".
Todos os olhos se voltaram, cheios de expectativa, para o lugar da mesa que ocupava seu irmão. Mas este, com o rosto molhado de lágrimas, se pôs de pé e disse suavemente: "Não, irmão, não posso ir a Nuremberg. É muito tarde para mim. Estes quatro anos de trabalho nas minas destruíram minhas mãos. Cada osso de meus dedos se quebrou pelo menos uma vez e a artrite em minha mão direita tem avançado tanto que me custou trabalho levantar o copo para o teu brinde.
Não poderia trabalhar com delicadas linhas, com o compasso ou com o pergaminho, e não poderia manejar a pena nem o pincel. "Não, irmão, para mim já é tarde. Mas estou feliz que minhas mãos disformes tenham servido para que as tuas agora tenham cumprido teu sonho".
Mais de 450 anos se passaram desde esse dia. Hoje, as gravuras, óleos, aquarelas, entalhes e demais obras de Albrecht Dürer podem ser vistos em museus ao redor de todo o mundo.
Para render homenagem ao sacrifício de seu irmão, Albrecht Dürer desenhou suas mãos maltratadas, com as palmas unidas e os dedos apontando ao céu. Chamou a esta poderosa obra simplesmente Mãos, mas o mundo inteiro abriu de imediato seu coração à sua obra de arte e mudou o nome da obra para Mãos que oram.
NA VIDA, NINGUÉM TRIUNFA SÓZINHO

O CORPO FEMININO

 
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”Não importa o quanto pesa.
É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheiinhas, femininas... essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas... porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranquila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês, porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.
As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em Setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (sem sabotagem e sem sofrer); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos. Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se! A beleza é tudo isto.

 

18 de outubro de 2010


CURIOSIDADES: CIDADES À BEIRA DO ABISMO

1- Ronda (Espanha)
A cidade está assente sobre uma meseta rochosa a 739 metros acima do nível do mar. Está dividida em duas partes por um precipício conhecido como “el Tajo de Ronda” (penhasco de Ronda – O precipício natural com mais de 120 metros com vistas fantásticas sobre a Cordilheira de Ronda “Serranía de Ronda”), por onde passa o rio Guadalevín, afluente do rio Guadiaro.
Em continuação da garganta da escarpa propriamente dita, estende-se também um penhasco sobre o vale dos Moinhos (valle de los Molinos). A este da cidade encontra-se o parque natural da Serra das Neves, a sul o vale do rio Genal, a oeste a Serra de Grazalema e a norte os planaltos em direcção a Campillos.
Ronda é o coração da mais fascinante serrania da Andaluzia. Uma vintena de pequenas aldeias pintam-na de branco, os seus caminhos misturam as marcas de escritores românticos com as dos salteadores, enquanto a sua geografia, tão abrupta como generosa, serve de refúgio a cabras montesas e abetos pré-históricos.
Banhos árabes – Ao fundo do precípio que dá corpo à cidade de Ronda ficam os famosos banhos árabes, no antigo Arrabal Bajo ou bairro das Curtidurías. Merecem uma visita não só pela antiguidade (remontam ao século XIII), mas também pelo seu excelente estado de conservação. Trata-se dos principais banhos do período islâmico de Espanha.
2- Bonifácio – Córsega (França): 70 metros (230 pés) sobre o Mar Mediterrâneo
Na ponta sul da ilha de Córsega, Bonifácio é o maior municipio da ilha. A Cidade esta a beira de uma falésia de calcário branco, comidos e afastado pelo vento e ondas do Mar Mediterrâneo. Um paraíso naval, bonifácio é agora uma pequena marina para iates caros de todo mundo.
3- Castellfolit de la Roca (Espanha)
Situada em um despenhadeiro de basalto a 50 metros de altura.
Castellfollit de la Roca seria um ponto mínimo e até inexistente para os padrões geográficos planetários. Sua área exígua de meros 0,67 km² e uma população de menos de 1.000 habitantes porém, são um verdadeiro espetáculo que mistura penhascos e casas em uma harmonia quase irreal.
O pequeno município é limitado pela confluência dos rios Fluvià e Toronell e no alto das paredes basálticas que se erguem do mar à 50 metros de altura, está um amontoado de residências que serpenteia por cerca de 1 quilômetro de extensão. Esta formação geológica adquiriu suas formas, graças à ação erosiva das águas dos rios sobre o basalto.
Ele é fruto de duas camadas de lava vulcânica de erupções ocorridas em momentos distintos e distantes da história, sendo a última há cerca de 192.000 anos. Inclusive, em Castellfollit está a única pedreira de basalto ativa em todo o estado.
A cidade “velha” de Castellfollit de la Roca é medieval e composta por praças e ruas estreitas e sombrias. As casas, em sua grande maioria, são construídas em pedra vulcânica. Na extremidade da escarpa, lugar do antigo cemitério que foi transferido dali em 1961, hoje existe a praça Josep Pla. Nela, o mirante garante uma vista panorâmica simplesmente espetacular da região. É nesta hora que se entende de verdade a incrível posição estratégica do lugar e a natural garantia de segurança proporcionada ao povo em outros tempos.
Em um dos lados do paredão de rocha, está a Igreja de São Salvador. Construída no século 13, sofreu com ataques e guerras e por isto precisou ser reconstruída diversas vezes. Depois da Guerra Civil, seu estado, de tão lamentável, fez com que uma nova Igreja fosse feita na parte nova da cidade. Em meados dos anos 80 porém, um projeto de restauração a deu vida nova outra vez. A mistura de pedras originais e elementos modernos como vidro e ferro, garantiram um belo trabalho final.
Bem próximo ao centro antigo da cidade, existe uma área de pequenas hortas cultivadas pelos moradores que são separadas por muros de pedra. Ao longo destas hortas, existe uma trilha que leva visitantes e turistas ao Parque Natural onde vê além do “precipício”, uma série de intervenções, usando elementos naturais, no trajeto água dos rios para a geração de energia hidrelétrica à fábricas locais. A Praça da Catalunha, na parte nova da cidade, é hoje um ponto de reunião de jovens e idosos, com direito à piscina pública, aberta para a pequena população se divertir no verão. fonte:http://www.castellfollitdelaroca.org/
4- Santorini (Grécia): Um paraíso a 300 metros (984 pés) de altura
Tudo o que você sempre imaginou sobre as ilhas gregas está aqui: as casas brancas em formato de cubo dependuradas no penhasco, as igrejinhas de cúpulas azuis, os sinos, os gatos. Mas Santorini não é uma ilha comum.
Não se você achar que ilha é sinônimo de praias de sonho, daquelas de areia fininha e branca. O motivo é simples: sua origem vulcânica a privou de ter areia e suas praias são escuras. Uma delas, a mais diferentona e badalada, é vermelha. Se Marte tivesse praia, provavelmente seria como Red Beach, na extremidade sul, uma pequena baía de águas verdes emoldurada por uma falésia… vermelha, claro.
É ali que, no auge do verão, uma multidão se aglomera para esticar o corpo à beira-mar. Mas, se me permite, a praia de Santorini é outra. E ela fica centenas de metros acima do nível do mar. Se você é desprendido o suficiente para separar Grécia da equação sol + praia, concentre-se nas encantadoras vilas encarapitadas no alto das montanhas. É ali, nas vielas e nos becos tortuosos, nos cafés e nos lounges avarandados debruçados sobre o mar, que está todo o charme da ilha.
O formato de Santorini hoje – uma meia-lua – se deve a seu passado agitado de erupções vulcânicas. A maior delas teve início no ano de 1650 a.C., quando surgiu uma cratera no meio da ilha, coberta de água (a caldeira). Depois, outras erupções, sendo a última delas no século 18, deixaram trechos submersos e fizeram aparecer duas ilhotas ao centro: Nea Kameni e Palia Kameni, pequenos vulcões adormecidos, ainda em atividade (pode-se visitá-las em rápidos passeios de barco que saem do porto de Fira). É sua geografia o grande encanto de Santorini e o seu guia natural pela ilha.
Em linhas gerais, vale o seguinte: o crème de la crème, o que realmente interessa (de vilas inteiras a hotéis e restaurantes), está de frente para a caldeira. E o melhor é que você pode explorar tudo no seu próprio ritmo, sem precisar de mapas ou GPS. Alugar um quadriciclo é um jeito fácil, divertido e barato de conhecer a ilha toda.. E a brisa no rosto vem de brinde.
Fira é a capital e o maior centro urbano de Santorini (não que seja grande, pelo contrário: tem pouco mais de 2 mil habitantes). Na verdade, trata-se de um emaranhado de ruas onde os carros só chegam até um certo ponto. O lado virado para a caldeira, delimitado pela 25 Martiou, a rua principal, parece um eterno cenário de cartão-postal, sempre pronto para os melhores cliques.
Mas a outra metade da cidade é um aglomerado de supermercados, locadoras de carros, lanchonetes com placas espalhafatosas e casas sem graça que poderiam estar em qualquer canto do planeta. Para continuar quietinho no seu mundo ideal, já sabe: olho na caldeira.
Fira está numa posição estratégica para quem quer ter mais mobilidade para explorar a ilha – é central, dispõe de boa infra-estrutura e abriga o porto do qual partem os passeios de barco pela região. É também onde ficam os hotelões e restaurantões e cafezões.
As joalherias que fazem a festa dos turistas que desembarcam de transatlânticos para passar o dia. E as lojas mais arrumadinhas. Aquela Santorini que você vê no cinema, nas revistas e nos guias de viagem, de casas impecavelmente caiadas e ruas floridas, de fachadas de portas coloridas e flores nas janelas, de uma atmosfera absolutamente cool, mora ao lado, a 10 quilômetros. É Óia. A mesma do pôr-do-sol. Fonte: viajeaqui.abril.com.br
5- Manarola (Itália):
Localizado na Ligúria, Manarola é certamente uma das mais precárias cidades da Itália.É difícil dizer o quão antigo é esta vila, mas foram encontrados textos romanos antigos que comemorou os vinhos ali produzidos. Hoje, você ainda pode desfrutar de passeios através da vinha, uma caminhada pela Via dell’Amore (Caminho do Amor “) e os seus edifícios brilhantemente coloridos apenas perto da borda. Fonte:oddee
Cinque Terre Cinque Terre são cinco pequenas vilas debruçadas sobre a costa mediterrânea da Lingúria, no noroeste da Itália. Manarola, Vernazza, Corniglia, Monterosso e Riomaggiore, fundadas na Idade Média entre os séculos XI e XIII, mantiveram-se por muito tempo a salvo do turismo em massa. Hoje, a região já não é mais pitoresca, dos velhinhos que bateram papo num barco no final da tarde, das roupas estendidas nas sacadas, dos pescadores e barquinhos atracados na prais, das vinícolas, da culinária saborosa e sem afetação.
O trajeto entre as vilinhas pode ser feito de trem, carro (mas nos vilarejos sua circulação é proibida) ou, no cao dos amantes do trekking, a pé (as trilhas são bem sinalizadas nas encostas, mas têm trechos de pura pirambeira. A recompensa são paisagens espetaculares). O trecho entre Riomaggiore e Manarola, feito em 20 minutos, passa por barquinhos, flores e placas com versos de poetas – por isso, é chamado de Via Dell’Amore.
E, para os que preferem “mas-firme”, o trajeto entre as Cinque Terre também pode ser feito de barquinho.

 

 15 de Outubro de 2010


AS MENTIRAS QUE AS MULHERES MAIS CONTAM PARA OS HOMENS




  1. Amor, seu pênis é muito grande. Nunca vi igual;
  2. Você dirige tão bem amor;
  3. Ninguém nunca me deu tanto prazer como você me dá;
  4. Sua mãe é muito gente boa, adoro ela;
  5. Isso eu nunca fiz com namorado nenhum. Você vai ser o primeiro;
  6. Nunca mais falei com meu ‘ex’. Até deletei ele do MSN;
  7. Eu nunca precisei fingir orgasmo com você;
  8. Sua ‘ex’ é tão simpática;
  9. Vou dormir na minha amiga. A mãe dela viajou, vou fazer companhia;
  10. Meu celular acabou a bateria amor, desculpa;
  11. Adoro quando você empurra minha cabeça pra baixo quando estou beijando sua barriga;
  12. Você já sabe tudo sobre meu passado. Não preciso esconder nada pra você.

 

 9 de outubro de 2010


CURIOSIDADES:AS MAIORES PALAVRAS DO NOSSO IDIOMA






1º. Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico (46 letras)
Relativo a uma doença pulmonar aguda causada pela aspiração de cinzas vulcânicas



2º. Paraclorobenzilpirrolidinonetilbenzimidazol (43 letras)  Substância presente em medicamentos como o Ultraproct


3º. Piperidinoetoxicarbometoxibenzofenona (37 letras)
Substância presente em medicamentos como o Baralgin



4º. Tetrabrometacresolsulfonoftaleína (35 letras)
Termo específico da área de química



5º. Dimetilaminofenildimetilpirazolona (34 letras)
Substância ativa em vários comprimidos para dor de cabeça



6º. Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (33 letras)  Doença psicológica que se caracteriza pelo medo irracional (ou fobia) de pronunciar palavras grandes ou complicadas


7º. Monosialotetraesosilgangliosideo (32 letras)
Substância presente em medicamentos como o sinaxial e o sygen



8º. Anticonstitucionalissimamente (29 letras)
Maior advérbio da língua portuguesa, significa o mais alto grau de inconstitucionalidade



9º. Oftalmotorrinolaringologista (28 letras)
Profissional especializado nas doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta



10º. Inconstitucionalissimamente (27 letras)
Sinônimo de anticonstitucionalissimamente

 

 4 de outubro de 2010


CURIOSIDADES: AS MAIORES CATÁSTROFES DA HISTÓRIA





Confira os dez dias que mais mataram no planeta, além dos períodos mais funestos da história:

23/01/1556

Número de mortos: 830 mil
Causa das mortes: Terremoto
Local: China

13/11/1970

Número de mortos: 500 mil
Causa das mortes: Ciclone
Local: Bangladesh

25/11/1839

Número de mortos: 300 mil
Causa das mortes: Ciclone
Local: Índia

20/05/526

Número de mortos: 250 mil
Causa das mortes: Terremoto
Local: Turquia

28/07/1976

Número de mortos: 242 mil
Causa das mortes: Terremoto
Local: Tangshan, China

16/12/1920

Número de mortos: 240 mil
Causa das mortes: Terremoto
Local: Haiyuan, China

26/12/2004

Número de mortos: 230 mil
Causa das mortes: Tsunami
Local: Índia

31/01/1942

Número de mortos: 229 mil judeus
Causa das mortes: Genocídio
Local: Europa

05/10/1948

Número de mortos: 110 mil
Causa das mortes: Terremoto
Local: Turcomenistão

28/12/1908

Número de mortos: 100 mil (entre 60 e 200)
Causa das mortes: Terremoto
Local: Messina, Itália



12\01\2010


Número de mortos: 200 mil
Causa da morte: Terremoto
Local: Haiti

 

 

1 de outubro de 2010


CURIOSIDADES: AS FESTAS MAIS ESTRANHAS QUE OCORREM PELO MUNDO

La Tomatina


Todos os anos, na última quarta-feira de agosto, na cidade de Buñol, região de Valência (ESP), 9000 habitantes e cerca de 40.000 estrangeiros lutam entre si, atirando tomates uns nos outros, para homenagear a Virgem Maria e St. Louis Bertrand. A tradição iniciou em 1944 sem, entretanto, ter uma origem definida. Alguns afirmam que tudo começou com uma guerra de comida entre amigos, outros dizem que foi motivado por um acidente com um caminhão que transportava tomates, entre várias outras teorias. Durante a festa, 100 mil toneladas de tomate são despejadas nas ruas. As mulheres devem vestir-se de branco e os homens sem camisa.
Festival do queijo rolante


O Festival do queijo rolante é realizado no mês de maio em Cooper´s Hill, no Reino Unido. No festival, um queijo é lançado do alto de uma ladeira íngreme com mais de 200 metros e os competidores precisam correr atrás dele. O vencedor leva um queijo, mas são as quedas e fraturas que realmente chamam atenção.
Festival de arremesso de cabra


Todos os anos, no quarto domingo de janeiro, os habitantes da pequena cidade de Manganeses de la Polvorosa (ESP), reúnem-se para o festival de arremesso de bode, em homenagem a S. Vicente de Paulo, o seu padroeiro. O festival é tão antigo, que ninguém sabe ao certo quando começou. Os jovens capturam uma cabra e a levam para a igreja local, onde a jogam de uma altura de 50 metros. Lá embaixo, alguns aldeões a aguardam, segurando uma folha de lona. Algumas organizações dos direitos animais tentaram parar o festival, mas foram ignorados.
Hadaka Matsuri


Hadaka Matsuri é um festival japonês em que os participantes devem usar trajes mínimos. As pessoas envolvidas geralmente usam um tipo de pano para cobrir as partes mais íntimas. Milhares de homens, de 25 e 42 anos, idades de muito azar, tentam livrar-se da má sorte tocando o “homem divino”, que aparece nu no templo Konomiya.
El Colacho


O El Colacho (ou salta bebê) é um festival realizado anualmente na Espanha. Alguns bebês, nascidos nos doze meses anteriores, são colocados em colchões e os adultos da aldeia de Castrillo de Murcia vestem-se como demônios e revezam-se saltando sobre os bebês. Naturalmente, são registradas várias lesões (normalmente nos adultos), mas acredita-se que os saltos livram os bebês do pecado original – numa espécie de batismo. O Papa convidou recentemente o sacerdote local a distanciar-se do festival, mostrando que é uma prática perigosa e contrária à religião católica.
Festa de Santa Marta de Ribarteme


Todo ano, em Las Nieves, Espanha, as pessoas que chegaram perto da morte no ano anterior se reúnem para assistir a uma missa na Festa de Santa Marta de Ribarteme, padroeiro da ressurreição. O mais curioso é que eles precisam ser transportados em um caixão até o topo da colina, onde está a imagem do santo.
Festival da Galinha


Até bem pouco tempo atrás, um festival polêmico era anualmente realizado na Alemanha. Uma galinha era amarrada em um post e, em seguida, agredida a pauladas pelos homens da região até sua cabeça ser arrancada. As queixas dos grupos de proteção dos animais fizeram com que a galinha fosse substituída por um ganso (já morto) pendurado em uma corda. Os sujeitos precisam, então, decepar o ganso.
Kanamara Matsuri


Todos os anos no Japão, na primavera, é realizada a festa de Kanamara Matsuri. É um festival que celebra a fertilidade e o pênis. Acredita-se que o pênis confere proteção divina para a família, casamento, negócios e harmoniza o casal. O festival por muito tempo foi popular entre as prostitutas, que pensavam que a sua participação contribuiria para evitar que elas contraíssem doenças sexualmente transmissíveis.
Thaipusam


Thaipusam é um festival hindu, realizado em janeiro e fevereiro de cada ano para comemorar o nascimento de Marugan (filho dos deuses Shiva e Parvati). Os participantes raspam a cabeça e realizam peregrinações para, no final, enfiarem afiados espetos nos lábios e bochechas. Outros participantes colocam ganchos nas costas e puxam objetos pesados como se fossem tratores. O objetivo é causar dor. Quanto mais você resistir, mais “bênçãos” recebe dos deuses. O festival é muito popular na Índia, mas é realmente forte em Cingapura e Malásia, onde é feriado.

 

 

20 de setembro de 2010


CURIOSIDADES: AS DOENÇAS MAIS ESTRANHAS DO MUNDO




Uma pesquisa do jornal australiano Sydney Morning Herald relacionou algumas das síndromes mais estranhas que atingem o ser humano. Podem parecer doideiras, mas para cada uma dessas doenças existe um batalhão de médicos tentando descobrir a causa. E principalmente a cura.


1. SÍNDROME DO SOTAQUE ESTRANGEIRO
Após sofrer uma pancada ou qualquer outro tipo de lesão no cérebro, as vítimas desse distúrbio passam a falar com sotaque francês... ou italiano... ou espanhol. A língua varia, mas, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem o novo idioma. Segundo cientistas, a pronúncia não é efetivamente estrangeira, só dá a impressão disso. Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam que o sintoma é causado por um trauma em áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, provocando mudanças na entonação, na pronúncia e em outras características da fala. Um caso bem recente da síndrome do sotaque rolou com a britânica Lynda Walker, no mês passado. Após um infarto, Lynda acordou falando com sotaque jamaicano.



2. SÍNDROME DE CAPGRAS
Após sofrer uma desilusão com o cônjuge, com os pais ou com qualquer outro parente, a pessoa passa a acreditar que eles foram seqüestrados e substituídos por impostores. O sintoma por vezes se volta contra a própria vítima: ao se olhar no espelho, ela também acredita que está vendo a imagem de um farsante. Neurose total! O problema tende a atingir mais pessoas a partir dos 40 anos e suas causas ainda não são conhecidas. A síndrome foi descoberta pelo psiquiatra francês Jean Marie Joseph Capgras, que a descreveu pela primeira vez em 1923. Em graus mais extremos, a vítima acha que até objetos inanimados, como cadeiras, mesas e livros, foram substituídos por réplicas exatas.



3. SÍNDROME DA MÃO ESTRANHA
"Minha mão agiu por conta própria..." Essa desculpa usada por alguns cafajestes pode ser verdadeira. A síndrome em questão alien hand syndrome, em inglês faz com que uma das mãos da vítima pareça ganhar vida própria. O problema atinge principalmente pessoas com lesões no cérebro ou que passaram por cirurgias na região. O duro é que o doente não presta atenção na mão boba, até que ela faça alguma besteira. A mão doida é capaz de ações complexas, como abrir zíperes... Os efeitos da falta de controle sobre a mão podem ser reduzidos dando a ela uma tarefa qualquer, tarefa qualquer, como segurar um objeto.



4. SÍNDROME DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa "viagem" provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.



5. PICA
Esse nome também estranho não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a pica a síndrome, é claro... faz exatamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo... O problema atinge mais grávidas e crianças. Após comerem muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago.Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu. Com cerca de 600 dólares no estômago...



6. MALDIÇÃO DE ONDINA
O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração.

Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocado! A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar!



7. SÍNDROME DE COTARD
Depressão extrema, em que o doente passa a acreditar que já morreu há alguns anos. Ele acha que é um cadáver ambulante e que todos à sua volta também estão mortos. Em casos extremos, o sujeito diz que pode sentir sua carne apodrecendo e vermes passeando pelo corpo... Na fase final, a vítima deixa até de dormir e sua ilusão pode efetivamente se tornar realidade. O nome da doença faz referência ao médico francês Jules Cotard, que a descreveu pela primeira vez em 1880. Apesar de depressivo e certo de que está morto, o doente, contraditoriamente, também pode apresentar idéias megalomaníacas, como a crença na própria imortalidade.



8. SÍNDROME DE RILEY-DAY
Se você já sonhou em nunca mais sentir nenhuma dor, cuidado com o que pede... As vítimas dessa doença não sentem dores, mas isso é um problemão. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registrar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras. A doença é causada por uma mutação no gene IKBKAP do cromossomo 9 e foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.



9. SÍNDROME DA REDUÇÃO GENITAL
Também conhecido como koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa! Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pênis estava sumindo. Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!



10. CEGUEIRA EMOCIONAL
A expressão "cego de emoção" existe na prática, e pode acontecer com qualquer pessoa normal. O problema foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Depois de olhar para alguma imagem forte, principalmente com conteúdo pornográfico, a maioria das pessoas perde a vista por um curto espaço de tempo - décimos de segundo na verdade. Até agora, nenhum especialista conseguiu explicar o porquê dessa reação. A descoberta da cegueira emocional deu origem a um movimento no Congresso americano para que seja banida toda a publicidade com apelo erótico em grandes rodovias do país

 

 

 2 de outubro de 2010


CURIOSIDADES: A TEORIA DO 11




Podem pensar que é uma casualidade forçada ou simplesmente uma tontice, mas o que está claro é que há coisas interessantes e bastante intrigantes nela.


1) New York City tem 11 letras.
2) Afeganistão tem 11 letras.
3) ‘The Pentagon’ tem 11 letras.
4) George W. Bush tem 11 letras.
Até aqui, meras coincidências ou casualidades forçadas. Agora começa o interessante.
1) Nova Iorque é o estado Nº 11 dos EUA.
2) O primeiro dos vôos que embateu contra as Torres Gêmeas era o Nº11.
3) O vôo Nº 11 levava a bordo 92 passageiros; somando os numerais dá: 9+2=11.
4) O outro vôo que bateu contra as Torres, levava a bordo 65 passageiros, que somando os numerais dá: 6+5=11.
5) A tragédia teve lugar a 11 de Setembro, ou seja, 11 do 9, que somando os numerais dá: 1+1+9=11.
E agora o intrigante.
1) As vítimas totais que faleceram nos aviões são 254: 2+5+4=11.
2) O dia 11 de Setembro, é o dia número 254 do ano: 2+5+4=11.
3) A partir do 11 de setembro sobram 111 dias até ao fim de um ano.
4) Nostradamus (11 letras) profetiza a destruião de Nova Iorque na Centúria número 11 dos seus versos.
Mas o mais chocante de tudo é que, se pensarmos nas Torres Gêmeas, damo-nos conta que tinham a forma de um gigantesco número 11.
E, como se não bastasse, o atentado de Madrid aconteceu no dia 11.03.2004, que somando os numerais dá: 1+1+0+3+2+0+0+4=11.
Intrigante, não acham??
E se esqueceram que o atentado de Madrid aconteceu 911 dias depois do de New York, que somando os numerais 9+1+1=11!!!!
E AGORA o mais arrepiante:
Corinthians, tem 11 letras, tem 11 jogadores e sua fundação foi em 1910, que somando os numerais dá 1+9+1+0=11.
CONCLUSÃO DE TUDO ISSO: Seria Bin Laden Corinthiano?? kkkkkkkkkk

 9 de outubro de 2010


CURIOSIDADES : A PORTA DO INFERNO

door to hell in Darvaz 2


È um lugar próximo da pequena cidade de Darvaz, Uzbequistão, ex-República Soviética. A imensa cratera recebeu o nome de "A Porta do Inferno" (The Door To Hell) em virtude das labaredas constantes que nela flamejam, propiciando um cenário assustador, que faz lembrar o acesso principal do mitológico Reino de Hades. Não se trata de um vulcão, mas, sim, de uma mina, aliás, um projeto de mina.

Há 35 anos, geólogos soviéticos efetuaram estudos de viabilidade para a extração de gás natural no lugar. E eles efetivamente encontraram o que estavam procurando. Durante as escavações, porém, foi descoberta uma caverna subterrânea de grande profundidade, repleta de um gás venenoso. Por causa dessa substância, as perfurações foram suspensas e alguém teve a brilhante idéia de "acender um pequeno fósforo" na boca da cavidade, a fim de que o conteúdo tóxico fosse consumido pelo processo de combustão. Eles também receavam que o gás escapasse do imenso buraco, trazendo consequências maléficas para a população.

Resultado desse ato "brilhante": o fogo, nesses 35 anos, jamais se extinguiu, e a cratera continua flamejante até hoje. Não há nenhuma previsão de quando as labaredas vão finalmente cessar, já que ninguém tem noção da quantidade de gás que ainda existe nas profundezas daquele caloroso "inferno".











CURIOSIDADES: AS ESTRADAS MAIS ESTRANHAS E PERIGOSAS DO MUNDO

1. Estrada Lysebotn, Noruega


Considerado um dos locais mais deslumbrantes da Europa. Tudo começa com o estreito caminho até as paredes íngremes da Lysefjord, na Noruega. Constituída por 27 curvas fechadas e um túnel de 1,1 km. Os últimos 30 km de estrada Lysebotn se torna em uma verdadeira montanha-russa! É estreita, mas com uma superfície perfeita e cheia de curvas, alternando entre virar para esquerda e para a direita o tempo todo.

2. Lena Rússia Auto-estrada, a estrada do inferno


Situada na cidade de Yakutsk é considerada uma das mais frias do planeta, com temperaturas médias em Janeiro de -8 °C. Surpreendentemente, é só no verão que a estrada se torna intransitável. Sempre que chove no verão, a estrada torna-se praticamente um poço de lama tornando impossível a passagem de veículos. Sendo este o único caminho para Yakutsk torna a cidade inacessível.

3. Gravelly Hill Interchange, Birmingham, UK


Gravelly Hill Interchange, apelidado de “The Spaghetti Junction”, é a junção da importante auto-estrada M6 com a movimentada A38 Expressway Aston em Birmingham, Reino Unido. O nome “Spaghetti Junction” foi cunhado por Roy Smith, um jornalista do Evening Mail Birmingham em 1970. A foto acima nos indica o porque do nome Spaghetti Junction. Acomodando 2 linhas ferroviárias, 3 canais e 2 rios. É a junção mais complicada no Reino Unido.

4. Judge Harry Pregerson Interchange, Los Angeles (LA)


O Judge Harry Pregerson Interchange está situada em Los Angeles, Califórnia, e é um dos trevos mais complicados dos EUA.

5. The Puxi Viaduct, Shanghai




Esta é uma das mais movimentadas de Xangai e a com o maior intercâmbio de estradas, que atende a milhares de veículos a toda hora. Ela tem cinco níveis de pontes diferentes.

6. Stelvio Pass, Itália



Localizada nos Alpes Italianos, a Stelvio Pass liga a estrada Valtellina Merano com o Vale do Ádige. Esta passagem da estrada de montanha está situada numa altitude de cerca de 1700m acima do nível do mar. A estrada é particularmente difícil de conduzir devido à presença de 48 curvas fechadas, com a estrada se tornando excessivamente estreita em alguns pontos, sem falar dos declives muito íngremes. Com uma altura de 2.757 metros, é a montanha mais alta pavimentadas.

7. Col de Turini, França


Situada a quase dois mil metros acima do nível do mar, Col de Turini é uma passagem montanhosa situada nos Alpes do sul da França. É também parte de uma fase de 20 quilômetros do Rally de Monte Carlo WRC, que combina 34 curvas desafiadoras e longos trechos onde os carros podem chegar a mais de 200Km/H. É uma das estradas mais emocionante da Terra. O passeio foi destaque no primeiro episódio da série Top Gear 10, quando os apresentadores foram em busca dos caminhos mais difíceis de dirigir no mundo. No seu ponto mais alto, Col de Turini chega aos 1607m de altura. Na parte norte, o Col de Turini começa com uma série impressionante de curvas. Por fim, acabamos por andar em um desfiladeiro.

 

MITOLOGIA GREGA: ZEUS










Zeus  na mitologia grega, é o rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo e deus do céu e do trovão. Seus símbolos são o relâmpago, a águia, o touro e o carvalho. Além de sua herança obviamente indo-europeia, o clássico "amontoador de nuvens", como era conhecido, também tem certos traços iconográficos derivados de culturas do antigo Oriente Médio, como o cetro. Zeus frequentemente era mostrado pelos artistas gregos em uma de duas poses: ereto, inclinando-se para a frente, com um raio em sua mão direita, erguida, ou sentado, em pose majestosa.
Zeus Cronida, tempestuoso, era filho de Cronos e Reia, o mais novo de seus irmãos. Na maioria das tradições ele era casado com Hera - embora, no oráculo de Dodona, sua consorte seja Dione, com quem, de acordo com a Ilíada, teve uma filha, Afrodite. É conhecido por suas aventuras eróticas, que resultaram em muitos descendentes, entre deuses e herois, como AtenaApolo e ArtêmisHermesPerséfone (com Deméter),DionisoPerseuHéraclesHelenaMinos e as Musas (com Mnemósine). Com Hera teria tido AresHebe e Hefesto.


Seu equivalente na mitologia romana era Júpiter, e na mitologia etrusca era Tinia. Já se especulou sobre uma possível ligação com Indra, divindade da mitologia hindu que também tem um raio como arma.
Zeus sempre foi considerado um deus do tempo, com raios, trovões, chuvas e tempestades atribuídas a ele. Mais tarde, ele foi associado à justiçae à lei. Havia muitas estátuas erguidas em honra de Zeus, a mais magnífica era a sua estátua em Olímpia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Originalmente, os Jogos Olímpicos eram realizados em sua honra.


Durante muito tempo quem governou a Terra foi Urano (o Céu). Até que foi destronado por Cronos, filho de Urano e pai de Zeus. Então Urano profetizou que Cronos também seria destronado por um de seus filhos. Cronos era casado com Réia, e quando seus filhos nasciam ele os devorava. Assim aconteceu com Hera, Hades, Poseidon, Héstia e Demeter. Quando nasceu o sexto filho, Réia decidiu salvá-lo, com a ajuda deGaia (a Terra) que desgostava Cronos porque ele aprisionou os Hecatônquiros no Tártaro, temendo seu poder, esses gigantes possuíam cem braços e cinquenta cabeças.
Gaia leva Réia para parir secretamente esse filho na Caverna de Dicte (em outras versões foi no Monte Ida) em Creta. Lá Reia dá seu filho que se chama Zeus (tesouro que reluz) aos cuidados de Gaia e das Ninfas da Floresta (em outras versões Zeus fica com os centauros), Zeus cresceu alimentado pela cabra Amalteia. Quando ela morreu, ele usou a sua pele para fazer um escudo conhecido por Égide. Logo Réia retorna ao Palácio de Cronos, local onde Reia e seu esposo viviam e enrola em panos uma pedra e começa a fingir um parto, depois dá ao seu marido esse embrulho e ele o engole achando ser o sexto filho. Em outras versões Réia dá um potro a Cronos.


Quando chegou à idade adulta enfrentou o pai. Zeus disfarçou-se de viajante, dando-lhe a Cronos uma bebida que o fez vomitar todos os filhos que tinha devorado, agora adultos. Após libertar os irmãos, iniciou a guerra Titanomaquia. Cronos procurou seus irmãos para enfrentar os rebeldes, que reuniram-se no Olimpo. A guerra duraria 100 anos até que seguindo um conselho de Gaia, Zeus liberta os Hecatônquiros, então osdeuses olímpicos venceram e aprisionaram os titãs no Tártaro, em outras versões os aprisionaram embaixo de montanhas. Então partilhou-se o universo, Zeus ficou com o céu e a Terra, Poseidon ficou com os oceanos e Hades ficou com o mundo dos mortos.


Com Métis

Zeus casou-se 1º com Métis, a deusa da prudência, quando Métis estava grávida de Atena, Gaia profetizou que o segundo filho dos dois iria destronar seu pai Zeus, como havia acontecido com Cronos e com Urano, e que isso era um ciclo eterno. Zeus, temendo que isto acontecesse, montou uma armadilha: fez uma brincadeira com Métis, no qual eles se metamorfoseavam, Métis não foi prudente e aceitou, em algum momento Métis se metamorfoseou em uma mosca e foi engolida viva por Zeus, isso não adiantaria de nada, pois depois a cabeça de Zeus cresceria assustadoramente e Atena nasceria adulta da cabeça de Zeus,fazendo assim com que a profecia não se cumprisse.


Com Têmis

A segunda esposa de Zeus foi Têmis, uma titã, deusa da justiça, as Moiras levam Têmis até Zeus para se tornar sua segunda esposa, e as Moiras profetizam que Zeus tem muito a aprender com Têmis, que é tão sábia quanto Métis.


Com Hera

O matrimônio com Têmis acabaria e Zeus se casaria finalmente com sua irmã Hera (deusa do casamento). Apesar de casado com Hera, Zeus tinha inúmeras amantes (as paixões de Zeus). Usava dos mais diferentes artifícios de sedução, como a metamorfose em qualquer objeto ou criatura viva, sendo dois dos mais famosos o [cisne] de [Leda] e o [touro] de Europa. Assim sendo, teve muitos filhos ilegítimos com deusas e mortais, que se tornaram proeminentes na mitologia grega; Heracles (Hércules) e Helena de Tróia, por exemplo. Hera é ciumenta e perseguia as amantes e os filhos bastardos de Zeus.



MITOLOGIA GREGA: ARES DEUS DA GUERRA


Na mitologia gregaAres (em grego: Ἄρης, transl. Árēs) era filho do famoso Zeus (o soberano dos deuses) e Hera. Embora muitas vezes tratado como o deus olímpico da guerra, ele é mais exatamente o deus da guerra selvagem, ou sede de sangue, ou matança personificada.
Os romanos identificaram-no como Marte, o deus romano da guerra e da agricultura (que eles tinham herdado dos etruscos).
Entre os helenos sempre houve desconfiança de Ares. Embora também a meia irmã de Ares, Atena, fosse uma deidade da guerra, a posição de Atena era de guerra estratégica, enquanto Ares tendia a ser a violência imprevisível da guerra. O seu lugar de nascimento e sua casa verdadeira foram colocados muito longe, entre os bárbaros e trácios belicosos (Ilíada 13.301;OvídioArs Amatoria, II.10;), de onde ele se retirou depois que o seu caso com Afrodite foi revelado.


"Ares" permaneceu um adjetivo e epíteto em tempos clássicos: Zeus AreiosAtena Areia, até Afrodite Areia. Em tempos micênicos, as inscrições mencionavam Eniálios, um nome que sobreviveu em tempos clássicos como um epíteto de Ares. Abutres e cães, animais que se alimentam dos cadáveres nos campos de batalha, são sagrados para ele.
Ares tinha uma quadriga desenhada com rédeas de ouro para quatro (Ilíada v.352) garanhões imortais que respiravam fogo. Entre os deuses, Ares era reconhecido pela sua armadura de latão; ele brandia uma lança na batalha. Os seus pássaros agudos e sagrados eram a coruja de celeiro, o pica-pau, o bubo e, especialmente no sul, o abutre. De acordo com Argonáuticas (ii.382ff e 1031 e seg; Higno, Fabula 30) os pássaros de Ares (Ornithes Areioi) eram um bando de pássaros que lançavam penas em forma de dardos que guardaram o templo das Amazonas do deus em uma ilha costeira no Mar Negro. Em Esparta, em uma noite ctônica de sacrifício de um cão a Enyalios ficou assimilado ao culto de Ares. O sacrifício poderia ser feito a Ares na véspera de uma batalha para pedir sua ajuda.


Deimos, "o terror", e Phobos "medo", eram seus companheiros na guerra,crianças nascidas de Afrodite segundo Hesíodo. A irmã e companheira de assassinato de Ares era Eris, a deusa ou a discórdia ou Enyo, a deusa da guerra, derramamento de sangue e violência. Ele também foi assistido pelo deus menor da guerra Enyalios, seu filho com Enyo, cujo nome ("bélico", o mesmo significado que Enyo) também servia como um título do próprio Ares. A presença de Ares era acompanhada por Kydoimos, o demônio do estrondo da batalha, bem como o Makhai (Batalhas), o Hysminai (Carnificinas), Polemos (um espírito menor da guerra; provavelmente um epíteto de Ares, como ele não teve nenhum domínio específico), e a filha de Polemos, Alala, a deusa/personificação do grito de guerra grego, cujo nome Ares usou como o seu próprio grito de guerra. Sua irmã Hebe também desenhou banhos para ele.







MITOLOGIA GREGA: POSEIDON




As tempestades que, segundo Homero, Posêidon provocou para evitar que Ulisses (Odisseu), que o ofendera, retornasse à pátria, são um exemplo característico do temperamento irado que a Mitologia Grega atribuía a esse deus.
Posêidon (ou Posídon), deus grego dos mares, era filho de Cronos, deus do tempo, e Réia, deusa da fertilidade.
Eram seus irmãos Zeus, o principal deus do panteão grego, e Hades, deus dos infernos.
Quando os três irmãos depuseram o pai e partilharam entre si o mundo, coube a Posêidon o reino das águas
. Seu palácio situava-se no fundo do Mar Egeu e sua arma era o tridente, com que provocava maremotos, tremores de terra e fazia brotar água do solo.




Pai de Pégaso, o cavalo alado gerado por Medusa, esteve sempre associado aos eqüinos e por isso se admite que tenha chegado à Grécia como deus dos antigos helenos, que também levaram à região os primeiros cavalos.
O temperamento impetuoso de Posêidon, cuja esposa era Anfitrite, conduziu-o a numerosos amores.
Como pai de Pélias e Nereu, gerados pela princesa Tiro, era o ancestral divino das casas reais de Tessália e Messênia.
Seus outros filhos eram, na maioria, seres gigantescos e de natureza selvagem, como Órion, Anteu e o Ciclope Polifemo.
Embora tenha perdido uma disputa com Atena pela soberania da Ática, foi também cultuado ali.




Em sua honra celebravam-se os Jogos Ístmicos, constituídos de competições atléticas e torneios de música e poesia, realizados a cada dois anos no istmo de Corinto.
Os artistas plásticos acentuaram a ligação de Posêidon com o mar e representaram-no como um homem forte, de barbas brancas, com um tridente na mão e acompanhado de golfinhos e outros animais marinhos.
A Mitologia Romana identificou-o com o deus Netuno.
Na mitologia gregaPosídon  também conhecido como PoseidonPossêidon ou Posidão, assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos como Netuno e pelos etruscos por Nethuns. Também era conhecido como o deus dos terremotos e dos cavalos. Os símbolos associados a Posídon com mais frequência eram o tridente e o golfinho.




A origem de Posídon é cretense, como atesta seu papel no mito do Minotauro. Na civilização minóica era o deus supremo, senhor do raio, atributo de Zeus no panteão grego, daí o acordo da divisão de poderes entre eles, cabendo o mar ao antigo rei dos deuses minóicos.
Como primeiro filho de Cronos e Réia era um dos principais deuses do Olimpo e, de acordo com certas tradições, é o irmão do meio de Zeus eHades. Primordialmente Zeus terá obrigado seu pai Cronos a regurgitar e restabelecer a vida aos filhos que este engoliu, entre eles está Poseidon, explicando assim Zeus como o irmão mais velho, pois sua mãe Réia, deu uma pedra em seu lugar.






Poseidon fora criado entre os Telquines, os demónios de Rodes. Quando atinge a maturidade, ter-se-á apaixonado por Hália, uma das irmãs dos Telquines, e desse romance nascem seis filhos e uma filha, de nome Rodo, daí o nome da ilha de Rodes.
Em uma famosa disputa entre Poseidon e Atena para decidir qual dos dois seria o padroeiro de Atenas, ele atirou uma lança ao chão para criar a fonte da Acrópole. Entretanto, Atena conseguiu superá-lo criando a oliveira.
Na Ilíada, Poseidon aparece-nos como o deus supremo dos mares, comandando não apenas as ondas, correntes e marés, mas também as tempestades marinhas e costeiras, provocando nascentes e desmoronamentos costeiros com o seu tridente. Embora seu poder pareça ter se estendido às nascentes e lagos, os rios, por sua vez, têm as suas próprias deidades, não obstante o facto de que Poseidon fosse dono da magnífica ilha de Atlântida.




Geralmente, Poseidon usava a água e os terremotos para exercer vingança, mas também podia apresentar um caráter cooperativo. Ele auxiliou bastante os gregos na Guerra de Tróia, mas levou anos se vingando de Odisseu, que havia ferido a cria de um de seus ciclopes.
Os navegantes oravam a ele por ventos favoráveis e viagens seguras, mas seu humor era imprevisível. Apesar dos sacrifícios, que incluíam o afogamento de cavalos, ele podia provocar tempestades, maus ventos e terremotos por capricho. Como Zeus, projetava seu poder e a sua masculinidade sobre as mulheres, tendo muitos filhos homens pois não podia ter filhas mulheres.




Considerando que as inúmeras aventuras amorosas de Poseidon foram todas frutíferas em descendentes, é de notar que, ao contrário dos descendentes de seu irmão Zeus, os filhos do deus dos mares, tal como os de seu irmão Hades, são todos maléficos e de temperamentos violentos. Alguns exemplos: de Teosa nasce o ciclope Polifemo; de Medusa nasce o gigante Crisaor e o cavalo alado, Pégaso; de Amimone nasce Náuplio; com Ifimedia, nascem os irmãos gigantes Oto e Efialtes (os Aloídas), que chegaram mesmo a declarar guerra aos deuses. Por sua vez, os filhos que teve com Halia cometeram tantas atrocidades que o pai teve de os enterrar para evitar-lhes maior castigo.
Casou ainda com Anfitrite, de quem nasceu o seu filho Tritão, o deus dos abismos oceânicos, que ajudou Jasão e os seus argonautas a recuperar o Velocino de ouro.




Existem várias listas de filhos deste deus. Higino enumera os seguintes filhos:
  • Boeotus e Heleno, por Antíopa, filha de Éolo
  • Agenor e Belo, por Líbia, filha de Épafo
  • Belerofonte, por Eurínome, filha de Niso
  • Leuconoe por Themisto, filha de Hypseus
  • Hirieu, por Alcíone (filha de Atlas)
  • Abas por Arethusa, filha de Nereu
  • Ephoceus por Alcíone (filha de Atlas)
  • um texto ilegível, que parece ter as palavras Belus e Actor
  • Dictys por Agamede, filha de Augeas
  • Evadne por *Lena, filha de Leucippus
  • Megareus por Oenope, filha de Epopeus
  • Cygnus por Calyce, filha de Hecato
  • Periclymenus e Ancaeus por Astypale, filha de Phoenix
  • Neleu e Pélias por Tiro (mitologia), filha de Salmoneu
  • Eupemus e Lico e Nicteu por Celaeno, filha de *Ergeus
  • outro texto truncado, com palavras Peleus *Arprites e Antaeus
  • Eumolpus por Chiona, filha de Aquilo
  • outro texto truncado, com palavras por Amymone assim como Cyclops Polyphemus
  • *Metus por Melite, filha de Busiris






Signos e traições

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Mulheres que traiem mais... de acordo com o seu signo.

Aquarianas : São tão chatas e viajadas que já é difícil um homem aguentar, agora imagina trair... seria necessário dois que aguentassem.. então é pouco provável que a traição aconteça.
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Peixes : São aquelas mulheres que não podem ficar com ninguém que já se emocionam e começam a pensar numa relação mais duradoura, não costumam trair pois quando finalmente encontram um homem que corresponde aos seus desejos não costumam desperdiçar.
Capricórnio : Quando apaixonadas são fiéis, as capricornianas exigem fidelidade absoluta do seu parceiro, mas se ele realmente não descobrir, ninguém contar, ou não tiver nenhum conhecido por perto não descartam quem sabe dar uma chifradinha.
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Sagitário : Tem génio difícil, faz o tipo "sou mais eu" e se quiser trair, trai, quem não gostar tchau...
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Escorpião : Adora variar, faz o tipo que curte estar com mais de um parceiro ao mesmo tempo. Faz o género, "sou fodilhona e se não te tenho a ti... vais tu mesmo", rs
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Balança (Libra) : É calma e paciente, quando está apaixonada engole sapos até demais, mas quando se irrita trai mesmo e pronto.
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Virgem : A mais chifradora de todas, mesmo namorando sério à algum tempo não perde a oportunidade de chifrar seu parceiro e com o maior sangue frio disfarça perfeitamente e nunca dá bandeira, e claro considera isto normal…
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Leão : É ciumenta e possessiva, não vai querer trair pois se o parceiro fizer o mesmo sabe que vai ter um ataque passional. Fazem a linha... ciumenta/neurótica/possessiva
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Caranguejo (Câncer) : Sentimental mas segura, não trai. Se achar que a relação está ruim troca logo de namorado.
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Gémeos : Grita bem alto, homem é bom mas existem outras coisas importantes... hoje, amanhã já não ama tanto assim e se a relação não estiver firme não só trai como não se arrepende.
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Touro : A mulher touriana, faz o estilo "traiu? tchau... cai fora" vai pensar muito antes de começar um novo relacionamento, mas enquanto não achar o certo se diverte com os errados.
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Carneiro (Aries) :
Mentirosa e traiçoeira nunca deixa transparecer se está apaixonada ou não, mente e trai sem arrependimentos..► NOTA do JOTA: Confesso que sorri ao ler isso, óbviamente como concordei com alguns signos, discordei de outros… e vocês bloggers amigas? o que acham? o texto coincide de algum modo com a vossa postura na vida? Volto a frisar, não se pode, nem se deve generalizar estas conclusões.
 
Estudo

O divórcio é contagioso


O divórcio é contagioso

O divórcio de amigos, familiares ou colegas de trabalho pode ser "contagioso", revela um estudo norte-americano. Em Portugal, um em cada três casamentos acaba em separação.
Assistir ao divórcio de amigos aumenta em 75 por cento a probabilidade de o casal se separar, de acordo com uma investigação realizada ao longo de 32 anos a 12 mil pessoas do estado de Machassussets (nordeste dos Estados Unidos da América). Se a separação for entre amigos de amigos, o efeito de "contágio" desce para 33 por cento.
Segundo três investigadores das universidades de Brown, Califórnia e Harvard, a vida amorosa de familiares e colegas de trabalho também influencia a longevidade do casamento: quanto mais divorciados uma pessoa conhece, mais hipóteses tem de seguir o mesmo caminho.
Em entrevista à agência Lusa, a investigadora Rose McDermott, da Universidade de Brown, acredita que "não há razões para que os resultados do estudo não possam ser aplicados à realidade e sociedade europeia".
Confrontada com as conclusões do estudo, a investigadora e socióloga portuguesa Karin Wall lembra que "se torna mais fácil aderir a qualquer comportamento quando este começa a ser difundido". No entanto, ressalva, "o divórcio já estabilizou nos países desenvolvidos".
"Notou-se um aumento durante uma ou duas décadas, mas depois estabilizou", sublinha a socióloga do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa.
Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam o aumento: em 2008, a taxa de divórcio em Portugal passou os 60 por cento enquanto, há dez anos, a percentagem era de 30 por cento e, há 20, situava-se nos 12,9 por cento.
Se o divórcio de conhecidos aumenta os riscos de separação, a existência de crianças pequenas reduz as probabilidades de dissolução da união, revela ainda a investigação norte-americana.
Karin Wall corrobora esta ideia lembrando outros estudos que indicam que "há menos divórcios quando existem crianças pequenas": "Há uma tentativa para tentar manter o casal parental para poder dar uma vida familiar à criança". Mas, quando as crianças atingem os 13 anos, o factor "filhos" parece deixar de ter força.
Entre as já conhecidas dificuldades do divórcio, o estudo norte-americano acrescenta mais uma: "Os divorciados chegam a perder dez por cento dos amigos".
"Qualquer evento familiar -- um divórcio ou mesmo um casamento -- introduz mudanças sociais nos indivíduos. No caso do divórcio é normal assistir-se ao afastamento de sogros e cunhados. Os divorciados podem, durante uma fase de transição, ter redes sociais mais reduzidas, até porque os casais também dividem os amigos entre si: um fica com uns e o outro fica com outros", lembra Karin Wall.
Quer isso dizer que quem quer permanecer casado deve afastar-se de amigos divorciados? "Não, mas podemos dizer que se quer proteger o seu casamento tente apoiar o dos seus amigos", responde a investigadora americana Rose McDermott.
Até porque o "contágio social" pode acontecer à distância. Os investigadores seguiram pessoas que tinham abandonado Machassussets e perceberam que o divórcio de um amigo que vive longe tem mais impacto que a separação de um vizinho.
Perante as conclusões do estudo, Rose McDermott disse à Lusa que é preciso "encorajar as pessoas a apoiar as relações dos amigos, porque isso pode ajudá-los a salvar as suas próprias relações".
 
Estados Unidos

Estudo prova que as mulheres conduzem melhor


Estudo prova que as mulheres conduzem melhor

Quando se sentam atrás do volante, elas são mais seguras, menos agressivas e, mesmo quando têm um azar, os acidentes em que se envolvem são por norma pouco graves. Esta a conclusão de um estudo sobre tráfego realizado em Nova Iorque e divulgado na semana passada.
Os números foram divulgados pelo jornal New York Times (NYT). E basta um exemplo: 80 por cento de todos os acidentes em que resultaram peões mortos ou gravemente feridos registados em cinco anos na "Grande Maçã" envolveram condutores homens.
Uma discrepância que é "grande de mais para ser explicado pela predominância de motoristas homens nos autocarros, táxis e carrinhas de entregas", admite ao NYT Seth Solomon, porta-voz do Departamento de Transportes de Nova Iorque.
O problema poderá ser explicado pelas... hormonas. Cientistas sociais e especialistas em tráfego automóvel ouvidos pelo NYT dizem que, por norma, os machos são mais agressivos e propensos a assumir riscos, por causa da testosterona.
Assim, é mais comum encontrar-se homens (do que mulheres) a conduzir com álcool no sangue, ou após o uso de drogas, em excesso de velocidade ou a fazer manobras perigosas.
"Nós temos instinto maternal. Os homens sentem que são donos da estrada", diz ao NYT Amy Forgione, condutora há 19 anos que, descreve, sempre que é conduzida pelo marido mete o cinto de segurança e sustem a respiração.
Uma ideia corroborada por Anne T. McCArtt, vice-presidente do departamento de investigação do Insurance Institute for Highway Safety. Para que ocorra um acidente grave, "o comportamento agressivo ao volante tem mais influência do que a habilidade do condutor", afirma.
Mas nem tudo é mau para o ego masculino. O mesmo estudo indica que eles de facto percebem mais de mecânica automóvel do que elas. E até terão mais habilidade ao volante.
 
Estudo

Comida da Última Ceia tem crescido no último milénio

O professor Brian Wansink, da Cornell University, junto a uma projecção da "Última Ceia" de Leonardo da Vinci

O tamanho da comida nos quadros da Última Ceia tem crescido entre 23 e 69 por cento no último milénio, segundo um estudo da Universidade de Cornell (Estados Unidos) publicado hoje.
Através do computador, os investigadores compararam 52 pinturas que retratam a última ceia de Jesus Cristo com os seus discípulos e concluíram que o conteúdo do prato principal cresceu 69 por cento, o tamanho do prato 66 por cento e o pão tornou-se maior numa proporção de 23 por cento entre os anos 1000 e 2000, adianta o estudo publicado no "Internaciontal Journal of Obesity" (Revista Internacional da Obesidade).
As grandes porções de comida têm sido consideradas um fenómeno moderno, mas para o especialista em comportamento alimentar Brian Wansik, da Universidade de Cornell, o que acontece actualmente "pode ser uma parte mais notória de um longo caminho".
A Bíblia refere que a Última Ceia ocorreu na véspera da Páscoa, mas os detalhes ficam limitados ao vinho e ao pão.
"Nada mais é mencionado, não se fala na taça de fruta ou no bolo de cenoura", enumerou o estudioso, lembrando que outros produtos como peixe, enguia, cordeiro e até porco aparecem nas pinturas.
O psicólogo especialista em comportamento alimentar comentou à agência AP que este estudo "não tem grande significado científico", já que na vida real há exemplos do aumento das porções de comida.
"Tudo o que tem de se fazer é olhar para o que é vendido nos restaurantes de comida rápida", notou o especialista, referindo ainda que um teste mais moderno é a análise da publicidade durante o campeonato de futebol norte-americano (Super Bowl).

 

Saúde

Obesas com mais probabilidade de gravidez indesejada

Obesas com mais probabilidade de gravidez indesejada

As mulheres obesas têm menos acesso à pílula e um risco quatro vezes maior de gravidez indesejada do que aquelas que têm peso normal, refere um estudo francês hoje publicado no British Medical Journal.


"A pressão social sobre os corpos de mulheres e o seu peso é particularmente forte. As mulheres obesas sofrem um risco duplo: têm mais dificuldade em encontrar parceiros sexuais e em gerir as consequências", referiu Nathalie Bajos, do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale, em declarações à agência noticiosa AFP.
Segundo o estudo, as obesas têm quatro vez mais probabilidades de terem uma gravidez inesperada e de fazerem abortos. São ainda menos seguidas por médicos ginecologistas.
Os próprios médicos hesitam em receitar a pílula a estas mulheres e muitas vezes não beneficiam de alternativas, como o dispositivo intrauterino, refere Bajos, acrescentando que alguns clínicos acreditam erradamente que as obesas não têm relações sexuais.
Este primeiro estudo sobre a sexualidade e o peso foi realizado em 2006, envolvendo 10 mil homens e mulheres, residentes em França, com vários pesos e com idades entre os 18 e os 69 anos.
Para quase 30 por cento das mulheres obesas, a sexualidade não é considerada importante, contra 12 por cento entre as que têm um peso normal. As obesas que tiveram um parceiro sexual no último ano são também menos (30 por cento), ao contrário do que acontece com os homens obesos.
As mulheres obesas entre os 18 e os 29 anos usam quase cinco vezes mais a Internet para procurar um parceiro do que as mulheres de peso normal (18 contra 5 por cento).
Por outro lado, as mulheres com excesso de peso têm mais frequentemente um parceiro obeso do que os homens que também pesam mais que o aconselhável.
Quanto aos homens, as disfunções eréteis são quase três vezes mais frequentes nos obesos que entre os 30 e os 49 anos usam quatro vezes menos o preservativo do que os homens com peso normal. Os que têm menos de 30 anos declararam mais doenças sexuais transmissíveis.
"Devido às dificuldades de encontrar um parceiro, as questões de saúde passam, muitas vezes, para segundo plano", nota a investigadora.
Perigo

Uma hora de televisão por dia aumenta risco de morte


Estudo envolveu hábitos de vida de 8800 pessoas

Cada hora passada em frente à televisão aumenta em 11% o risco de uma morte prematura e 18% o risco de morrer de acidente cardiovascular.
As conclusões são de um estudo australiano, publicado em Circularion: Journal of the American Heart Association, que analisou os hábitos de vida de 8800 pessoas de 2000 a 2006. A investigação prova que o sedentarismo ligado ao facto de se ver televisão tem uma influência nefasta sobre a taxa de açúcar e de gordura no sangue.
Não importa se somos obesos, temos excesso de peso ou somos saudáveis: uma hora de televisão por dia aumenta 11% o risco de morrer prematuramente, 9% de morrer de cancro e 18% de ter um acidente cardiovascular.
Aqueles que vêem quatro horas de televisão por dia aumentam os riscos de morte prematura em 46% e de doença cardiovascular fatal em 80%.
"O corpo humano está concebido para se mexer, mas não para ficar sentado durante longos períodos", indicou David Dunstan, principal autor do estudo e professor do Instituto de Diabetes de Victoria, na Austrália, citado pela AFP.
"As evoluções tecnológicas, sociais e económicas fazem com que as pessoas não accionem mais os seus músculos como antigamente, logo os seus níveis de gasto de energia baixa", acrescenta. "Para muitos, os movimentos quotidianos resumem-se a passar de uma cadeira para a outra, do assento do automóvel para a cadeira do escritório e depois para o sofá", indicou.
Simulação

Ciência explica milagre de Moisés


Ciência explica milagre de Moisés

Um vento de cem quilómetros por hora permitiria separação das águas, mas não no mar Vermelho
Segundo a Bíblia, Moisés ergueu as mãos para o mar Vermelho e durante toda a noite Deus separou as águas com um forte vento de leste para permitir a fuga do povo hebreu do Egipto para a Palestina. De manhã, quando o exército do faraó os tenta seguir, foi engolido pelas águas. Agora, uma nova simulação de computador concluiu que um fenómeno natural pode realmente ter permitido este milagre, mas não no mar Vermelho.
"As pessoas sempre ficaram fascinadas com esta história do Livro do Êxodo, perguntando-se se tem origem em factos históricos", disse o investigador do Centro Nacional para a Pesquisa Atmosférica norte-americano, Carl Drews. "O que este estudo mostra é que a descrição da separação das águas tem por base leis da física", acrescentou o principal autor do estudo publicado online no jornal científico PloS ONE.
Com o recurso a antigos mapas topográficos, registos arqueológicos e modernas medições de satélite, a equipa encontrou um possível local para a travessia: não no mar Vermelho, onde normalmente se localiza o acontecimento de há três mil anos, mas numa área no delta do Nilo, onde aparentemente um ramo do rio inundava o antigo lago de Tanis.
Aí, um vento de leste a soprar a uma velocidade de um pouco mais de cem quilómetros por hora, durante oito horas, teria permitido afastar as águas (com 1,8 metros de profundidade). Uma faixa de terra lamacenta com entre 3,2 e quatro quilómetros de comprimento e 4,8 quilómetros de largura teria ficado a descoberto durante quatro horas, com duas paredes de água de ambos os lados. Assim que o vento parasse, o caminho teria ficado alagado.
"A simulação corresponde de forma bastante rigorosa com o relato do Êxodo", indicou Drews, no texto que acompanha as conclusões do estudo. "A separação das águas pode ser percebida através da dinâmica de fluidos. O vento move a água de acordo com as leis da física, criando uma passagem segura com a água nos dois lados e depois permitindo uma rápida inundação", acrescentou.
Este tipo de vento, capaz de diminuir as águas num determinado local e empurrá-las para outro, já foi documentado várias vezes - aconteceu, por exemplo, no Lago Erie perto de Toledo, no Ohio. Em pelo menos uma ocasião foi também detectado no delta do Nilo no século XIX, quando as águas terão recuado cerca de 1500 metros.
Uma anterior simulação de computador, feita por cientistas russos, tinha estabelecido que seriam necessários ventos de nordeste de pelo menos 120 quilómetros por hora para criar uma passagem no mar Vermelho, perto do actual Canal do Suez. Mas Drews e a sua equipa duvidam que fosse possível os refugiados caminharem com ventos tão fortes, explicando que o solo tinha de ser totalmente liso para permitir que a água recuasse em apenas 12 horas.
O novo estudo, que contou com a colaboração da Universidade de Colorado, é parte de uma investigação maior sobre o impacto dos ventos na profundidade das águas. Drews espera que, ao dar esta nova localização para o milagre de Moisés, possa ajudar os arqueólogos a descobrir provas concretas deste evento.

Nossa Galáxia


A nossa galáxia (a Via Láctea, ou Estrada de Santiago), faz parte dum conjunto chamado Grupo Local, que inclui a Andrómeda, as duas Nuvens de Magalhães, Fornax, Leo I e Leo II, Escultor, Draco e Carina, entre outras. Estas galáxias, por sua vez, têm pequenas outras que lhes estão directamente associadas. Por isso também se lhes chama galáxias satélites.

Uma das mais conhecidas é a do Triângulo, subsidiária da espiral gigante Andrómeda. As duas Nuvens de Magalhães (assim chamadas porque terão sido vistas pela primeira vez por europeus, durante a célebre viagem de circun-navegação, em 1519, pelos tripulantes da armada do navegador luso, no hemisfério austral), são visíveis a olho nu, no dito hemisfério.

No entanto, sabe-se que os mais antigos registos já dão conta da sua existência. Esse registo atribui a um persa, Al Sufi, o seu visionamento, em 964 a.C.

A Galáxia, uma estrutura com uma forma espiralada, com três braços distintos, é quase plana, tendo um diâmetro de mais de cem mil anos-luz. Como tudo (parece), no Universo, está em rotação, perfaz uma volta completa em 220 milhões de anos.

Assim sendo, o Sol já deu umas 25 voltas, juntamente com as outras estrelas, desde a formação da Galáxia, há uns 5 500 milhões.

Estes números surgem porque se conhece a idade do Sol, a partir do seu hidrogénio já foi transformado em hélio.

Aceita o Universo

Aceita o universo
Como to deram os deuses.
Se os deuses te quisessem dar outro
Ter-to-iam dado.

Se há outras matérias e outros mundos

Sistema Solar

O nosso sistema solar consiste de uma estrela média, a que chamamos o Sol, os planetas Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno e Plutão. Inclui: os satélites dos planetas; numerosos cometas, asteróides, e meteoróides; e o espaço interplanetário.

O Sol é a fonte mais rica de energia electromagnética (principalmente sob a forma de calor e luz) do sistema solar. A estrela conhecida mais próxima do Sol é uma estrela anã vermelha chamada Proxima Centauri, à distância de 4.3 anos-luz.

O sistema solar completo, em conjunto com as estrelas locais visíveis numa noite clara, orbitam em volta do centro da nossa galáxia, um disco em espiral com 200 biliões de estrelas a que chamamos Via Láctea.

Os planetas, a maior parte dos satélites dos planetas e os asteróides giram em volta do Sol na mesma direcção, em órbitas aproximadamente circulares. Se olharmos de cima do polo norte solar, os planetas orbitam num sentido anti-horário. Os planetas orbitam o Sol num mesmo plano, ou próximo, chamado a eclíptica. Plutão é um caso especial, porque a sua órbita é a mais inclinada (18 graus) e a mais elíptica de todos os planetas.

Por isso, durante uma parte da sua órbita, Plutão está mais perto do Sol do que Neptuno. O eixo de rotação da maior parte dos planetas é aproximadamente perpendicular à eclíptica. As excepções são Úrano e Plutão, que estão inclinados para um lado.


Composição do Sistema Solar

O Sol contém 99.85% de toda a matéria do Sistema Solar. Os planetas, que se condensaram a partir do mesmo disco de matéria de onde se formou o Sol, contêm apenas 0.135% da massa do sistema solar. Júpiter contém mais do dobro da matéria de todos os outros planetas juntos. Os satélites dos planetas, cometas, asteróides, meteoróides e o meio interplanetário constituem os restantes 0.015%. A tabela seguinte é uma lista da distribuição de massa no nosso Sistema Solar.


Planetas Jupiterianos


Júpiter, Saturno, Úrano, e Neptuno são conhecidos por planetas Jupiterianos, ou Jovianos (semelhantes a Júpiter, ou Jove), porque são todos gigantescos comparados com a Terra, e têm uma natureza gasosa tal como Júpiter.

Os planetas Jovianos também são referidos como os gigantes gasosos, apesar de alguns ou todos poderem possuir pequenos núcleos sólidos.

Planetas Terrestres


Os planetas terrestres são os quatro planetas mais interiores no sistema solar, Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

São denominados de terrestres, porque têm uma superfície compacta rochosa tal como a Terra. Os planetas Vénus, Terra e Marte têm atmosferas significativas enquanto Mercúrio a tem quase nula.

Eu Sou do Tamanho do que Vejo

Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Terra

Até onde se sabe o planeta em que vivemos é o único do nosso sistema solar em condições de abrigar vida da forma como a conhecemos. A Terra está à uma distância adequada do Sol, tem uma atmosfera rica em oxigênio e possui grandes quantidades de água. É o primeiro planeta, a partir do Sol, que tem um satélite natural, a Lua.

A princípio, é dispensável dar explicações sobre a Terra, pois é o planeta do Sistema Solar que mais conhecemos, mas por isso mesmo, ela serve como base para compararmos com os dados obtidos de outros planetas. Isso perrmite o estudo comparado dos planetas, ou formalmente, a Planetologia. Devido o maior conhecimento em relação aos outros planetas, faremos referências somente a dados pouco conhecidos sobre nosso planeta, tais como: campo magnético, atmosfera e estrutura interna do planeta.

O campo magnético terrestre é de origem interna e bem semelhante ao produzido por uma barra imantada, colocada no centro terrestre. O eixo desse campo tem uma inclinação de onze graus com o eixo de rotação terrestre. Nas altas temperaturas do interior da Terra não existem magnetos permanentes, e por isso, só as correntes elétricas, podem constituir uma fonte para o campo magnético global.

A intensidade desse campo vem diminuindo em cerca de 0,05% ao ano e, nesse rítmo, o campo estará anulado antes do ano 4.000. Durante a solidificação de certas rochas elas são magnetizadas segundo a intensidade e direção do campo existentes. Com isso fez-se o estudo do magnetismo fóssil de rochas antigas e a partir daí descobriu-se que o campo se anulou diversas vezes por períodos de até alguns milhares de anos e até inverteu sua direção, ficando o polo sul sendo o polo norte e vice-versa.

Existem hoje cronologias bem detalhadas, que narram as sucessões das inversões do campo magnético.

Até hoje não se conseguiu informações diretas sobre o que há no interior terrestre, pois a perfuração mais profunda, conseguida na década de 80 na então URSS, não chega a 13 km. É uma distância ínfima, em relação ao raio terrestre, que nem se quer atravessa a crosta. Os estudos sobre o interior terrestre são feitos de formas indiretas, pesquisando-se principalmente os abalos sísmicos (terremotos), que chegam a 300.000 por ano, dos quais não mais do que 100 são perceptíveis no mundo todo e pelas rochas trazidas pelas erupções vulcânicas. Mas foi pelo estudo da propagação das ondas sísmicas é que se concluiu quase todo o estudo estrutura geológica existente hoje. .

Crosta: Pode ser crosta continental e oceânica. A crosta oceânica com expessura média de cinco quilômetros, é composta principalmente de rochas basálticas e ricas em silício, alumínio, ferro e magnésio. A continental com uma espessura que varia de 20 a 65 km, rica em granito e pobre em sílicio na parte superior, é separada pela descontinuidade de Conrad da parte inferior, que contém rochas ricas em silício.

A densidade na crosta é de 2,8 g/cm3 em média, chega a 3,3 no manto superior e aumenta com a profundidade até 5,7 g/cm3 antes da transição manto-núcleo, onde passa bruscamente a 9,7 g/cm3 , até chegar a 15 g/cm3 o centro da Terra. Lá a pressão é de 3,6 milhões de atmosferas e a temperatura é estimada em torno de 3500 K, no mínimo.
Forma: É um elipsóide de revolução com achatamento de 1/300 do raio equatorial. Essa forma é uma aproximação bastante boa, porém na realidade a forma é bem mais complexa, devido a ação de várias forças: a gravidade e a força centrípeta, (devido a rotação) é que dão a forma de elipsóide e as outras forças que são bem menores provocam um desvio mínimo dessa forma.

Mantos: Tanto a crosta continental como a oceânica são separadas do manto pela descontinuidade de Mohorovic. O manto ocupa 80% do volume terrestre e é divídido em manto superior (com 1000 km de espessura) e o inferior (com 1900 km de espessura), totalizando 2900 km de espessura total.

Núcleo Externo: Com 2100 km de espessura é formado por uma liga líquida de ferro e níquel.

Núcleo Interno: com raio de 1370 km, é de composição idêntica ao núcleo externo, porém em estado sólido. A sua existência não é totalmente comprovada, mas é uma teoria bem aceita na comunidade científica, principalmente por aqueles que estudam as origens do campo magnético da Terra e se baseiam na existência do núcleo metálico dessa forma, para explicarem suas teorias. Existe uma camada de transição entre os núcleo externos e internos que não chega a 100 km.

A atmosfera de Vênus, Terra e Marte tem origem secundária, ou seja, não se formaram da nebulosa primitiva que deu origem ao sistema solar. Acredita-se que tenha se formado a partir dos gases que emanaram dos vulcões após o planeta já ter se formado. Essa atmosfera substituiu a anterior existente, que provavelmente foi resquícios da nebulosa planetária e constituida principalmente de hidrogênio e hélio e traços de metano, vapor d'água, amoníaco, nitrogênio e os gases nobres.

Essa atmosfera secundária que teve origem vulcânica, deve ter se formado nos primeiros 500 milhões de anos após a formação da Terra, numa fase de intensas atividades vulcânicas, e com a composição inicial sendo CO ou anidrido carbônico. Ainda hoje os vulcões emitem anidrido carbônico e em suas erupções grandes quantidades de CO2 e vapor d'agua.

 

Mercúrio


Mercúrio é o primeiro planeta contando do Sol e pode ser visto a olho nu, ao amanhecer e ao entardecer, sempre próximo ao Sol. Por isso os antigos lhe deram dois nomes: Apolo, a estrela matutina, e Hermes, a estrela vespertina, porém sabendo que era o mesmo corpo.
Mercúrio foi visitado por uma única sonda três vezes, a Mariner 10 em 1973 e 1974.

A órbita de Mercúrio é bastante excêntrica. Mercúrio gira em torno de seu eixo três vezes a cada dois anos mercurianos, ou seja, cada dois anos mercurianos tem três dias mercurianos; Mercúrio é o único corpo do Sistema Solar que se conhece fora da razão 1:1. Esses fatos produziriam efeitos estranhos para um observador que estivesse na superfície de Mercúrio: em algumas longitudes, por exemplo, o Sol se ergueria no horizonte, em sua trajetória aumentaria muito de tamanho, iria parar no zênite e ficar algum tempo lá; inverteria então brevemente seu curso no céu e continuaria, diminuindo até chegar ao outro extremo. Enquanto isso as estrelas se moveriam três vezes mais rápido no céu. Observadores em outros pontos veriam efeitos diferentes, mas igualmente bizarros.

As variações de temperatura de Mercúrio são as maiores do Sistema Solar: de 90 K a 700 K. Mercúrio é o segundo corpo mais denso do Sistema Solar: A Terra ocupa o primeiro lugar. Mercúrio possui um núcleo de ferro, cujo raio mede de 1800 a 1900 km.

Como não possui atmosfera, não há proteção para Mercúrio contra os corpos que se chocam com ele o tempo todo( Para saber mais leia Curiosidades).

Surpreendentemente, observações do polo norte de Mercúrio, que não foi mapeado pela Mariner 10, feitas por radar revelaram a presença de gelo nas sombras protegidas de algumas crateras.

Heráclito acreditava que Mercúrio e Vênus orbitavam o Sol e não a Terra.

* Tipo: Rochoso
* Diâmetro: 4.878 km
* Massa: 3,30 x 1023 kg
* Distância Média do Sol: 57.910.000 km (0,38 AU)

 

Vênus

À noite, quando aparece no céu, o planeta Vênus é um dos astros mais reluzentes, só não é mais brilhante que a Lua.Com telescópios e mesmo binóculos nós podemos observá-lo no período de claridade e desde que ele não esteja visualmente próximo do Sol.

Durante muito tempo pensou-se que Vênus era o planeta gêmeo da Terra, mas hoje sabemos que são parecidos apenas no tamanho e na quantidade de massa. Nas condições ambientais para a existência de vida ele é completamente diferente da Terra.

A atmosfera de Vênus é 92 vezes mais densa que a terrestre, por essa razão a pressão em sua superfície é equivalente a mergulhar 920 metros de profundidade no mar. Além disso, a atmosfera é composta principalmente de gás carbônico o que provoca um efeito estufa enorme fazendo de Vênus o planeta mais quente do sistema solar, com 460oC no equador do planeta.

O Ano de Vênus é menor que seu dia. O ano dele dura 224 dias terrestres (uma revolução completa ao redor do Sol). O dia (uma rotação completa) dura 243 dias terrestres e a rotação de Vênus é no sentido contrário ao dos outros planetas. Enquanto o Sol nasce do lado leste em todos os demais planetas, em Vênus o Sol nasce do lado oeste.

Nem mesmo o fato dele demorar 243 dias terrestres para completar uma rotação (1 dia) o faz esfriar do lado noturno.

Vênus também era considerado pelos antigos como dois astros diferentes, ao qual davam o nome de Lúcifer e Vésper. Só mais tarde, quando se descobriu tratar do mesmo astro é que atribuíram a ele o nome de Vênus, pela sua luz e beleza, pois quando está no céu, à noite, é o objeto mais brilhante depois da Lua. Porém, no século III a.C., Pitágoras já afirmava que Lúcifer e Vênus era um único astro. No Brasil é conhecido como Estrela Dalva.

É possível de ser visto com clareza a olho nu quatro horas antes de o Sol nascer ou quatro horas depois do Sol se por, pois seu afastamento ângular do Sol visto da Terra é de no máximo 48 graus. E, quando o afastamento está próximo do valor máximo, Vênus pode ser visto a olho nu a qualquer hora de um dia de céu limpo, sendo necessário apenas conhecer sua localização na hora da observação e desde que não esteja visualmente muito próximo do Sol.

 

Lua

A Lua é um satélite que tem ¼ do diâmetro da Terra, e está apenas a 380 mil Km de distância da Terra. A superfície da Lua é rica em alumínio e titânio e seu interior é rochoso. Há possibilidades de existir na Lua em pequeníssima quantidade de uma atmosfera. A falta de água líquida e de atmosfera que forme ventos, impede qualquer erosão, por isso a Lua tem grande quantidade de crateras visíveis. Qualquer buraco formado na Lua não desmancha pois não há erosão.

A quantidade de meteoritos que caem na Terra é muito maior do que a quantidade que cai na Lua, só que na Terra a erosão causada pela chuva e vento desmancha as crateras produzida por eles.

Ela é um dos maiores satélites relativo ao seu planeta, com uma relação 1/81 da massa terrestre. Por isso o sistema Terra-Lua pode ser considerado um sistema planetário duplo. Por ser o objeto celeste mais próximo da Terra, foi possível, através de missões tripuladas, trazer para a Terra amostras de sua superfície. Da análise dessas amostras, verificou-se que sua composição é muito semelhante à da Terra, contendo praticamente os mesmos minerais. Porém não foi encontrado nenhum traço de água nem erosão atmosférica, apesar das amostras trazidas serem mais antigas que as terretres. Concluiu-se que a Lua, no início de sua formação era recoberta por uma espessa camada de lava fundida, que se resfriou gradualmente formando a crosta uniforme e de rochas claras.
Crateras lunares

As crateras lunares são bem diversificadas quanto ao tamanho, variando de algumas centenas de quilômetros até alguns micrometros. Estas últimas existem, porque não há erosão na superfície lunar e são encontradas tanto nas rochas como na própria superfície recoberta de poeira. As crateras podem ser classificadas como:

Primárias - dispostas geralmente de modo aleatório, havendo alguns alinhamentos determinados pela queda simultânea de um grupo de meteoros.

Secundárias - Localizadas em torno das primárias. São menores e pouco profundas. Geralmente caracterizadas pelas raias (formadas pela expulsão de matéria no momento do impacto e que fizeram sulcos no solo em forma de raios), pricipalmente as maiores. São superpostas sobre as primárias.

Vulcânicas - em número muito menor que as de impacto. O material que forma essas crateras e a região ao seu redor são particulas sólidas e finas.

Fases da Lua



Eclipses Lunar e Solar

Um eclipse acontece sempre que um corpo entra na sombra de outro.

Assim, quando a Lua entra na sombra da Terra, acontece um eclipse lunar.


Quando a Terra é atingida pela sombra da Lua, acontece um eclipse solar.


 

Marte

O clima desse planeta é o mais parecido com a Terra. No verão de Marte que a temperatura chega perto de 20o e no inverno pode chegar a -140o C. Mesmo usando um telescópio médio é possível observar em Marte a presença de calotas polares formadas de gelo seco (gás carbônico congelado). Além disso, desde o século passado os astrônomos já haviam observado a presença de estações do ano no planeta. Acredita-se que em Marte exista água congelada próximo dos pólos e abaixo da superfície. Na década de 70, duas sondas (Viking I e Viking II) desceram em Marte com o objetivo de procurar vida na forma de bactérias, fungos ou algo parecido, mas nada que pudesse comprovar a existência desses organismos foi encontrado. Missões complementares à Marte deram prosseguimento até 1996 com a Mars Global Surveyor (MGS) para um mapeamento mais preciso da superfície marciana a ser completado pela sonda até 31 de janeiro de 2000. A MGS faz parte de um programa de dez anos de duração da exploração de Marte. O início da exploração com sondas começou em 1960 com vários fracassos e somente a Mariner 4 em 1965 consegue enviar as 21 primeiras imagens de Marte.

 

Jupiter

Terminados os planetas internos ou terretres em Marte, inicia-se em Júpiter os planetas externos ou jovianos. Júpiter, o maior planeta do sistema solar, é considerado gasoso possuindo uma quantidade enorme de furacões, dos quais se destaca a grande mancha vermelha, que é um furacão observado a mais de três séculos e que provavelmente permanecera lá por tempo igual ou maior. Pela presença dessas manchas foi possível determinar o seu período de rotação que é de nove horas e cinqueta minutos. Verificou-se também que a rotação é mais rápida no equador que nos polos, que é semelhante á rotação diferenciada do Sol.

Não se sabe se existe uma superfície sólida em Júpiter. O que podemos observar são somente suas nuvens. A constituição dessa atmosfera é bem diferente da terretre. A presença de amoníaco e do metano indicam a ausência de oxigênio livre, que normalmente destrói esses componentes.

Quando observado da Terra nota-se inúmeras faixas escuras paralelas ao equador. Se a observação for mais cuidadosa e com um bom telescópio, pode-se notar que essas faixas possuem cores variadas, desde o violeta até o rosa.

Saturno


Em Saturno terminam os planetas que são visíveis a olho nú e portanto os planetas conhecidos na antiguidade.

Com ele temos um conjunto de sete objetos de corpos errantes a noite e que nos tempos remotos não podiam ser tocados pelo Homem. Por coincidência, a nossa semana tem sete dias, um para cada um desses corpos que foram considerados divindades: Lua (segunda-feira), Marte (Terça-feira), Mercúrio (Quarta-feira), Júpiter (Quinta-feira), Vênus (Sexta-Feira), Saturno (Sábado) e Sol (Domingo) correspondentes à primeira hora planetária do dia. Porém a tradição de se colocar nomes de deuses nos demais planetas continuou. Apesar de ser o segundo maior planeta do sistema solar, só se obteve informacões de algum valor a seu respeito, do final da segunda metade da década de 70 em diante, através das sondas Pioneer 11 e Voyager 1 e 2.

Através das observações de suas nuvens deduziu-se que seu período de rotação é de 10h 14min 13s, mas observando-se seu campo magnético, conclui-se que seja 10h 39min 26s. Essa rotação rápida faz de Saturno o planeta mais achatado do sistema solar.

Sua composição é semelhante à do Sol e de aspecto semelhante ao de Júpiter. Suas faixas possuem contrastes mais atenuados do que em relação a Júpiter. Isto deve-se às temperaturas mais baixas em sua atmosfera. Os movimentos atmosféricos são bem rápidos em Saturno, e os ventos atingem a velocidade de 1.800 km/h (70% da velocidade do som local). O tom esbranquiçado predominante em sua atmosfera é devido às nuvens de amônia congelada. As colorações marrons podem ser nuvens de hidrosulfeto de amônia (NH4 HS) e os pouquíssimos locais azulados são cristais de gelo.
As regiões mais internas da atmosfera puderam ser obervadas nos locais de furacões, que provocam aberturas profundas na atmosfera.

Anéis de Saturno

Os anéis de Saturno são constituídos essencialmente por uma mistura de gelo, poeiras e material rochoso. Se estendem a cerca de 280 mil quilômetros de diâmetro, não ultrapassam 1,5 km de espessura. A origem dos anéis é desconhecida. Originalmente pensou-se que teriam tido origem na formação dos planetas há cerca de 4 bilhões de anos, mas estudos recentes apontam para que sejam mais novos, tendo apenas algumas centenas de milhões de anos. Alguns cientistas acreditam que os anéis se formaram a partir de uma colisão que ocorreu perto do planeta ou com o planeta. Pensa-se que os anéis de Saturno desaparecerão um dia, cerca de 100 milhões de anos, pois vão sendo lentamente puxados para o planeta. Os anéis podem mudar de cor.

Mapa do sistema das luas e do anel de Saturno.

Eis todas as 60 luas conhecidas de Saturno até o momento:

Pã,Dafne,Atlas,Prometeu,Pandora,Epimeteu,Jano,Mimas,Methone,Anthe,Palene,Encélado,
Tétis,Telesto,Calipso,Dione,Helene,Polideuces,Réia,Titã,Hipérion,Jápeto,Kiviuq,Ijiraq,Febe,
Paaliaq,Skathi,Albiorix,Bebhionn,Erriapo,Skoll,Siarnaq,Tarqeq,Greip,Hyrrokkin,Jarnsaxa,
Tarvos,Mundilfari,Bergelmir,Narvi,Suttungr,Hati,Farbauti,Thrymr,Aegir,Bestla,Fenrir,
Surtur,Kari,Ymir,Loge,Fornjot,S/2004 S07,S/2004 S12,S/2004 S13,S/2004 S17,
S/2006 S1,S/2006 S3,S/2007 S2,Daman.

 

Urano

A atmosfera de Úrano é composta por 83% de hidrogénio, 15% de hélio, 2% de metano e pequenas porções de acetileno e outros hidrocarbonetos. O metano na alta atmosfera absorve a luz vermelha, dando a Úrano a sua cor azul-esverdeada. A atmosfera está organizada em nuvens que se mantêm em altitudes constantes, semelhantes à orientação das faixas latitudinais vistas em Júpiter e Saturno. Os ventos a meia-latitude em Úrano sopram na direcção da rotação do planeta. Estes ventos sopram a velocidades de 40 a 160 metros por segundo (90 a 360 milhas por hora). Experiência com sinais de rádio registaram ventos de cerca de 100 metros por segundo soprando na direcção oposta no equador.

Úrano distingue-se pelo facto de estar inclinado para um lado. Pensa-se que a sua posição invulgar é resultado da colisão com um corpo do tamanho de um planeta no início da história do sistema solar. A Voyager 2 descobriu que uma das influências mais notáveis desta posição inclinada é o seu efeito na cauda do campo magnético, que por sua vez está inclinado 60 graus em relação ao eixo de rotação. A cauda magnética mostrou-se torcida pela rotação do planeta numa forma em espiral atrás do planeta. A origem do campo magnético é desconhecida; O oceano de água e amónia electricamente condutivo e super-pressurizado que se pensava estar entre o núcleo e a atmosfera, vê-se agora que não existe. Crê-se que os campos magnéticos da Terra e de outros planetas provêm de correntes eléctricas produzidas pelos seus núcleos fundidos.

Os Anéis de Úrano

Em 1977, foram descobertos os primeiros nove anéis de Úrano. Durante os encontros da Voyager, estes anéis foram fotografados e medidos, tal como outros dois anéis. Os anéis de Úrano são muito diferentes dos de Júpiter e Saturno. O anel épsilon exterior é composto principalmente por blocos de gelo com vários pés de diâmetro. Uma distribuição muito ténue de poeira fina também parece estar dispersa pelo sistema de anéis.

Pode existir um grande número de anéis estreitos, ou possivelmente anéis incompletos ou arcos de anéis, tão pequenos quanto 50 metros (160 pés) de largura. Descobriu-se que as partículas individuais dos anéis são de baixa reflectividade. Descobriu-se que pelo menos um anel, o épsilon, tem a cor cinzenta. As luas Cordélia e Ofélia agem como satélites pastores para o anel épsilon.

Netuno

Netuno é o planeta mais externo dos gigantes de gás. Tem um diâmetro equatorial de 49,500 quilómetros (30,760 milhas). Se Netuno fosse oco, poderia conter cerca de 60 Terras. Netuno orbita o Sol a cada 165 anos. Tem oito luas, seis das quais foram descobertas pela Voyager. Um dia em Netuno dura 16 horas e 6.7 minutos. Netuno foi descoberto em 23 de Setembro de 1846 por Johann Gottfried Galle, do Observatório de Berlim, e Louis d'Arrest, um estudante de astronomia, através de predições matemáticas feitas por Urbain Jean Joseph Le Verrier.

Os primeiros dois terços de Netuno são compostos por uma mistura de rocha fundida, água, amónia líquida e metano. O terço externo é uma mistura de gases aquecidos compostos por hidrogénio, hélio, água e metano. O metano dá a Netuno a sua cor de nuvem azul.

Netuno é um planeta dinâmico com diversas manchas grandes e escuras, lembrando as tempestades, tipo furacões, de Jupiter. A maior mancha, conhecida por Grande Mancha Escura, tem aproximadamente o tamanho da Terra e é semelhante à Grande Mancha Vermelha de Júpiter. A Voyager mostrou uma nuvem pequena, de forma irregular, movendo-se para leste correndo à volta de Netuno a cada 16 horas ou quase. Esta scooter tal como foi denominada pode ser uma bruma que se eleva acima de um conjunto de nuvens mais escuras.

Foram vistas na atmosfera de Netuno nuvens grandes e brilhantes, semelhantes às nuvens cirros terrestres. A latitudes norte mais baixas, a Voyager capturou imagens de raios de nuvens projectando as suas sombras nas formações de nuvens mais baixas.

Os ventos mais fortes de qualquer planeta foram medidos em Netuno. Muitos dos ventos sopram na direcção oeste, oposta à rotação do planeta. Perto da Grande Mancha Escura, os ventos sopram próximo dos 2,000 quilómetros (1,200 milhas) por hora.

Netuno tem um conjunto de quatro anéis que são estreitos e muito fracos. Os anéis são constituídos por partículas de pó, que se pensava terem surgido de pequenos meteoritos que se esmagaram nas luas de Netuno. Vistos de telescópios terrestres, os anéis parecem ser arcos, mas vistos da Voyager 2 os arcos surgem como manchas brilhantes ou aglomerações no sistema de anéis. A causa exacta das aglomerações brilhantes é desconhecida.

O campo magnético de Netuno, tal como o de Úrano, tem uma inclinação muito acentuada de 47 graus em relação ao eixo de rotação e está deslocado de pelo menos 0.55 raios (cerca de 13,500 quilómetros ou 8,500 milhas) do centro físico. Comparando o campo magnético dos dois planetas, os cientistas pensam que a orientação extrema pode ser característica de correntes no interior e não o resultado da orientação lateral ou de qualquer reversão do campo de ambos os planetas.

 

Plutão

Sua descoberta foi semelhante à de Netuno. Foi descoberto por cálculos matemáticos, através das pequenas perturbações existentes nas órbitas de Urano e Netuno. A primeira imagem visual dele foi obitida através da comparação de fotografias em 18 de fevereiro de 1930. Esse planeta anão pode ser detectado por muitos instrumentos, inclusive por telescópios amadores com o uso de processos fotográficos especiais. Durante um período de cerca de vinte anos, existe uma facilidade de sua observação: é por causa da grande excentricidade de sua órbita. De 1989 até 14 de março de 1999 sua distância foi menor que a do planeta Netuno. Essa aproximação aumentou sua luminosidade em até oito vezes.

A partir dos anos 70 é que se obteve dados sobre a superfície desse planeta anão. Foi detectada a presença de metano congelado a uma temperatura de -210°C e uma fina camada atmosférica supostamente de metano gasoso. Seu tamanho é inferior ao da Lua.

Recentemente mais dois satélites foram descobertos ao redor de Plutão: são eles Hidra e Nix. Eles foram confirmados por astrônomos empregando o Telescópio Espacial Hubble da NASA em Maio de 2005 e receberam inicialmente os nomes provisórios de S/2005 P1 e S/2005 P2.

Por ser um planeta anão do Sistema Solar com o menor número de informações, a NASA estava programando para 2001 o lançamento do Expresso para Plutão (Pluto Express), uma sonda pequena para estudá-lo. Esse projeto foi cancelado e substituído pela Sonda Novos Horizontes lançada em Janeiro de 2006 e deverá estar próxima de Plutão no ano 2015.

Até julho de 2006, era considerado um planeta, mas sua categoria foi rebaixada para “Planeta Anão”.

Estrelas

Segundo os dicionários, Estrela é um astro que tem luz e calor próprio e que apresenta um brilho cintilante; nome comum aos astros luminosos que mantêm praticamente as mesmas posições relativas na esfera celeste, e que, observados a olho nu, apresentam cintilação. Mas por trás disso, existem explicações mais científicas: Cada Estrela é na verdade, uma violenta bola giratória de gás luminoso e quente. A quantidade de gás que uma Estrela contém é muito importante, uma vez que influencia a gravidade, a temperatura, a pressão, a densidade e o tamanho da Estrela. As Estrelas nascem em grupos, a maior parte dos quais se divide, mas outras são mantidas juntas pela gravidade. O resto da vida de uma Estrela depende da sua massa. Quanto mais massa, mais curta e tempestuosa é sua vida. Algumas são simplesmente tão enormes que explodem. Mas a maioria tem um tempo estável de vida, brilhando firmemente. Com a mudança de estações, novas Estrelas aparecem, sendo 6.000 o total visível durante o ano todo. As Estrelas diferem muito em cor e brilho. Algumas são amarelas, outras vermelhas (mais frias), outras azuis (mais quentes). Algumas brilham intensamente, outras brilham pouco, a ponto de não enxergarmos da superfície terrestre.

Todas as Estrelas começam da mesma maneira. O espaço existente entre elas não é inteiramente vazio. Nuvens de poeira e gás Hidrogênio flutuam aqui e ali, às vezes tão espessas que obscurecem nossa visão das Estrelas. É por esse motivo que não podemos ver o centro da nossa galáxia. Mas em alguns locais as nuvens começam a se condensar, ficando cada vez mais espessas. Isso acontece porque as partículas da nuvem são atraídas umas contra as outras pela sua própria gravidade. Conforme a nuvem se condensa, começa a esquentar. Durante um período de milhões de anos ela acaba por se transformar numa bola de gás Hidrogênio; essa bola se esquenta de tal maneira que atinge cerca de 1.100.000 graus Celsius e começam a ocorrer reações termonucleares, nas quais o Hidrogênio começa a se transformar em Hélio, com grande liberação de energia. A radiação resultante é intensa, o suficiente para impedir que a bola de gás continue a se contrair, e assim a Estrela assume um tamanho estável e, ao mesmo tempo, passa a brilhar de maneira uniforme. Logo que começa a brilhar, a Estrela inicia uma mudança lenta. A velocidade com que ela muda depende da rapidez do processo de produção de energia nuclear em seu interior. A velocidade desse processo, por sua vez, depende da massa da Estrela. Quanto maior a massa da Estrela, maior sua luminosidade e temperatura, e mais rápida é a sua mudança.

Uma Estrela muda porque sua reserva de Hidrogênio decresce. O centro de uma Estrela se contrai, e a temperatura e pressão no centro se elevam. Ao mesmo tempo, a temperatura da camada externa cai gradualmente. A Estrela se expande muito e transforma-se numa Gigante Vermelha. Com o tempo, a Gigante Vermelha começa a perder material de sua superfície. A força da gravidade na Estrela ultrapassa a pressão no seu interior, e a Estrela começa a entrar em colapso, ou a desmoronar internamente. As Estrelas grandes queimam a uma temperatura muito alta, consumindo rapidamente seu combustível, por isso vivem apenas alguns milhões de anos. Quando o combustível acaba, as Estrelas tornam-se instáveis e desaparecem numa enorme explosão, transformando-se em Supernovas. A Estrela pode finalmente tornar-se uma Anã Branca, talvez o último estágio de uma Estrela.

O material que forma uma Anã Branca é tão compactado que a Estrela pode ter apenas o tamanho da Terra ou menos. A Estrela pode então esfriar lentamente ou contrair-se ainda mais. Se ela se contrair, ela pode tornar-se ou uma estrela de nêutrons ou uma estrela colapsada chamada Buraco negro. Essas catástrofes não são freqüentes, ocorrendo aproximadamente uma vez em cada século em nossa galáxia. Mas elas não passaram despercebidas, pois as Estrelas que sofreram essas explosões tornam-se tão brilhantes que podem ser vistas durante o dia. Quando a Estrela desprende suas camadas externas ou explode, lança elementos no espaço, sob a forma de gás e poeira. Esse gás e essa poeira podem eventualmente tornar-se parte de uma nuvem que os condensam numa nova Estrela. Dessa forma, átomos dos vários elementos podem ser reciclados em todo Universo. Alguns dos átomos que constituem os nossos corpos e o nosso mundo podem ter nascido da morte de Estrelas remotas.

Via Láctea

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

 

Tipos de Estrelas

Tipos de Estrelas

Anã branca: Estrela pequena e quente, que se acredita assinalar o estágio final de evolução de uma Estrela como o Sol. Uma Anã branca é mais ou menos do tamanho da Terra, embora contenha tanta matéria quanto o Sol. Essa matéria compacta é tão densa que um dedal dela pesaria uma tonelada ou mais. As Anãs brancas são tão fracas que mesmo as mais próximas de nós, que giram em torno de Sirius e de Procyon, só são vistas com telescópio.

Anã vermelha: Estrela fria e fraca, de massa menor que a do Sol. As Anãs vermelhas são provavelmente as Estrelas mais abundantes em nossa galáxia, embora seja difícil observá-las em virtude de seu brilho fraco. Mesmo as Anãs vermelhas mais próximas, Próxima Centauri e a Estrela de Barnard, são invisíveis sem telescópio.

Binária Eclipsante:Par de Estrelas que giram em órbitas uma da outra. Assim, periodicamente uma delas passa em frente da outra para o observador na Terra. A primeira binária eclipsante descoberta foi Algol.

Estrelas binárias: Par de Estrelas que giram uma ao redor da outra. A maioria das binárias dá, a olho nu, a impressão de ser uma Estrela simples. Algumas dessas Estrelas estão tão próximas entre si que sua existência só pode ser deduzida a partir da análise espectroscópica da luz que emitem. Em algumas binárias uma Estrela eclipsa periodicamente a outra.

Pequena Estrela: densa, que se acredita assinalar o ponto final da evolução de Estrelas com massa maior que o Sol. Uma Estrela de nêutrons tem diâmetro de apenas cerca de 15 quilômetro, embora contenha tanta matéria quanto nosso Sol. Essa matéria está comprimida de tal maneira que um dedal pesaria milhares de milhões de toneladas. Acredita-se que os pulsares, poderosas fontes de ondas de rádio, sejam Estrela de nêutrons.

Estrela variável: Estrela cuja produção de luz apresenta variações. Algumas variam de tamanho, como as variáveis cefeídas; outras são Estrelas duplas próximas, que periodicamente se eclipsam. Em 1975, mais de 25.000 Estrelas foram classificadas em nossa galáxia.

Gigantes Vermelhas:Estrelas maiores que o Sol, e de temperatura mais baixa. Acredita-se que o estágio de gigante vermelha seja alcançado próximo ao fim do ciclo de existência de uma Estrela, quando ela se expande por força da pressão da radiação produzida pelas reações termonucleares ocorridas em seu núcleo. O Sol deverá se transformar numa gigante vermelha semelhante a Arcturus, dentro de mais ou menos 5.000 milhões de anos. As Estrelas que se tornam dezenas ou centenas de vezes maiores do que o Sol são chamadas supergigantes.

Nebulosa: Massa de poeira e gás em nossa galáxia. Algumas nebulosas são brilhantes, o que resulta da difusão da luz de Estrelas situadas em seu interior. Outras são mais escuras.

Nebulosa Planetária: Estrela que está explodindo. Em um único dia, seu brilho aumenta 10.000 vezes ou mais, para depois esmaecer lentamente num período de semanas ou meses. Acredita-se que as novas sejam sistemas de Estrelas duplas nas quais o gás flui de uma Estrela para uma anã branca irmã. Esse gás se inflama e é expelido da anã branca, causando a erupção de brilho. Uma Estrela não é devastada por uma explosão de nova; assim o processo pode se repetir, ao contrário do que se acredita que ocorra com as supernovas.

Pulsar:Fonte de rádio de pulsação rápida que se acredita ser uma Estrela de nêutrons giratória e que emite um feixe de radiação semelhante à luz de um farol. Os pulsares foram descobertos em 1967, e hoje já são conhecidos cerca de 150 pulsares. O pulsar mais rápido pulsa 30 vezes por segundo (centro da nebulosa do Caranguejo) e os mais lentos pulsam uma vez em cada 3 segundos, mais ou menos.

Quasar: Objeto de grande intensidade de brilho, situado num ponto remoto do espaço, e que se acredita ser o centro de uma galáxia em formação. Os quasares são tão pequenos que parecem Estrelas mesmo nos maiores telescópios; mas eles produzem milhares de vezes mais energia do que uma galáxia como a Via-Láctea. Talvez sua energia se origine de um buraco negro gigante existente em seu centro.

Supernova: Explosão brilhante de uma Estrela de massa elevada, no fim de sua existência. Numa supernova a Estrela brilha com uma intensidade milhões de vezes maiores do que o seu brilho normal. As camadas exteriores da Estrela são expelidas, formando um objeto como a nebulosa do Caranguejo; o núcleo da Estrela pode se transformar numa Estrela de nêutrons, ou mesmo num buraco negro.

Variável cefeída: Tipo de Estrela cuja produção de luz varia regularmente, à medida que se contrai e se expande. Trata-se de Estrelas gigantes, dezenas de vezes maiores que o Sol, e centenas de milhares de vezes mais brilhantes. A variáveis cefeídas são importantes indicadores de distância na astronomia.

Buraco Negro

Os Buracos Negros se formam dos caroços estelares que restam da explosão das supernovas. Se o caroço remanescente for superior a três massas solares, ele irá se contrair para formar um buraco negro, caso contrário, ele se tornará uma estrela de nêutrons. Os buracos negros são caracterizados por sua gravidade extremamente forte, tão poderosa que nem mesmo a luz pode escapar à sua atração; em conseqüência, é impossível ver um buraco negro. No entanto, podem ser detectados se possuírem uma Estrela companheira muito próxima: a gravidade do buraco negro atrai gás da outra Estrela, formando um disco de acreção que gira ao redor do buraco negro em alta velocidade, aquecendo-se e emitindo radiação. Eventualmente, a matéria espirala e atravessa o horizonte de eventos (o limite do buraco negro), e, desse modo, desaparece do Universo visível. Caso uma explosão inicial (O "Big Bang") tenha marcado a origem do Universo, buracos negros muito menores devem ter se formado nas condições de alta densidade e pressão que a ela se seguiram. Não existem no momento evidências conclusivas para a existência de buracos negros.

Sol

O Sol é o objeto mais prominente em nosso sistema solar. É o maior objeto e contém aproximadamente 98% da massa total do sistema solar. Cento e nove Terras seriam necessárias cobrir o disco do Sol, e em seu interior caberiam 1,3 milhões de Terras. A camada externa visível do Sol é chamada fotosfera, e tem uma temperatura de 6.000°C. Esta camada tem uma aparência turbulenta devido às erupções energéticas que lá ocorrem.

A energia solar é gerada no núcleo do Sol. Lá, a temperatura (15.000.000° C) e a pressão (340 bilhões de vezes a pressão atmosférica da Terra ao nível do mar) são tão intensas que ocorrem reações nucleares. Estas reações transformam quatro prótons ou núcleos de átomos de hidrogênio em uma partícula alfa, que é o núcleo de um átomo de hélio. A partícula alfa é aproximadamente 0,7 porcento menos massiva do que quatro prótons. A diferença em massa é expelida como energia e carregada até a superfície do Sol, através de um processo conhecido como convecção, e é liberada em forma de luz e calor. A energia gerada no interior do Sol leva um milhão de anos para chegar à superfície. A cada segundo 700 milhões de toneladas de hidrogênio são convertidos em cinza de hélio. Durante este processo 5 milhões de toneladas de energia pura são liberados; portanto, com o passar do tempo, o Sol está se tornando mais leve.

A cromosfera está acima da fotosfera. A energia solar passa através desta região em seu caminho desde o centro do Sol. Manchas (faculae) a explosões (flares) se levantam da cromosfera. Faculae são nuvens brilhantes de hidrogênio que aparecem em regiões onde manchas solares logo se formarão. Flares são filamentos brilhantes de gás quente emergindo das regiões das manchas. Manchas solares são depressões escuras na fotosfera com uma temperatura típica de 4.000°C.

A coroa é a parte mais externa da atmosfera do Sol. É nesta região que as prominências aparecem. Prominências são imensas nuvens de gás aquecido e brilhante que explodem da alta cromosfera. A região exterior da coroa se extende ao espaço e inclui partículas viajando lentamente para longe do Sol. A coroa pode ser vista durante eclipses solares totais. (Ver a Imagem do Eclipse Solar).

O Sol aparentemente está ativo há 4,6 bilhões de anos e tem combustível suficiente para continuar por aproximadamente mais cinco bilhões de anos. No fim de sua vida, o Sol comecará a fundir o hélio em elementos mais pesados e se expandirá, finalmente crescendo tão grande que engolirá a Terra. Após um bilhão de anos como uma gigante vermelha, ele rapidamente colapsará em uma anã branca -- o produto final de uma estrela como a nossa. Pode levar um trilhão de anos para ele se esfriar completamente.

Mitologia Grega

Zeus e Hera

Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.

Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.

Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram:

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.

Deuses Gregos

De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos.

Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.

Conheça os principais deuses gregos:

Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.

Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.

Poseidon - deus dos mares

Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.

Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.

Apolo - deus da luz e das obras de artes.

Artemis - deusa da caça.

Ares - divindade da guerra.

Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas

Cronos - deus da agricultura que também simbolizava o tempo.

Hermes - divindade que representava o comércio e as comunicações.

Hefestos - divindade do fogo e do trabalho.

 

Zeus

Dentro da mitologia grega é o deus mais importante. Os gregos criam que seus deuses estavam separados em diversos grupos. Os mais poderosos eram os deuses do Olimpo, que se dividiam em várias classes.

A classe superior era formada por Zeus, o governante de todos os deuses.Segundo a mitologia, ele teria nascido da União de Réia e Cronos. Seu pai Cronos (deus do tempo), que imperava naquele momento, tinha o costume de engolir seus filhos com medo de que um deles lhe tirasse o trono.

No entanto, quando Zeus nasceu, Réia pressentiu que ele era uma criatura importante e o escondeu em uma caverna. Para enganar seu marido ela entregou a ele uma pedra enrolada em panos para que ele engolisse no lugar de seu filho.

Depois de adulto, Zeus enfrentou seu pai e o forçou a vomitar todos os seus irmãos, que continuavam vivos. Em seguida ele aprisionou Cronos sob a terra. Daquele momento em diante, Zeus se tornou o grande deus de todos os deuses e foi morar no monte Olimpo.

Ele se casou com sua irmã Hera, mas teve vários amores com outras deusas e com mortais, teve vários filhos.
Zeus, o Deus dos Deuses

Apaixonei-me por ti oh Zeus!
Por teu poder avassalador,
Por teu senso de humor,
Por tua falta de pudor!

Amante indomável e insaciável,
Homem estrategista e notável,
Amigo da justiça e lealdade,
Pai que impõe a tua vontade!

Apaixonei-me por ti oh Zeus!
Senhor das dez mil faces,
Rei da metamorfose e disfarces!

Não me importa o teu papel
Prá ti tirarei os meus véus
Te embriagarei com o mais doce mel
E bailaremos pelas nuvens dos teus céus!

 

Afrodite

Na mitologia grega, Afrodite era a deusa do amor, da beleza corporal e do sexo. Para os gregos, ela tinha uma forte influência no desenvolvimento e prazer sexual das pessoas. Era considerada também a deusa protetora das prostitutas na Grécia Antiga. Foi cultuada nas cidades de Esparta, Atenas e Corinto.

De acordo com a mitologia, Afrodite nasceu na ilha de Chipre. Filha de Zeus (deus dos deuses) e Dione (deusa das ninfas), casou-se com Hefesto (deus do fogo). Porém, em função de suas vontades e desejos, possuiu vários amantes (homens mortais e outros deuses). Chegou a ter um filho, Enéias (importante herói da Guerra de Tróia) com o amante Anquises.

Principais filhos de Afrodite:

-Com Hermes (deus mensageiro) teve o filho Hermafrodito.
-Com Ares (deus da guerra) teve os filhos Eros (deus da paixão e do amor) e Anteros (deus da ordem).
-Com Apolo (deus da luz, da cura e das doenças) teve o filho Himeneu (deus do casamento).
-Com Dionísio (deus do prazer, das festas e do vinho) teve o filho Príapo (deus da fertilidade).

Na mitologia romana, Afrodite era chamada de Vênus.Esta deusa inspirou vários artistas (pintores e escultores), principalmente, na época do Renascimento Cultural. Uma das obras mais conhecidas é “O nascimento de Vênus” do pintor renascentista italiano Sandro Botticelli.

Poseidon


Na mitologia grega, Poseidon era o deus dos mares. Representado como um homem forte, com barbas e segurando sempre um tridente. Era filho do titã Cronos e Rea, irmão de Zeus (deus dos deuses) e de Hades(deus das almas dos mortos, do subterrâneo).

De acordo com a mitologia grega, Poseidon teve várias amantes e com elas vários filhos como, por exemplo, o gigante Órion e o ciclope Polifemo.

Poseidon aparece em vários mitos da Grécia Antiga. Num deles, disputou com a deusa Atena o controle da cidade-estado de Atenas, porém saiu derrotado. Num outro mito ajudou os gregos na Guerra de Tróia. Fez isto para se vingar do rei de Tróia que não havia lhe pagado pela construção do muro na cidade.

Na mitologia romana, Poseidon é conhecido como Netuno.

Poseidon, o Deus Grego das Águas

Sonhei que estava no mar...
E revoltas eram suas ondas,
A invadir e devastar as serenas praias,
E tudo mais que no caminho estava!

E do mar, vi emergir das profundezas,
Em seus cavalos marinhos, o deus Poseidon
Acompanhado das ninfas e tritões.

E grande era sua ira contra o ser humano,
Clamando vingança por tamanha poluição,
Do homem exigindo a conscientização
Dos males causados ao seu reino e criações,
À grande fonte de vida e de inspiração
De poemas, lendas e canções!

Sonhei que estava no mar...
E vi a meiga esposa Anfitrite,
A fúria desse grande deus abrandar...

E vi sua face em amor se transformar...
Pai generoso, bondoso e protetor
Dos navegantes, das pescas e embarcações!

E vi as espumas e ondas de seu azulado mar
Cortejar e beijar a branca e macia areia
Sob o brilho e reflexo da lua cheia!

E Poseidon agora tranqüilo e soberano,
Percorrer os jardins de algas e banco de corais,
Com os golfinhos, baleias e sereias a brincar
E romântico, à sua amada Anfitrite ofertar
Uma linda estrela do mar!

Hades

As escassas referências a Hades nas lendas gregas, em comparação com os outros grandes deuses, revelam o temor que essa divindade infundia ao povo.

Hades era filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus e de Poseidon. Destronado Cronos, coube a Hades o mundo subterrâneo, na partilha que os três irmãos fizeram entre si.

Reinava, em companhia de sua esposa Perséfone, sobre as forças infernais e sobre os mortos, no que freqüentemente se denominava "a morada de Hades" ou apenas Hades.

Embora supervisionasse o julgamento e a punição dos condenados após a morte, Hades não era um dos juízes nem torturava pessoalmente os culpados, tarefa que cabia às Erínias.

Era descrito como austero e impiedoso, insensível a preces ou sacrifícios, intimidativo e distante.

Invocava-se Hades geralmente por meio de eufemismos, como Clímeno (o Ilustre) ou Eubuleu (o que dá bons conselhos).

Seu nome significa, em grego, "o invisível", e era geralmente representado com o capacete que lhe dava essa faculdade.

O nome Plutão ("o rico" ou "o distribuidor de riqueza"), que se tornou corrente na religião romana, era também empregado pelos gregos.

Hades, o Deus do submundo e dos mortos

Oh Hades, Hades!
Deus dos mortos e do submundo,
Serás tão malévolo assim?

Não temo à ti, Oh! Hades,
pois quem teme a morte,
Teme também a vida.

Porque desde o momento de nosso nascimento,
Morremos todos os dias para o passado.
Cada momento nunca se repete, ele é único!

Mas muitas vezes é preciso ir ao submundo,
Os Campos Elísios ou o Tártaro habitar,
Com os “mortos” bons ou maus conviver,
E provar da água do Lete para se refazer.

E através da teia da vida que tecemos,
Vários ciclos são para sempre encerrados,
Ora de dores, ora de alegrias,
Rarefeitos por valioso aprendizado!

Tal como Perséfone,
Donzela que vivia na superfície em meio a flores,
Que foi por ti raptada, mas ao provar do teu fruto,
Morreu para a inocência e renasceu para maturidade.

E assim, optou permanecer em seu mundo negro e frio,
Só retornando à vida, para matar a saudade de sua mãe,
E assim fazer possível os dias ensolarados,
Repletos de flores, borboletas e pássaros encantados!

Hera

Hera (nome grego) – Juno (nome romano, é uma lua de Júpiter)
Protetora do casamento, das mulheres casadas, das crianças e dos lares, era esposa e irmã de Zeus, uma das que tinham sido vomitadas por Cronos.
Algumas histórias diziam que Zeus a namorou durante 300 anos, até que ela consentisse em casar-se com ele. Hera aparece nas histórias sempre como uma esposa traída.
Hera é a deusa do casamento e da maternidade, além da personificação feminina do céu. Seu emblema é o pavão e tem por atributos a romã (símbolo do amor conjugal e da fecundidade) e um cetro encimado por um cuco.
Hera é a esposa de Zeus e rainha do Olimpo. Apesar do casamento ser muito comemorado e muito prestigiado no Olimpo, isto não significa que Zeus parou de ter relações extraconjugais.
Como Hera é muito ciumenta, realizou diversas vinganças contra as suas rivais, uma vez tentou acorrentar o marido que, por sua vez, ficou muito irritado e a suspendeu nos ares.
O ciúmes de Hera, suas vinganças cruéis contra as numerosas rivais e os constantes esforços para atrapalhar os outros relacionamentos do marido, são bem conhecidos através da literatura clássica.
Mesmo sendo cruel, Hera continuou sendo venerada e sua reputação de protetora do lar e do casamento permaneceu.
Em torno dela existem várias versões lendárias em que o tema principal é o conflito com o esposo, pois é muito ciumenta.
A carta da deusa Hera significa dignidade, fidelidade, paciência, resistência e compreensão. Amor intenso, necessidade de competir com o parceiro e capacidade, muita segurança pessoal para enfrentar ocasiões e pessoas bastante difíceis. Também é sinal de força e respeito para quem realmente merece.
Quando a sua carta aparece invertida, pode ser que haja infidelidade do cônjuge, ciúmes exagerado e destrutivo tanto para si mesmo como para os outros.
Sentimentos de vingança e rancor totalmente desnecessários. Existem quase sempre pouca responsabilidade com compromissos quando o objetivo já foi conseguido e falta consideração com pessoas que não sirvam para uso imediato.
Ao aparecer para os homens, pode representar muito ciúmes e que são consideravelmente possessivos. Para as mulheres o significado é que se pode ser uma ótima mãe e esposa, mas também indicação de instabilidade feminina contra qualquer tipo de machismo.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Hera corresponde à Papisa, símbolo do bom senso e da sabedoria.
Hera, a Deusa Protetora do Casamento

Hábil em enfrentar circunstância
Que não me agrade ou convença,
Faço-me altiva por excelência
E antagônica por conveniência.

Entrelaçada em sentimentos,
Fiel e leal ao meu casamento.
De minha prole defensora
E matriarca em desdobramento!

Contudo, meu carma é o ciúme,
Deparo-me com ele a todo instante,
Com as rivais, perversa e intolerante,
Faço da vingança uma constante.

Sou irmã, cônjuge, mãe, sou mutante.
Poderosa mulher e submissa amante!

Sou Hera do Olimpo, a Senhora dos Céus,
A Deusa das deusas, a esposa de Zeus!

 

Apolo

Figura complexa e enigmática, que transmitia aos homens os segredos da vida e da morte, Apolo foi o deus mais venerado no panteão grego depois de Zeus, o pai dos céus.

Os santuários dedicados a essa divindade, sobre cuja origem - oriental ou indo-européia - existem dúvidas, se estendiam por todo o Mundo Helênico; a ele era consagrado o templo de Delfos, o de maior importância na Grécia, mencionado já na Ilíada.

Nesse santuário, centro do culto "Apolíneo", a Pítia, ou Pitonisa, aspirava os vapores que saíam de uma fenda na terra e, em profundo êxtase, pronunciava o oráculo sob a influência do deus.

Apolo e sua irmã gêmea Ártemis (identificada pelos romanos com Diana) eram filhos de Zeus e Leto, da estirpe dos Titãs. Segundo a lenda, os dois nasceram na ilha de Delos, outro dos lugares importantes de seu culto, onde Leto se havia refugiado, perseguida pelo implacável ciúme de Hera, esposa de Zeus.

Apolo, com um ano de idade e armado de arco e flechas, perseguiu a serpente Píton, também inimiga de sua mãe, até o lugar sagrado de Delfos, e ali a matou.

Zeus recriminou o filho pela profanação do santuário e, em memória da serpente, instituiu os Jogos Píticos. O poder de Apolo se exercia em todos os âmbitos da natureza e do homem.

Por isso, suas inovações eram múltiplas e variadas. Além de ser por excelência o deus dos oráculos e fundador de importantes cidades, sua proteção - e sua temível ira - abarcava desde a agricultura e o gado até a juventude e seus exercícios de ginástica, assim como os marinheiros e navegantes. Tinha poder sobre a morte, tanto para enviá-la como para afastá-la, e Asclépio (o Esculápio Romano), o deus da medicina, era seu filho. Considerado também o "Condutor das Musas", tornou-se deus da música por ter vencido o deus Pã em um torneio musical. Seu instrumento era a lira.

A identificação de Apolo com o Sol - daí ser chamado também Febo (brilhante) - e o ciclo das estações do ano constituía, no entanto, sua mais importante caracterização no mundo helênico.

Apolo, que durante o inverno vivia com os hiperbóreos, mítico povo do norte, regressava a Delos e Delfos a cada primavera, para presidir às festas que, durante o verão, eram celebradas em sua honra.

O culto de Apolo também teve grande amplitude em Roma.

As numerosas representações que dele fizeram artistas de todos os tempos, tanto na antiguidade Greco-Romana como nos períodos Renascentista e Barroco, mostraram-no como um deus de beleza perfeita, símbolo da harmonia entre corpo e espírito.

Apolo

Mármore frio, estático...
Deus, Apolo,
Pedra e arte,
Arte e toque.
Encontro de texturas,
Desfiar de fissuras,
Tacto, sensor de relevos
Enlevos...
Palavras de magia
ciciadas em surdina.
Transfusão de alma,
Sopro de Vida...
Toques quentes,
Requebros viventes,
despertar de sentidos,
vigor e alento...
Colos, colagens de carnes
e mármores e choques.
Seios, lábios, pele, arrepios...
e rocha fundida,
Carne fendida, fusão...
Estátua de pedra jaz,
Humana,
no chão...

 

Artemis

A deusa grega da floresta e da caça, filha de Zeus e irmã gêmea de Apolo. Ela era amada em especial pelas Ninfas, com as quais dançava freqüentemente nas florestas. Ártemis era apaixonada por Orion, filho de Posseidon, pois ele também era um caçador como ela.

Porém Apolo não simpatizava com ele e muito lhe desagradava à afeição da irmã pelo jovem. Deste modo, certa vez que Orion estava mergulhado na água e somente sua cabeça aparecia, Apolo, mostrou aquele objeto escuro para Ártemis, desafiou-a em acertá-lo.

Sem imaginar que se tratava da cabeça de seu amado, ela acertou-a com sua flecha. Momentos depois, as ondas trouxeram o corpo de Orion até a praia e Ártemis, em sua dor, não queria que seu amado desaparecesse para sempre, então resolveu colocá-lo entre as estrelas do céu, onde ele aparece como um gigante com cinto e espada.

Ares

Uma das 12 grandes divindades do panteão helênico, Ares, deus da guerra, não era muito apreciado pelos gregos, que davam prioridade aos valores do espírito e à sabedoria. Ares era filho de Zeus, deus supremo grego, e de Hera. Sua figura representava o espírito violento e combativo, que só encontra prazer nas batalhas.

Embora dotado de força extraordinária, era continuamente enganado por outros deuses que, como Atena - personificação da sabedoria -, sabiam tirar proveito de sua pouca inteligência.

Ares era representado com couraça, capacete, lança e escudo. No combate, sua presença era anunciada com ferozes gritos de guerra que provocavam pânico. Lutava a pé ou num carro puxado por cavalos, às vezes em companhia dos filhos que teve com Afrodite: Deimos (o Medo) e Fobos (o Terror), e outras vezes com sua irmã Éris (a Discórdia).

Segundo a mitologia, foi vencido em várias ocasiões. Os Aloídas o derrotaram e encerraram numa urna de bronze durante 13 meses. Segundo se narra no canto V da Ilíada, o herói Diomedes, ajudado pela astuta Atena, conseguiu ferir Ares, que se refugiou no Olimpo. Ares manteve constantes aventuras amorosas com mulheres mortais, de que resultaram seus filhos Alcipe, Ascálafo e Flégias, entre outros.

Seus amores com Afrodite foram descobertos pelo marido desta, Hefesto, que envolveu astutamente os amantes numa rede para levá-los ante o soberano juízo dos deuses e assim demonstrar a traição. Em Roma, com o nome de Marte, recebeu maior veneração que entre os gregos, sobretudo por parte das legiões romanas.

Atena

Embora a mitologia lhe reservasse várias atribuições, em todas elas Atena personificava a serenidade e a sabedoria características do espírito grego.

Zeus, segundo a Mitologia Grega, para evitar o cumprimento de uma profecia, engoliu sua amante grávida, a Oceânide Métis.

Depois ordenou a Hefesto que lhe abrisse a cabeça com um golpe de machado e dela nasceu Atena, já armada. Acredita-se que ela era originalmente a deusa-serpente cretense, protetora do lar.

Adotada pelos micênicos belicosos, seu caráter tutelar completou-se com o de guerreira. Finalmente, transformou-se na deusa protetora de Atenas e outras cidades da Ática.

Como todos os deuses do Olimpo, Atena tinha um caráter dual: simbolizava a guerra justa e possuía uma disposição pacífica, representando a preponderância da razão e do espírito sobre o impulso irracional.

Em Atena residia a alma da cidade e a garantia de sua proteção.

Na tragédia Eumênides, Ésquilo deu expressão acabada à figura sábia e prudente de Atena, atribuindo-lhe a fundação do Areópago, conselho de Atenas.

O mito afirma que Atena inventou a roda do oleiro e o esquadro empregado por carpinteiros e pedreiros. As artes metalúrgicas e os trabalhos femininos estavam sob sua proteção; o culto a Atena se baseava no amor ao trabalho e à cidade.

Seu principal templo, o Pártenon, ficava em Atenas, onde anualmente celebravam-se em sua honra as Panatenéias e davam-lhe o nome de Atena Partênia.

Foi representada por Fídias na célebre estátua do Pártenon, de que se conserva uma cópia romana do século II da era cristã.

Os relevos desse templo apresentam sua imagem guerreira, com capacete, lança, escudo e couraça.

Os romanos assimilaram-na à deusa Minerva (que, com Juno e Júpiter, compunha a tríade capitolina) e acentuaram ainda mais seu caráter espiritual, como símbolo da justiça, trabalho e inteligência.

Cronos

A figura enigmática de Cronos representou, na mitologia, um claro exemplo dos conflitos religiosos e culturais surgidos entre os gregos e os povos que habitavam a península helênica antes de sua chegada.

Cronos era um deus da mitologia pré-helênica ao qual se atribuíam funções relacionadas com a agricultura. Mais tarde, os gregos o incluíram em sua Cosmogonia, mas lhe conferiram um caráter sinistro e negativo.

Na mitologia grega, Cronos era filho de Urano (o céu) e de Gaia ou Gê (a terra). Incitado pela mãe e ajudado pelos irmãos, os Titãs, castrou o pai - o que separou o céu da terra - e tornou-se o primeiro rei dos deuses.

Seu reinado, porém, era ameaçado por uma profecia segundo a qual um de seus filhos o destronaria. Para que não se cumprisse esse vaticínio, Cronos devorava todos os filhos que lhe dava sua mulher, Réia, até que esta conseguiu salvar Zeus.

Este, quando cresceu, arrebatou o trono do pai, conseguiu que ele vomitasse os outros filhos, ainda vivos, e o expulsou do Olimpo, banindo-o para o Tártaro, lugar de tormento.

Segundo a tradição clássica, Cronos simbolizava o tempo e por isso Zeus, ao derrotá-lo, conferira a imortalidade aos deuses. Era representado como um ancião empunhando uma foice e freqüentemente aparecia associado a divindades estrangeiras propensas a sacrifícios humanos.

Os romanos assimilaram Cronos a Saturno e dizia-se que, ao fugir do Olimpo, ele levara a agricultura para Roma, com o que recuperava suas primitivas funções agrícolas. Em sua homenagem, celebravam-se as saturnálias, festas rituais relacionadas com a colheita.

ronos é um Deus grego, que corresponde ao Deus romano Saturno. Ele é representado como velho homem de cabelos brancos e barba longa.

Cronos é filho de Urano (o mais antigo de todos os deuses) e pai de Zeus , Deméter , Hades , Héstia , Poseidon e Hera. Era associado ao tempo pelos gregos. Cronos representa a passagem dos deuses antigos (ciclopes e titãs) para os deuses Olímpicos (assim chamados por serem aqueles que habitavam o monte Olimpo), liderados por seu filho Zeus.

O mito diz que a esposa de Urano era Gaia (deusa da Terra) e que cada vez que Gaia tinha um filho, Urano o devolvia ao ventre de Gaia. Cansada disto, Gaia tramou com seu filho Cronos. Ela fez de seu próprio seio uma pedra em forma de lâmina e a deu para Cronos. Cronos esperou que Urano, seu pai, dormisse e o castrou. Atirou a genitália de Urano no mar, de onde brotou Afrodite, a deusa do amor.

Após isto, Cronos reinou entre os deuses, mas uma profecia dizia que ele seria enfim vencido por um filho. Assim, ele passou a devorar seus próprios filhos. Até que a profecia se cumpriu e Zeus o destronou auxiliado por Prometeu.

 

Hermes

A figura do deus Hermes era motivo de grande veneração entre os gregos, que o consideravam um benfeitor e defensor da humanidade perante os deuses do Olimpo. Hermes, na mitologia grega, era filho de Zeus e da ninfa Maia.

Reverenciado como deus da fertilidade, tinha o centro de seu culto na Arcádia, onde se acreditava que tivesse nascido.

Seu nome tem origem, provavelmente, em herma, palavra grega que designava os montes de pedra usados para indicar os caminhos.

Considerado protetor dos rebanhos, era freqüentemente associado a divindades da vegetação, como Pã e as ninfas.

Entre suas várias atribuições incluíam-se as de mensageiro dos deuses; protetor das estradas e viajantes; condutor das almas ao Hades; deus da fortuna, da eloqüência e do comércio; patrono dos ladrões e inventor da lira.

Era também o deus dos sonhos, a quem os gregos ofereciam a última libação antes de dormir.

Nas representações mais antigas, aparece como um homem adulto, com barba, vestido com uma túnica longa, ou com a imagem de um pastor, com um carneiro sobre os ombros.

Foi posteriormente representado como um jovem atlético e imberbe, com capacete alado, asas nos pés e, nas mãos, o caduceu - bastão mágico com que distribui fortuna.

Em Roma, foi assimilado ao deus Mercúrio.

Como servente especial de Zeus, Hermes tinha sandálias com asas, um chapéu alado e um caduceu dourado, ou vara mágica, entrelaçado por cobras e coroado com asas.

Conduzia as almas dos mortos ao mundo inferior e acreditava-se possuir poderes mágicos sobre o sono e os sonhos.

Hermes era também o deus do comércio e o protetor dos comerciantes e dos rebanhos.

Como a divindade dos atletas, ele protegia os ginásios e estádios e atribuía-se a ele a responsabilidade pela fortuna e a riqueza.

Apesar de sua característica virtuosa, ele era também um inimigo perigoso, astuto e ladrão.

No dia de seu nascimento ele roubou o gado de seu irmão, o deus Apolo, obscurecendo sua trilha e fazendo o rebanho caminhar devagar, atrasando-o.

Quando inquirido por Apolo, Hermes negou o roubo.

Os irmãos finalmente se reconciliaram quando Hermes deu a Apolo sua mais nova invenção: a lira.

Hermes foi representado na arte grega como um homem barbudo e adulto; na arte clássica ele era representado com uma juventude atlética, nu e sem barba.

Hefesto

Deus grego do fogo e, sobretudo, das ferrarias. Os romanos o identificaram com Vulcano.

Hefesto é descrito como filho de Zeus e Hera ou, na Teogonia de Hesíodo, como filho unicamente de Hera, que o teria gerado sem intercurso com o sexo masculino. Por duas vezes seus pais o lançaram do Olimpo, o monte onde os deuses residiam. A primeira foi ao nascer, quando sua mãe se ofendeu por sua aparência de anão; o bebê renegado caiu ao mar, onde teria se afogado não fosse salvo por ninfas que, por nove anos, o criaram em segredo numa gruta submarina e lhe ensinaram a trabalhar o metal. Certa vez, Hera viu uma das jóias criadas por Hefesto e admirou-se da mestria empregada e quis saber quem havia feito tais criações. Hera descobriu que eram obras de seu filho e o mandou chamar de volta ao Olimpo, convite que foi recusado pelo deus.

Conta-se então que Hera pediu que Dionísio o convencesse a voltar, o que só foi possível após o deus do vinho embriagá-lo. Hefesto retornou ao olimpo montado em uma mula, precedido por Dionísio que vinha a pé.

No Olimpo ele criou obras magníficas, e sua habilidade o fez aceito por todos os deuses. Seu retorno ao Olimpo era tema comum entre artistas e poetas. De Hera, recebeu a mão da bela Afrodite como reparação pelos anos de exílio. Essa união estava longe de ser estável, pois apesar de muito bela, Afrodite apresentava um caráter vulgar. Afrodite mantinha um caso com o deus da guerra Ares, do que Hefesto tomou conhecimento. Armou então uma armadilha para ambos, e, durante sua ausência, os dois deitaram-se na sua cama e ficaram presos em uma rede, expostos à vergonha em frente dos outros deuses.

A segunda expulsão ocorreu quando o deus interveio em uma discussão entre seus pais. Zeus, furioso, o lançou fora do Olimpo e Hefesto foi parar na ilha de Lemnos. Apesar de sua habilidade como artesão divino e de ser o construtor dos palácios onde os deuses levavam uma vida de luxo, a coxeira de Hefesto e sua cara negra como fuligem o tornavam motivo de riso e de escárnio.

Hefesto foi o marido traído por Afrodite. O casamento dos dois é a personificação entre a habilidade para trabalhar com as mãos e a beleza, que é o que dá luz as coisas belas.

Beleza e Amor foram valores negados a Hefesto desde seu nascimento. Uma bela mulher, como a Deusa Afrodite, pode ser a musa inspiradora que acende os sentimentos de um homem-Hefesto.

 

As Sete Maravilhas do Mundo

As sete maravilhas do mundo antigo é uma famosa lista de majestosas obras artísticas e arquitetônicas erguidas durante a Antiguidade Clássica.

Das sete maravilhas, a única que resiste até hoje quase intactas são as Pirâmides de Gizé, construídas há cinco mil anos.

Pirâmides de Gizé


Construída há 5 mil anos a.C, levou 20 anos para ficar pronta e nesse período contou com a mão-de-obra de aproximadamente 100 mil homens. A pirâmide principal era o sepulcro do Faraó Quéops, já as duas menores eram para os faraós Quéfrem e Miquerinos.
Estátua de Zeus em Olímpia
Construída no século V a.C pelo fabuloso escultor Phidias. Era feita em ouro e marfim medindo de 12 a 15 metros de altura. Foi destruída num incêndio em Constantinopla – atual Istambul, na Turquia.
Jardins suspensos da Babilônia

Construído no século VI a.C pelo Rei Nabucodonosor, com o intuito de conquistar sua esposa que sentia saudades de sua terra natal, lugar onde morava antes de se casar.

Templo de Ártemis em Éfeso

Construído pelos habitantes de Éfeso, o templo foi reconstruído e aumentado diversas vezes. Em 262 d.C. foi destruído durante a invasão dos godos.

Mausoléu de Halicarnassus
Construído por arquitetos gregos sobre os restos mortais do rei, marido e irmão da rainha Artemísia.
Colosso de Rhodes

Uma grande estátua de bronze, em comemoração a vitória obtida pelos habitantes da cidade Rhodes sobre o exercito de Demétrio Poliorcetes.
Farol de Alexandria

Construído em 280 a.C tinha aproximadamente 135 metros de altura e no topo havia uma estátua de Hélio, o deus do Sol.

Muralhas da China

A Muralha da China, Grande Muralha da China ou simplesmente Grande Muralha é uma impressionante estrutura de arquitetura militar construída durante a China Imperial.
Embora seja comum a ideia de que se trata de uma única estrutura, na realidade consiste em diversas muralhas, construídas por várias dinastias ao longo de cerca de dois milênios. Se, no passado, a sua função foi essencialmente defensiva, no presente constitui um símbolo da China e uma procurada atração turística.

As suas diferentes partes distribuem-se entre o Mar Amarelo (litoral Nordeste da China) e o deserto de Góbi e a Mongólia (a Noroeste).

Maravilhas Modernas

As Novas Sete Maravilhas do Mundo foram escolhidas em concurso informal e popular internacional promovido pela New Open World Foundation, com o lançamento da campanha New 7 wonders, que contou com mais de cem milhões de votos através de telefones celulares e da internet, enviados de todas as partes do mundo e anunciados em 7 de julho de 2007 (07/07/07), numa cerimônia em Lisboa, Portugal.
O concurso não contou com o apoio da UNESCO, órgão da Organização das Nações Unidas.

São elas:

  • Muralhas da China
  • Petra
  • Cristo Redentor
  • Machu Picchu
  • Chichén Itzá
  • Coliseu de Roma
Taj Mahal

Petra

Petra é um importante enclave arqueológico na Jordânia, situado na bacia entre as montanhas que formam o flanco leste de Wadi Araba, o grande vale que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba. Em 7 de Julho de 2007 foi considerada, numa cerimónia realizada em Lisboa, Portugal, uma das Novas sete maravilhas do mundo.

Cristo Redentor

Cristo Redentor é um monumento de Jesus Cristo localizado na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Está localizado no topo do Morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. De seus 38 metros, oito estão no pedestal. Foi inaugurado às 19h 15min do dia 12 de outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de obras.

Um símbolo do catolicismo, o monumento tornou-se um dos ícones mais reconhecidos internacionalmente do Rio e do Brasil. No dia 7 de julho de 2007, em Lisboa, no Estádio da Luz, foi eleito uma das novas sete maravilhas do mundo. O Guiness World Records, versão atualizada de 2009, considera o Cristo Redentor a maior estátua de Cristo.

Machu Picchu


Machu Picchu (em Portugal também denominado de Machu Pichu)[1], em quíchua Machu Pikchu, "velha montanha", também chamada "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, atual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.
Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais.
A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a histórica inca, tudo planejado para a passagem do deus sol.
O lugar foi elevado à categoria de Património mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interacção com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.
Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.
O Peru é o berço da civilização Inca, cujas marcas estão espalhadas pelo país, representadas nas sagradas ruínas de Machu Picchu, nos templos grandiosos e na natureza exuberante de Inca.
Pela obra humana e pela localização geográfica, Machu Picchu é considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO. A 7 de julho de 2007, em Lisboa, estádio da Luz, Portugal, o monumento foi eleito e considerado oficialmente como uma das sete maravilhas do Mundo.

 

Chichén Itzá


Chichén Itzá (do iucateque: Chi'ch'èen Ìitsha) é uma cidade arqueológica maia localizada no estado mexicano de Iucatã que funcionou como centro político e económico da civilização maia. As várias estruturas – a pirâmide de Kukulkán, o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros – podem ainda hoje ser admiradas e são demonstrativas de um extraordinário compromisso para com a composição e espaço arquitetónico. A pirâmide foi o último e, sem qualquer dúvida, o mais grandioso de todos os templos da civilização maia. O nome Chichén-Itzá tem raiz maia e significa "na beirada do poço do povo Itza". Estima-se que Chichén-Itzá foi fundada por volta dos anos 435 e 455. Foi declarada Património Mundial da Unesco em 1988.

O Chichén Itzá foi eleito em Lisboa, no dia 7 de Julho, pelos organizadores da campanha New7Wonders, uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo. A campanha não foi oficializada pela UNESCO, mas o Chichén Itzá pode ser considerado uma das novas maravilhas do mundo.

Coliseu de Roma

O Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, deve seu nome à expressão latina Colosseum (ou Coliseus, no latim tardio), devido à estátua colossal de Nero, que ficava perto a edificação. Localizado no centro de Roma, é uma excepção de entre os anfiteatros pelo seu volume e relevo arquitectónico. Originalmente capaz de albergar perto de 50 000 pessoas[1], e com 48 metros de altura, era usado para variados espetáculos. Foi construído a leste do Fórum Romano e demorou entre oito a dez anos a ser construído.
O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registro efetuado no século VI da nossa era, bastante depois da queda de Roma em 476. O edifício deixou de ser usado para entretenimento no começo da Idade Média, mas foi mais tarde usado como habitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão.
Embora esteja agora em ruínas devido a terremotos e pilhagens, o Coliseu sempre foi visto como símbolo do Império Romano, sendo um dos melhores exemplos da sua arquitectura. Actualmente é uma das maiores atrações turísticas em Roma e em 7 de julho de 2007 foi eleita umas das "Sete maravilhas do mundo moderno". Além disso, o Coliseu ainda tem ligações à igreja, com o Papa a liderar a procissão da Via Sacra até ao Coliseu todas as Sextas-feiras Santas.

 

Taj Mahal

O Taj Mahal é um mausoléu situado em Agra, uma cidade da Índia e o mais conhecido[1] dos monumentos do país. Encontra-se classificado pela UNESCO como Património da Humanidade. Foi recentemente anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno em uma celebração em Lisboa no dia 7 de Julho de 2007.
A obra foi feita entre 1630 e 1652 com a força de cerca de 20 mil homens,[2] trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no sumptuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.
Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semipreciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.
Supõe-se que o imperador pretendesse fazer para ele próprio uma réplica do Taj Mahal original na outra margem do rio, em mármore preto, mas acabou deposto antes do início das obras por um de seus filhos.

As Meninas - de Velásquez

“As Meninas ou A Família de Filipe IV” (1656)


Esta obra foi feita por Velásquez durante sua fase chamada “La Familia”, onde o artista representava cenas do cotidiano, sendo quase um impressionista. Na cena, a jovem Margarita, da Áustria, encontra-se cercada por sua pequena corte de damas e empregados.
Sem demasiada ênfase, diz-se que este quadro pode ser considerado a obra-prima de toda a história da pintura europeia. O seu fascínio provém, em parte, da absoluta verossimilhança e autenticidade visual da cena em cada um dos seus detalhes: desde os cabelos louros da infanta Margarida aos vestidos suntuosos e rígidos por causa das anquinhas, passando pela densa pelagem do cão em primeiro plano e pela luz que invade o conjunto proveniente da janela à direita.
Neste sentido, a obra é um dos exemplares máximos do Naturalismo do século XVII. Mas Velázquez não se contenta em plasmar com absoluta objetividade o que se passa em frente de seus olhos; recordando talvez uma invenção parecida, posta em cena por Jan van Eyck na célebre tela O Casal Arnolfini (Londres, National Gallery; à época nas coleções reais espanholas), joga de forma ilusória com o espaço: no espelho pendurado da parede da frente, refletem-se as figuras do Rei Filipe IV e da sua mulher Mariana da Áustria.
Estes, que são retratados na grande tela que o pintor tem à sua frente, encontram-se exatamente no mesmo lugar de quem contempla a obra, fato que cria a sensação de um ambiente não pintado, mas real e palpável, no qual o observador poderia entrar. Até hoje essa obra é objeto de estudo de muitos artistas: Picasso executou uma série de desenhos e pinturas, que se encontra no Museu Picasso, Barcelona.

 

Vista de Delft

"Vista de Delft, de Vermeer"

Diferente do que ocorria em outros lugares da Europa, o gênero de Paisagem era valorizado no mercado de arte holandês - agradava ao gosto da burguesia dominante. Dentro desse gênero, são conhecidas apenas duas pinturas de Vermeer: A Viela ou Rua de Delft (1660) e a Vista de Delft, sendo esta última a mais famosa. Nela, encontramos a cidade do artista descrita primorosamente, apresentando a iluminação natural de Delft num determinado momento do dia e toda a sensação atmosférica da paisagem urbana holandesa. O céu reúne as características climáticas da Holanda, onde o sol e as claras nuvens são freqüentemente surpreendidos por nuvens mais escuras de chuva. A amplitude espacial observada é trabalhada com a iluminação das casas, torres e telhados, que recebem uma maior incidência de luz solar ao fundo. A intensidade luminosa das nuvens brancas do plano de fundo esconde o horizonte, criando a distância que separa (desprende) a cidade do céu.

A perspectiva aérea é construída com as variações tonais dos planos que se aproximam e se afastam, expandindo o espaço em profundidade e altitude. A projeção da cidade na água, através das sombras refletidas, traz as construções para o plano da frente. A composição do céu, combinando os valores tonais das nuvens com áreas azuis, dão-nos uma perfeita sensação de continuidade espacial.

A cor é outro elemento de destaque nesta pintura de Vermeer. As cores fortes formam um conjunto cromático que, junto com a técnica de pontilhado usada pelo artista (pontos de tinta espessa aplicados em áreas mais escuras, resultando em efeitos luminosos) reforça a sensação atmosférica da paisagem, a mesma técnica que fica evidente em A Leiteira.

As pequenas figuras, colocadas em primeiro plano, sobre um chão de tons ocres intensos, revelam que o artista, ao compor a obra, estava localizado num ponto de vista superior. Nenhum elemento interfere no nosso olhar sobre a cidade, nem no acesso a ela, e os barcos aguardam o momento da travessia.

A Vista de Delft é um amálgama de efeitos perspectivos, cromáticos, tonais e de luz. A paisagem é uma representação que extrapola o naturalismo para alcançar o realismo, como era próprio da pintura holandesa desse período, mas contém a beleza plástica que faz a percepção de uma obra transcender os aspectos materiais. Por isso, a tranqüila vista desta cidade é considerada uma das paisagens urbanas mais extraordinárias de toda a pintura européia.

Em A Mansão de Quelícera o céu de Vista de Delf aparece no buraco do teto do Hall, assim como, outros fragmentos da obra foram citados na animação de abertura do jogo.

A Tempestade

“A Tempestade” (c. 1505), de Giorgione"

O belíssimo quadro “A Tempestade”, também chamado de “A Tormenta”, é uma das peças fundamentais da pintura veneziana, ela marca o início do Século XVI na arte. Tive a oportunidade de contemplar em 16/08/07.

Especialistas dizem que Giorgione de Castelfranco foi deslumbrante por ter conseguido criar atmosferas insinuantes, sugerindo até uma certa qualidade musical... A natureza parece indefesa, tal qual a figura da mãe abandonada no quadro e as colunas truncadas, que aparecem como joguetes da terrível luta dos elementos. 


A Primavera

"A Primavera, de Botticelli (1476/1477)"

A Primavera é uma obra de temática mitológica clássica que nos apresenta a alegoria da chegada dessa estação. Ao centro encontra-se Vênus, que media toda a cena. Na tradição clássica, Vênus e o Cupido surgem para avivar os campos, fustigados pelo inverno, iniciando a primavera ao semear flores, beleza e atração entre todos os seres. À direita da obra encontramos três figuras. O primeiro, um ser esverdeado, Zéfiro, personificação do vento oeste, abraça a bela ninfa Cloris. Botticelli a representa em sua metamorfose, quando se transformava em Flora, a figura com vestido florido que cumpre sua função de adornar o mundo com flores. Sobre a cabeça de Vênus está o Cupido, seu filho, de olhos vendados, apontando a seta do amor em direção às três figuras que representam as Graças (Aglaia, Talia e Eufrónsina), símbolos da sensualidade, da beleza e da castidade. Mais à esquerda encontra-se Hermes dissipando as nuvens, fechando esse ciclo mitológico. Para a filosofia platônica, esse ciclo é a ligação ininterrupta entre o mundo e Deus, e vice-versa. Botticelli concebeu A Primavera sob orientação de Marsílio Ficino, principal representante da filosofia neoplatônica na época, que via Vênus como um ser de dupla natureza: terrestre, ligada ao amor humano, e celestial, ligada ao amor universal, da qual, supõe-se, Botticelli traçou analogia com a Virgem Maria. Tal suposição está embasada nas vestimentas de extremo recato de Vênus, na posição de sua mão direita, que se encontra em um gesto de benção, e, também, por ela estar circundada com um arco rendilhado de folhas com fundo claro, que sugerem a forma de auréola e prenunciam as grinaldas florais que, a partir do século seguinte, estiveram associadas à figura da Virgem.

A Ressureição
A Ressureição, de Pierro della Francesca

Ressurreição é uma das grandes obras religiosas. Piero della Francesca mostra o Cristo que surge levantado sobre seu sarcófago, com um pé apoiado no borde. Com vestes funerárias rosa e em sua mão direita uma bandeira com uma cruz vermelha sobre um fundo branco, que simboliza seu triunfo sobre a morte. Este não é o retrato sublime de Cristo. O sangue continua brotando da ferida em suas costas e aparecem marcas em seu abdômen pela localização de sua perna esquerda. Seu rosto é particularmente surpreendente. As olheiras sugerem que não dormiu, seu nariz parece achatado e sua barba mal feita. O escritor Aldous Huxley, que a considerou a "maior obra de arte do mundo", destacou o "poder físico e intelectual" desse Cristo. Piero pintou os soldados dormindo próximos ao primeiro plano da obra, a figura desbalanceada da direita parece estar a ponto de cair fora do quadro. Ao colocá-los em diferentes posições, o artista consegue mantê-los alheios à presença de Cristo.